Placa de homenagem 40 anos PPGC – Palazzo

placa ppgc 2013

Gostaria de agradecer aos colegas e amigos a placa. Nestes 44 anos como professor na UFRGS recebi muito tanto em formação profissional quanto em convivência social. Espero ter retribuído todo o recebido da UFRGS com minha contribuição na formação de recursos humano, a principal função da uma Universidade, e com o desenvolvimento da pesquisa. Neste longo período passamos de uma posição completamente periférica para exercermos um papel relevante no Brasil e termos uma participação mundial reconhecida. Espero poder continuar ainda por alguns anos nesta atividade.

Despedida da Comissão de Educação

Prezados,

Após oito anos colaborando como membro da Comissão de Educação da SBC nas gestões de Edson Cárceres e Mirella Moro gostaria de agradecer a ambos pela confiança depositada. Neste longo período houve uma mudança essencial no foco das atividades. Principalmente o Curso de Qualidade se transformou de uma atividade muito mais ligada aos problemas administrativos e de avaliação pelo MEC dos programas em uma ação vinculada aos objetivos da qualidade do ensino. Neste ano a superorganização foi feita pelo Duduchi, Simone e Tayana, com ênfase em aspectos substantivos de qualidade, constituiu-se em notável êxito. Os grupos de trabalho estão aprofundando tópicos centrais nos currículos. Para mim foi uma satisfação ter colaborado neste processo de qualificação. Obrigado a todos.

 

 

 

Instituto de Informática, comemoração dos 10 anos (1999)

Uma década formando talentos

Inf UFRGSDando início às comemorações dos dez anos do Instituto de Informática, a serem completados no dia 9 de novembro de 1999, vamos falar um pouco de sua criação…

Tudo começou em 1967, quando o reitor José Carlos da Fonseca Milano instituiu a Comissão Organizadora do Centro de Processamento de Dados da UFRGS, presidida pelo professor Manoel Luiz Leão. De início, o Centro integrava as funções académicas e os serviços de processamento de dados. “Estávamos convictos de que a fusão da área académica com a de serviços era fértil”, lembra Leão.

Em 1968, a Universidade recebeu seu primeiro computador, que ocupava uma imensa sala refrigerada e tinha 8 Kb de memória. Somente quatro anos depois, na gestão do reitor Eduardo Faraco, chegou o primeiro computador de grande porte.

A divisão acadêmica do CPD, que foi chefiada, entre outros, pela professora Liane Tarouco, deu origem, mais tarde, à criação do Instituto de Informática, desfazendo-se assim a integração entre as duas áreas, permanecendo o CPD com as atividades de serviço. “O sucesso é fruto do talento daquela juventude que foi bem selecionada para fazer a frente de batalha nesse novo empreendimento“, elogia Leão, referindo-se à posição de destaque do Instituto de Informática, devido à projeção científica, publicações internacionais, projeção no meio académico e no cenário industrial. Muito se deve, nesse sucesso, às sementes lançadas nas primeiras formações pós-graduadas dos estagiários iniciais do Centro, como Paulo Alberto de Azeredo, Daltro José Nunes, Simão Sirineo Toscani, Luiz Fernando Ramos Centeno e Clesio Saraiva dos Santos, na PUC/Rio, por iniciativa do ilustre e dedicado professor Carlos José Pereira de Lucena.

Para o Prof. Leão, esse sucesso aconteceu pois “o Instituto de Informática é produto de um casamento universitário extremamente improvável, mas muito fértil, o dos engenheiros com os físicos“. Comparando o modo particular que cada um tem de enxergar a natureza, a técnica e a ciência, ele explica: “A preocupação do engenheiro é transformar a natureza para benefício do homem, enquanto que o físico enfatiza mais o conhecimento sobre a natureza e seus fenómenos, sendo muito mais voltado, portanto, para a investigação e pesquisa”.

