Placa de homenagem 40 anos PPGC – Palazzo

placa ppgc 2013

Gostaria de agradecer aos colegas e amigos a placa. Nestes 44 anos como professor na UFRGS recebi muito tanto em formação profissional quanto em convivência social. Espero ter retribuído todo o recebido da UFRGS com minha contribuição na formação de recursos humano, a principal função da uma Universidade, e com o desenvolvimento da pesquisa. Neste longo período passamos de uma posição completamente periférica para exercermos um papel relevante no Brasil e termos uma participação mundial reconhecida. Espero poder continuar ainda por alguns anos nesta atividade.

Primeira turma de alunos do CPGCC-UFRGS

Alunos da Primeira Turma
do CPGCC-UFRGS

 

Nome Orientadores
Bertilo Frederico Becker  
Carlos Arthur Lang Lisbôa Clésio Saraiva dos Santos
Francisco Bernardo Moser Filho Marcus Zwanziger
José Palazzo Moreira de Oliveira José Mauro Volkmer de Castilho
Liane Margarida Rockenbach Tarouco Daltro José Nunes
Luís de França Gonçalves Ferreira Manoel Luiz Leão
Maria Lúcia Cunha Blanck José Mauro Volkmer de Castilho
Nina Edelweiss Daltro José Nunes
Renato Machado de Brito Celso Müller
Tiarajú Vasconcelos Wagner  
Villi Vitório Longhi Manoel Luiz Leão

O início do PPGC da UFRGS (1973)

O grupo inicial da Informática foi criado junto ao CPD e era formado, majoritariamente, por estagiários recrutados dentre os estudantes da UFRGS que se destacaram nos cursos de treinamento oferecido pela Cia. IBM. Após, foi iniciado um programa de qualificação pelo envio de estagiários recém graduados para realizar o mestrado na PUC e na UFRJ, no Rio de Janeiro. Ao retornarem, reuniram-se ao grupo de hardware que atuava em instrumentação eletrônica no Instituto de Física, criando em 1972 o Curso de Pós-Graduação em Ciência da Computação (CPGCC) formando o grupo inicial de professores. O espectro das áreas de trabalho era bastante amplo, abrangendo hardware e software. A primeira turma da pós-graduação em computação iniciou seus estudos em 1973. A partir de 1975 foram formados os primeiros mestres desta primeira turma, muitos dos formandos eram professores de computação na UFRGS.

Fisicamente o CPGCC localizou-se nas antigas instalações do CPD, térreo da Escola de Engenharia da UFRGS, que ficaram disponíveis com a transferência do IBM 1130 e dos analistas e programadores para a nova sede no Campus Médico. Na mesma época, 1972, foi comprado um computador de grande porte, o Burroughs B 6700 (Fig. 1), com 1 M de memória e processador de 1 MHz instalado no novo prédio do CPD. Este computador foi elemento essencial no desenvolvimento do curso de pós-graduação devido a sua grande capacidade de processamento aliada à possibilidade de acesso aos programas fonte, tanto do sistema operacional MCP quanto dos compiladores e demais programas do fabricante. De noite o espetáculo na sala do sistema era impressionante com centenas de mini-lâmpadas piscando (imaginem a manutenção!) Os registradores eram mapeados para um painel mostrando os valores “0” ou “1” dos bits acionados. Haviam, também, sensores do posicionamento das fitas e a leitura óptica dos cartões era realizada com luz visível.

b6700 01Fig. 1 – O B 6700 a noite

Em 1972 a Divisão de Computação do CPD foi transferida para ao Campus Médico, no espaço liberado foram instaladas a Biblioteca (Fig. 2) e as salas dos professores e alunos em tempo integral (Fig. 4).

biblioteca ppgc 2  biblioteca ppgc 1 Fig. 2 – O acervo inicial e a mesa de leitura da biblioteca do CPGCC (1973)

Em 1973/74 falta espaço para sua organização e o acervo é anexado ao da biblioteca da Escola de Engenharia. Quando volta para a Divisão Acadêmica do CPD, no térreo, ocupa a sala do computador, que havia sido transferido para o atual prédio do CPD na rua Ramiro Barcelos. No antigo espaço ocupado antes pelo CPD ficou instalada a Divisão Acadêmica do CPD, que correspondia a um Departamento de Computação. Havia apenas uma mesa de leitura para os professores e alunos (Fig. 2 à esquerda). O acervo: uma coleção inteira de livros e manuais para atender as necessidades de informação de alunos dos cursos de Pós- Graduação – PG – em Ciência da Computação – coordenado pelo Profº Daltro Nunes – de Formação de Tecnólogos em Processamento de Dados, projeto 15 – coordenado pela profª Magda Bercht –, de graduação que cursavam disciplinas de processamento de dados e dos técnicos da Divisão de Computação do CPD. O acervo bibliográfico, disponível na época, estava armazenado nas duas estantes e no armário que aparecem na foto Fig. 2 à direita, e naquele época não havia Internet! Complementarmente, existia a possibilidade de trabalhar com os manuais de software da Burroughs e da IBM, disponíveis no CPD. Eram tempos heróicos, para muitos estudos de compiladores era necessário analisar o código fonte dos compiladores do B 6700. O nome: Biblioteca do CPD/PGCC.

