Níveis de Formação Acadêmica

Atualizado a 3 meses



Graduação

  • Um curso de graduação deve apresentar conhecimentos, técnicas e metodologias específicos a uma determinada área de conhecimento. Espera-se que os alunos, ao final do curso, estejam atualizados em sua área profissional e sejam capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos em problemas reais de uma forma inovadora.

Cursos tecnológicos superiores

  •  Um curso de graduação tipicamente mais curto que os bacharelados e focados em competências práticas, técnicas ou ocupacionais para a entrada direta no mercado de trabalho apesar de que algumas fundamentações teóricas possam ser cobertas pelos respectivos programas. Estes programas têm uma duração mínima de dois anos. Espera-se que os alunos, ao final do curso, estejam atualizados em sua área profissional e sejam capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos em problemas reais de complexidade normal.

Extensão

  • O objetivo de um curso de extensão é o de atualizar os alunos em uma área bem limitada e específica do conhecimento. Não é feita nenhuma restrição formal ao nível prévio de formação regular.

Especialização

  • Um curso de especialização, pós-graduação lato senso, tem por objetivo atualizar portadores de diploma de cursos de graduação em uma área restrita do conhecimento. Esta área deve ser composta por um conjunto consistente de conhecimentos. Espera-se que o aluno, ao concluir a especialização, tenha revisado os conhecimentos básicos da área e atingido o nível de conhecimento atual. Um curso de especialização precisa ter, ao menos, 360 horas de aula e o aluno deve apresentar um trabalho de conclusão ou monografias de acordo com a regulamentação do MEC.

MBA: Master in Business Administration

  • (Mestrado em Administração de   Negócios), para o Conselho Nacional de Educação (CNE), é considerado uma especialização (pós-graduação lato sensu). As especializações não   se submetem à avaliação sistemática da Capes. Indicadores seguros da regularidade do curso são a prova do credenciamento institucional e a  declaração que o curso atende os requisitos enumerados por Resolução CNE / CES nº 001/01.

Mestrado

  • O mestrado acadêmico tem por objetivo iniciar o aluno na pesquisa. A área de conhecimento é bem focada e constitui-se em um subconjunto da área profissional (aquela estudada em todo um curso de graduação). Além de disciplinas mais avançadas, que incluem uma parcela significativa de pesquisa bibliográfica individual e de trabalho de interpretação, é desenvolvido um trabalho de iniciação à pesquisa científica. Espera-se que ao final do curso o aluno tenha adquirido capacidade de desenvolver trabalho autônomo. Este trabalho caracteriza-se pela busca de referências, métodos e tecnologias atuais e sua aplicação de forma criativa. Espera-se, também, a demonstração de capacidade de redação de textos científicos. Esta capacidade é evidenciada, principalmente, pelo texto da dissertação de mestrado. É importante a publicação de artigos científicos durante o curso. O mestrado acadêmico é uma preparação para a pesquisa e deve ser encarado como uma etapa em direção ao doutorado. O mestrado acadêmico é útil, também,para os interessados em trabalhar naquelas empresas que possuem setores ligados à pesquisa e ao desenvolvimento. Aqueles que desenvolvem atividades em empresas da área de produção e estão interessados em uma maior qualificação profissional devem orientar-se para o Mestrado Profissional.

Diferença entre os dois mestrados

O texto a seguir identifica bem as características complementares no conhecimento: a profissional e a conceitual.

“Conhecimento profissional. A competência profissional de uma pessoa é medida principalmente pelas qualificações adquiridas e demonstradas na ação. Níveis de competência, tais como: iniciante, intermediário, profissional iniciante, profissional confirmado, especialista, virtuoso e mestre referem-se ao grau de qualificação, responsabilidade e aparência estratégica. O conhecimento profissional é diferente do conhecimento conceitual que apreendemos na maior parte das salas de aula. O conhecimento profissional é originário da experiência, do aprendizado com profissionais mais competentes e de muita prática. Os profissionais de Tecnologias de Informação precisam compreender e apreciar ambos os tipos de conhecimento e manter um equilíbrio entre os dois”, Denning (2001).

A ênfase maior em uma destas dimensões determina o perfil dos mestrados.  Os mestrados acadêmico e profissionalizante diferenciam-se por maior ênfase em uma das vertentes ou acadêmica ou profissional (no sentido de trabalho ligado à produção empresarial). Esta maior ênfase deve ser desenvolvida sem perder a visão de equilíbrio, necessária para uma formação completa. Cabe a cada um escolher a alternativa que melhor se adapta a sua personalidade, expectativas e perspectivas de carreira.

Doutorado

  • No doutorado espera-se que o aluno adquira capacidade de trabalho independente e criativo. Esta capacidade deve ser demonstrada pela criação de novo conhecimento, validado por publicações em bons veículos científicos ou pela obtenção de patentes. É essencial para a seleção a demonstração de qualidades e experiência em pesquisa. Um bom currículo acadêmico é condição indispensável.

Pós-doutorado

  • Após o término do Doutorado, os novos Ph.Ds. precisam encarar uma escolha: buscar uma colocação profissional na Indústria, candidatar-se a vagas de professor em universidades públicas ou privadas ou, ainda, tentar inserir-se em centros de pesquisa ou empresas que invistam em pesquisa. Para tornar esta transição mais suave e produtiva existe o Estágio de Pós-Doutorado. Financiado pela CAPES e pelo CNPq, o Pós-Doc, como é conhecido, depende da proatividade dos interessados. Através da elaboração e do envio de projetos de pesquisa às agências de fomento, por meio do PNPD (Programa Nacional de Pós-Doutorado) – que necessita da participação de um tutor vinculado à um grupo de pesquisa bem avaliado pela CAPES – os doutores podem receber bolsas por períodos variáveis. Atualmente, são duas as modalidades de bolsa oferecidas: o Pós-Doc Júnior, para quem concluiu o Doutorado recentemente; e o Pós-Doc Sênior, destinado àqueles que já encerraram sua qualificação há mais tempo.
  • O pós-doutorado não é um título acadêmico como muitos colocam em seus currículos, é um estágio de pesquisa.
  • Para normas internacionais sobre cursos ver ISCDE

A Pós-graduação

A organização da pós-graduação deve-se basear nos seguintes elementos e condicionantes:

  • A constante adequação do sistema de formação de recursos humanos pós-graduados no Brasil constitui-se em prioridade para aperfeiçoar a inserção das instituições brasileiras no contexto mundial estimulando uma cooperação mais estreita destas instituições com as congêneres de outros países;
  • A organização da pós-graduação, deve ser entendida como elemento potencializador da aceleração e capacitação do sistema de formação de recursos humanos nas diferentes áreas e níveis de conhecimento;
  • Caracteriza-se a necessidade de criação de novos conhecimentos sob forma de pesquisa científica, artística ou tecnológica como a base da pós-graduação.
  • É essencial deixar claro que a pós-graduação não deve ser entendida como elemento complementar atuando como prestadora de serviços especializados;
  • A efetiva participação de instituições do setor não acadêmico, com demanda de recursos humanos qualificados através da pós-graduação depende do estímulo proposto através de política nacional de desenvolvimento. Este estímulo pode ser materializado via políticas fiscais, e de incentivo à formação de recursos humanos entre outras;
  • Com relação à qualificação docente através da pós-graduação, devem ser estabelecidas pelas IES delimitação de responsabilidades e tarefas associadas a cada nível do plano de carreira, critérios com relação às políticas de admissão através de concursos e incentivos quanto à remuneração.