Com formação em Engenharia Civil e Economia, o professor Leão aposentou-se em 1989, depois de 37 anos de vida universitária, onde lecionou na Escola de Engenharia, depois na Faculdade de Ciências Económicas e no Programa de Pós-Graduação em Energia, da Escola de Engenharia, com uma rápida passagem, também, pelo curso de pós-graduação do Instituto de Informática. Atualmente é presidente da Associação dos Antigos Alunos da UFRGS. “0 sucesso do Instituto de Informática é fruto do talento daquela juventude que foi bem selecionada para fazer a frente de batalha nesse novo empreendimento. Esse sucesso aconteceu pois o Instituto de Informática é produto de um casamento universitário extremamente improvável, mas muito fértil, o dos engenheiros com os físicos.”

Instituto do Informática festeja seus 10 anos

Cerca de 650 pessoas compareceram ao jantar comemorativo dos 10 anos do Instituto de Informática, que contou com a presença da reitora Wrana Panizzi, dos ex-reitores Prof. Gehard Jacob e Prof. Helgio Trindade,  professores, alunos, ex-alunos e funcionários.  O memorável encontro entre a comunidade do Instituto de Informática do passado e do presente aconteceu no dia 19 de novembro de 1999,  no Clube Farrapos, em Porto Alegre.

O grande homenageado da noite foi o    Prof. Manoel Luiz Leão, urn dos mentores da fundação do Instituto de Informática.  Em agradecimento pela sua contribuição à Universidade e ao Rio Grande do Sul, ele recebeu o Prémio Instituto de Informática, uma escuftura do artista plástico Carlos Gustavo Tenius, intitulada O Vencedor.    Seu contato com o mundo empresarial fez com que surgissem projetos em parceira com a Universidade e que posteriormente os egressos criassem suas próprias empresas. Aposentado desde 1989, após 37 anos de vida universitária, o Prof. Leão atualmente preside a Associação dos Antigos Alunos da UFRGS.

DEZ ANOS MARCADOS POR CONQUISTAS

Inicialmente sediado junto ao Centro de Processamento e  Dados da UFRGS, o Instituto de Informática mudou-se para o Campus do Vale em 1992. Construída com recursos da Universidade, Governo do Estado e Finep, a atual sede permitiu que a instituição se desenvolvesse, criando novos cursos. O desafio de equipar os laboratórios foi superado com o apoio dos pesquisadores que, através de seus projetos encaminhados a órgãos como MEC, CNPq, Capes, Fapergs,  permitiram instituir a destinação compartilhada das máquinas nos laboratórios.

Ao completar dez anos, o Instituto de Informática está entre os melhores do país: além dos cursos de graduação em Ciência da Computação e de Engenharia da Computação,  possui o Programa de Pós-Graduação, que oferece os cursos de mestrado profissional,  mestrado,  doutorado e atende outras universidades através de mestrados remotos, sendo que o mais distante está sediado em Campo Grande (MS). Com 25 anos de existência, o PPGC foi distinguido há mais de dez anos corn o conceito “A” nas avaliações realizadas pefa Capes.

Através do Centro de Empreendimentos em Informática (CEI), criado em 1996, o Instituto mantém a filosofia de relacionamento com o setor produtivo,  proporcionando a  incubação de projetos e empresas. Também possui urna Empresa Júnior e abriga a sede do Softsul e SBC.

OS PRÓXIMOS DEZ SERÃO AINDA MELHORES

O Instituto de Informática começa o ano 2000 com novidades. As 25 novas vagas oferecidas no vestibular de Ciência da Computação indicam que muita coisa ainda está por vir.

Com o apoio da reitoria, o Instituto está instalando o tão almejado Grupo Gerador e preparando a construção de mais um prédio de I2OO m2, que abrigará um anfiteatro com aproximadamente 300 lugares, salas de aula, laboratórios de cursos e laboratórios de pesquisa, onde será instalado o laboratório de Informática na Educação e Ensino à Distância.

A excelência da pesquisa deverá ser um dos pontos fortes dos próximos anos,  com o Instituto aumentando sua presença cenário internacional.

 

Manoel Luiz Leão

 

Por Philippe Navaux

 

O Professor Manoel Luiz Leão, nascido em Porto Alegre no dia 25 de agosto de 1925, está ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 1944, quando ingressou como aluno da Escola de Engenharia, tendo se diplomado Engenheiro Civil em 1949 e Economista em 1958. Exerceu duas cátedras e recebeu o título de doutor em Engenharia, em 1958, após defesa de tese em concurso de cátedra.