Visando acomodar seu crescente acervo e serviços, numa época prédigitalização de documentos, em 1978 a Biblioteca transfere-se novamente. Agora para o térreo do Instituto de Eletrotécnica. Em 1989 passa a denominar-se Biblioteca do Instituto de Informática. Em 1991 o acervo é transferido para o Campus do Vale e instalado, provisoriamente, em 3 salas do prédio da administração do Instituto.A mudança para sua área atual ocorre em 1996, Fig. 3.

biblio1

Fig. 3 – Biblioteca atual (2012)

 

fig-002 Fig. 4 – Professores Daltro J. Nunes, ao fundo, e José M. V. de Castilho

digitacao

Fig. 5 – Sala de digitação (térreo do atual prédio da Engenharia Elétrica)

Os programas eram digitados e perfurados em cartões, sendo estes enviados ao CPD para serem lidos e processados pelo IBM-1130 ou pelo B-6700. Nas laterais da sala (Fig. 5) podem ser vistas as perfuradoras de cartões, no centro há uma mesa para a verificação e montagem dos lotes (batches) de cartões. A seguir um exemplo de cartão perfurado.

cartao perfurado

Com a consolidação do programa começamos a discutir e a participar de órgão colegiados e a debater a evolução da PG em Computação no Brasil.

Níveis de Formação Acadêmica

Se você deseja fazer mestrado, doutorado ou pós-doc com minha orientação siga este link – estou ativamente buscando bons candidatos!


Graduação

  • Um curso de graduação deve apresentar conhecimentos, técnicas e metodologias específicos a uma determinada área de conhecimento. Espera-se que os alunos, ao final do curso, estejam atualizados em sua área profissional e sejam capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos em problemas reais de uma forma inovadora.  

Cursos tecnológicos superiores

  •  Um curso de graduação tipicamente mais curto que os bacharelados e focados em competências práticas, técnicas ou ocupacionais para a entrada direta no mercado de trabalho apesar de que algumas fundamentações teóricas possam ser cobertas pelos respectivos programas. Estes programas têm uma duração mínima de dois anos. Espera-se que os alunos, ao final do curso, estejam atualizados em sua área profissional e sejam capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos em problemas reais de complexidade normal. 

Extensão

  • O objetivo de um curso de extensão é o de atualizar os alunos em uma área bem limitada e específica do conhecimento. Não é feita nenhuma restrição formal ao nível prévio de formação regular.

Especialização

  • Um curso de especialização, pós-graduação lato senso, tem por objetivo atualizar portadores de diploma de cursos de graduação em uma área restrita do conhecimento. Esta área deve ser composta por um conjunto consistente de conhecimentos. Espera-se que o aluno, ao concluir a especialização, tenha revisado os conhecimentos básicos da área e atingido o nível de conhecimento atual. Um curso de especialização precisa ter, ao menos, 360 horas de aula e o aluno deve apresentar um trabalho de conclusão ou monografias de acordo com a regulamentação do MEC.

MBA: Master in Business Administration

  • (Mestrado em Administração de   Negócios), para o Conselho Nacional de Educação (CNE), é considerado uma especialização (pós-graduação lato sensu). As especializações não   se submetem à avaliação sistemática da Capes. Indicadores seguros da regularidade do curso são a prova do credenciamento institucional e a  declaração que o curso atende os requisitos enumerados por Resolução CNE / CES nº 001/01.

Mestrado

  • O mestrado acadêmico tem por objetivo iniciar o aluno na pesquisa. A área de conhecimento é bem focada e constitui-se em um subconjunto da área profissional (aquela estudada em todo um curso de graduação). Além de disciplinas mais avançadas, que incluem uma parcela significativa de pesquisa bibliográfica individual e de trabalho de interpretação, é desenvolvido um trabalho de iniciação à pesquisa científica. Espera-se que ao final do curso o aluno tenha adquirido capacidade de desenvolver trabalho autônomo. Este trabalho caracteriza-se pela busca de referências, métodos e tecnologias atuais e sua aplicação de forma criativa. Espera-se, também, a demonstração de capacidade de redação de textos científicos. Esta capacidade é evidenciada, principalmente, pelo texto da dissertação de mestrado. É importante a publicação de artigos científicos durante o curso. O mestrado acadêmico é uma preparação para a pesquisa e deve ser encarado como uma etapa em direção ao doutorado. Aqueles que desenvolvem atividades em empresas da área de produção e estão interessados em uma maior qualificação profissional devem orientar-se para Cursos de Especialização ou para o Mestrado Profissionalizante. O mestrado acadêmico é útil para os interessados em trabalhar naquelas empresas que possuem setores ligados à pesquisa e ao desenvolvimento. 

Doutorado

  • No doutorado espera-se que o aluno adquira capacidade de trabalho independente e criativo. Esta capacidade deve ser demonstrada pela criação de novo conhecimento, validado por publicações em bons veículos científicos ou pela obtenção de patentes. É essencial para a seleção a demonstração de qualidades e experiência em pesquisa. Um bom currículo acadêmico é condição indispensável.

Pós-doutorado

  • Após o término do Doutorado, os novos Ph.Ds. precisam encarar uma escolha: buscar uma colocação profissional na Indústria, candidatar-se a vagas de professor em universidades públicas ou privadas ou, ainda, tentar inserir-se em centros de pesquisa ou empresas que invistam em pesquisa. Para tornar esta transição mais suave e produtiva existe o Estágio de Pós-Doutorado. Financiado pela CAPES e pelo CNPq, o Pós-Doc, como é conhecido, depende da proatividade dos interessados. Através da elaboração e do envio de projetos de pesquisa às agências de fomento, por meio do PNPD (Programa Nacional de Pós-Doutorado) – que necessita da participação de um tutor vinculado à um grupo de pesquisa bem avaliado pela CAPES – os doutores podem receber bolsas por períodos variáveis. Atualmente, são duas as modalidades de bolsa oferecidas: o Pós-Doc Júnior, para quem concluiu o Doutorado recentemente; e o Pós-Doc Sênior, destinado àqueles que já encerraram sua qualificação há mais tempo.
  • Para normas internacionais sobre cursos ver ISCDE