Espírito irrequieto e inovador, culto, poliglota, esteve sempre à frente dos movimentos que permitiram à Universidade dar uma contribuição valiosa à comunidade empresarial, seja pela formação de recursos humanos, seja pela transferência de tecnologia.

Pesquisa Operacional, Informática, Energia, Metalurgia, Administração da Produção e de Pessoal e Organização Industrial foram campos em que atuou com destaque no ensino, na pesquisa e na orientação industrial.

Dentre os trabalhos técnicos que produziu, merecem destaque as duas monografias premiadas nos I e III Concurso Nacional de Monografia sobre Informática, promovidos pela Secretaria Especial de Informática da Presidência da República.

É certamente na área de Informática que se situa sua maior contribuição para o Estado do Rio Grande do Sul e Brasil. No final da década de 60, o Professor Leão presidiu a Comissão Organizadora do Centro de Processamento de Dados da UFRGS, sendo posteriormente nomeado Diretor do novo Órgão.

Na Direção do CPD-UFRGS, definiu e aplicou uma política com forte ênfase na formação de pessoal altamente qualificado, pelo envio de professores e técnicos do CPD para obterem sua formação pós-graduada, em cursos de mestrado.

No final da década de 60, uma das primeiras atividades de extensão desenvolvidas pelo CPD da UFRGS, com muita procura, foi um curso de formação de técnicos em programação na linguagem COBOL, organizada numa parceria com a SUCESU-RS.

Esta equipe de mestres formada no CPD, juntamente com outra, sediada no Instituto de Física, viabilizou a criação do Curso de Pos-graduação em Ciência da Computação e dos primeiros projetos de pesquisa e desenvolvimento em Computação no estado do Rio Grande do Sul, no ano de 1972.

Nos anos seguintes apoiou a criação de várias empresas de Informática, que nasceram protegidas pela Lei de Reserva de Mercado para a área de Informática, oriundas a maioria delas de projetos desenvolvidos no Curso de Pós-Graduação em Ciência da Computação. Hoje o parque de empresas de Informáticas no Estado ascende a mais quarenta, muitas delas originárias da primeira leva de projetos do CPGCC, como a Parks, Digitel, Edisa, Altus, Digicom, CP Eletrônica, etc. Desta forma o estado do Rio Grande do Sul tornou-se um dos principais pólos de informática no Brasil.

Cabe ressaltar, conforme entrevista do Prof. Clesio Saraiva dos Santos, ao Jornal do Comércio de 08 de agosto de 1990, ao cabo de apenas 20 anos, a indústria de eletro-eletrônica surgida diretamente dos laboratórios do Instituto de Informática e do Curso de Pós-Graduação em Ciência da Computação, já era capaz de repor os cofres do Estado, pelo imposto de circulação de mercadorias, o montante total despendido pela União.

Também contribuiu para as empresas Zivi Hercules S/A, Siderúrgica Riograndense S/A, Joaquim Oliveira S/A, Banco Iochpe de Investimentos S/A, Geyer Estaqueamentos Ltda, Banco Maisonave S/A, Lojas Renner S/A, Associação Brasileira de Supermercados.

Em sua longa e intensa vinculação com a Universidade, como docente e dirigente, o Professor Leão marcou de modo indelével sua passagem pela UFRGS, particularmente por suas características pessoais, representadas por uma personalidade forte e pela extrema preocupação com a qualidade dos produtos e serviços sob sua responsabilidade e também pelo zelo e pela exigência com que conduziu a formação dos recursos humanos em sua atuação como docente e como Diretor do CPD-UFRGS.

Sua contribuição mais importante, ao lado de muitas outras, foi a de ter incutido naqueles que se formaram sob sua orientação, uma clara compreensão da importância da qualidade dos produtos e serviços pelos quais se é responsável. Tudo o que era feito devia ser conferido a exaustão, para que se pudesse assegurar que estava isento de erros.

      Em 9 de maio de 1990, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul concedeu ao   Prof. Manoel Luiz Leão o titulo   de Professor Emérito em reconhecimento a relevantes serviços prestados à causa do ensino superior nesta Instituição.

Processamento das eleições de 1974

O processamento das eleições estaduais de 1974 foi feito pelo CPD-UFRGS, tendo sido o sistema projetado e desenvolvido pelos alunos do CPGCC (Lúcia, Lisbôa, Liane, Palazzo, Nina) coordenados por Clésio Saraiva dos Santos. Os votos eram em papel e contados manualmente, após as atas das seções eleitorais foram digitadas e agregadas. Todo o backup e processamento era feito com gravações múltiplas em fitas magnéticas!

Eleicoes1974

As três pessoas a esquerda são membros do Tribunal Eleitoral, a seguir Lisboa e Palazzo

Folheto da primeira turma do CPGCC (1973)

 

Organizado por: Carlos Arthur L. Lisboa

 

O Centro de Processamento de Dados e o Instituto de Física Oferecem um programa de pós-graduação que conduz ao grau de Mestre em Ciência da Computação. O Curso tem início em março com duração mínima de 18 meses
Número de vagas: 10
Áreas de Concentração “SOFTWARE” de computadores
“HARDWARE” de computadores
Título de Mestre Obter um mínimo de 32 créditos.
Ser aprovado em exame de língua inglesa.
Ter um mínimo de 18 meses de trabalho junto ao curso.
Apresentar, defender e ser aprovado em Tese de Mestrado.
Instalações Computador B-6700
Computador IBM-1130
Computador HP-2100
Computador HP-2114A
Laboratório de Eletrônica
Bibliotecas
Corpo Docente Celso Müller, Dr.
Clésio Saraiva dos Santos, M. Sc.
Daltro José Nunes, M. Sc.
Genaro Celiberto, M. Sc.
Harvey N. Rutt, Ph. D.
John D. Rogers, Ph. D.
José L. Medero, M. Sc.
José Mauro V. de Castilho, M. Sc.
Juergen Rochol, M. Sc.
Luiz Fernando Ramos Centeno, M. Sc.
Marcus G. Zwanziger, Dr.
Newton Braga Rosa, M. Sc.
Paulo Alberto de Azeredo,M. Sc.
Philippe O. A. Navaux, M. Sc.
Sérgio M. Bordini, M. Sc.
Wolfgang Pandikow, M. Sc.
Admissão e Matrícula Ser graduado em curso superior.
Preencher formulário de admissão e apresentar diploma e histórico escolar de 15 a 31 de janeiro
Ser aceito pela Comissão Coordenadora do Curso
Bolsa Para candidatos de tempo integral existem possibilidades de bolsas de manutenção. As bolsas serão distribuídas entre os alunos a critério da Comissão Coordenadora.
Informações Para a obtenção de maiores informações e de formulários de admissão dirija-se ou escreva para:
Comissão Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Ciências da Computação
Centro de Processamento de Dados
Universidade federal do Rio Grande do Sul
90000 – Porto Alegre – RS
Disciplinas oferecidas Técnicas de Programação
Organização de Computadores
Métodos Numéricos para Computadores
Linguagens Formais
Sistemas de Computação
Estruturas de Dados
Projeto de Sistemas Lógicos
Aquisição e Processamento de Dados
Construção de Compiladores
Sistemas Operacionais
Arquitetura de Computadores
Sistemas de Teleprocessamento
Sistemas de Informações

 

Aula Inaugural

Os alunos deverão comparecer dia 12 de março, às 10 horas, na sala 209 da Escola de Engenharia para a aula inaugural.

  

Comissão Coordenadora

Daltro José Nunes – coordenador do curso
Celso Müller
Clésio Saraiva dos Santos
Marcus G. Zwanziger
Paulo Alberto de Azeredo

NAT 05 (1975)

Por: Newton Braga Rosa

 

No início da década de 70, as dificuldades de comunicação e transporte, faziam que cada universidade federal buscasse soluções próprias para sua gestão, muitas vezes repetindo caminhos já trilhados por outras. Um funcionário do MEC em Brasília, Mauricio Lanski, professor da UFMG, estava desenvolvendo uma tese de Doutorado nos EUA na área de administração pública. A tese propunha um modelo de cooperação entre as Universidades Federais no Brasil, com o objetivo de aumentar a eficiência e economizar recursos. Em Brasilia, seu colega Weber da Silva Braga, sociólogo da UFMG, coordenava a CODEMOR, Coordenação de Modernização do MEC. A CODEMOR escolheu 8 universidades federais que possuíam diferenciais competitivos em áreas estratégicas e criou os NATs- Núcleos de Assistencia Técnica. Assim a UF Fluminense se tornou um NAT em Administração Hospitalar, a UFMG em projeto arquitetônico de Campus Universitário, UF Pará em administração Financeira, a UFBa em administração de Recursos Humanos. A UFRGS foi escolhida pela sua excelência em Processamento de Dados, e se tornou sede do NAT05. O Prof Newton Braga Rosa, que havia sido chefe da Divisão de Computação do CPD, foi designado para coordenar o NAT05. Desta forma, analistas, programadores e professores do CPD repassaram a experiência e mesmo programas inteiros de gestão acadêmica, matriculas on-line, sistemas contábeis entre outros, para várias universidades federais do país. O NAT05 da UFRGS foi considerado o de melhor desempenho e professor Newton foi cedido para o MEC, em Brasília, onde morou até o final de 1979. Uma das atribuições da CODEMOR foi o programa do MEC de remanejamento de computadores entre as Universidades Federais. Quando o MEC liberava recursos para a compra de um novo equipamento (na época custavam cerca de US$2milhões, a valores do dólar da época) o antigo era remanejado para alguma universidade não tinha computador ou tinha uma maquina de porte menor. Este programa era executado junto com a SEI- Secretaria Especial de Informática do Ministério do Planejamento, sob o comando de Ricardo Saur, Marilene Campos (UFMG) e Arthur Pereira Nunes, entre outros nomes que lançaram as bases de um projeto nacional de domínio da tecnologia de computadores e periféricos. No rastro desta política de autonomia tecnológica foram criadas 4 industrias de mini computadores, um novo paradigma no mundo dos main frames de grande porte, que tornava viável a fabricação de computadores fora dos laboratórios em países do primeiro mundo. Assim, em 1978/79, foram instaladas 4 fábricas no Brasil para disseminação destas novas tecnologias: a SID no Paraná com tecnologia LOGABAX da França; a LABO em são Paulo, com tecnologia NIXDORF, alemã; a COBRA, no Rio de Janeiro com tecnologia Ferranti, da Inglaterra e a EDISA no RS, com tecnologia Fujitzu, do Japão. Se dizia que, pela primeira vez, as universidades estavam formando projetistas e não simplesmente usuários de computadores. Em 1981, a Secretaria do Planejamento do RS lançava as bases do “Polo Industrial de Informática do RS”, que originou várias empresas como a Digitel, Altus, Digicon, Tecnodata, BCM, Metrixer, Novus e dezenas de outras. A operacionalização constava do “Programa de Informática RS” do BADESUL, Banco de Desenvolvimento do Estado do RS, com linhas de financiamento e apoio de consultores para as empresas emergentes, concebido por dois técnicos do Banco, o economista Antonio Martins Lima (atual professor da Economia da UFRGS) e o prof. Newton Braga Rosa. O RS foi um importante polo industrial desta política graças a formação de qualidade da UFRGS e a capacidade de Pesquisa de seus professores, que fizeram a integração UNIVERSIDADE – EMPRESA – GOVERNO,   hoje conhecida pelo modelo “triple helix” de Henry Etzkowitz, de Stanford, proposto em 2000, no “The dynamics of innovation”, um artigo seminal no tema do desenvolvimento tecnológico e transferência do conhecimento. É nesta trajetória que se insere a contribuição do NAT05, criado em 1975, para a inserção da UFRGS no cenário nacional da Política Nacional de Informática, que teve uma forte contribuição do meio acadêmico através de professores e pesquisadores de várias universidades brasileiras.