História Econômica Global – Uma breve introdução {Robert C. Allen} 2011


Coleção L&PM E-books

“A história econômica é a rainha das ciências humanas. […] se tornou especialmente instigante nos últimos tempos, quando a pergunta fundamental — ‘por que alguns países são ricos e outros são pobres?’ — adquiriu abrangência mundial.”

Por que razão existem países ricos e países pobres — e, ainda, os chamados países em desenvolvimento? No ano de 1500, diferenças de renda globais eram pequenas, mas as disparidades cresceram dramaticamente desde que Colombo chegou à América. Robert C. Allen, professor de história econômica da Universidade de Oxford, aborda o tema relembrando os aspectos que influenciam a atividade econômica (cultura, instituições, ambiente etc.) e revisita a história da riqueza das principais nações do mundo. Explica também por que o crescimento econômico teve seu arranque na Europa em vez de na Ásia ou na África e mostra como a interconexão de geografia, globalização, mudanças tecnológicas e políticas econômicas tiveram papéis determinantes na composição do mundo desigual em que vivemos hoje. 

Uma leitura muito interessante: os economistas buscam modelos abstratos e atemporais para analisar a riqueza das nações, neste livro o autor analisa a evolução econômica de países e regiões estudando as causas do processo dinâmico de transformação histórica. Pena que o Brasil seja apenas citado superficialmente. A América Latina é melhor estudada, de qualquer forma o referencial histórico apresentado permite um muito bom entendimento da evolução econômica das nações.

Cidades Inteligentes e Sustentáveis: Um desafio além da tecnologia

“A essência da tecnologia não é algo tecnológico “

Heidegger

PédiosA citação de Heidegger tem o objetivo de salientar que a essência da utilização natural e integrada no dia-a-dia da tecnologia de computação não tem valor por si mesma. Por utilizarmos esta tecnologia de forma natural os nossos hábitos de trabalho e nossa cultura foram profundamente modificados. A tecnologia, portanto, é apenas um meio para permitir que um objetivo maior seja alcançado e não o foco principal da discussão sobre comunidades inteligentes e sustentáveis. Uma definição que é bastante empregada sobre cidades inteligentes e sustentáveis é: “Uso de tecnologias de informação e comunicação (TIC) para prover uma melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos, a um custo acessível e otimizando o uso dos recursos do planeta”. Nesta apresentação será discutido o objetivo a ser atingido nas cidades inteligentes e sustentáveis de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos alcançando um ambiente sustentável nas áreas urbanas e as influências das TIC para a consecução deste objetivo.

2018 SBCUP

Do centro para o vale : um estudo de memoria social sobre o Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Título Do centro para o vale : um estudo de memoria social sobre o Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Autor Rocha, Claudia de Quadros 
Nível Mestrado
Instituição Centro Universitário La Salle. Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Bens Culturais.

Link para o LUME

Resumo Esta dissertação apresenta um estudo de memória social, envolvendo o espaço e construção da identidade de grupo do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (INF/UFRGS). O recorte temporal é o período de 1989 a 1992, data de criação do INF/UFRGS e de sua transferência do Campus Centro para o Campus do Vale, respectivamente. O objetivo é compreender como docentes e servidores técnico-administrativos do INF/UFRGS reconstroem o processo de mudança do Campus Centro para o Campus do Vale no período de 1989 a 1992. Os marcos teóricos são estruturados com os seguintes autores: Maurice Halbwachs, Aleida Assmann; Michael Pollak; Stuart Hall, Martin Heidegger e Milton Santos. A metodologia apoia-se em entrevistas temáticas, semiestruturadas, e categorização dos resultados enfocando as relações entre memória, espaço e identidade. Como resultado, a investigação constatou que os entrevistados reconstruíram por meio de suas narrativas o processo de mudança e de construção da identidade de grupo. A pesquisa gerou duas produções técnicas: um informativo com registro de fotos e textos colhidos da pesquisa e um material didático com informações teóricas compiladas durante a pesquisa sobre a história do computador e da informática.

Os Gênios da Ciência {Stephen Hawking} 2004

Os Gênios da Ciência, Hawking

Neste livro estão incluídas traduções de trabalhos originais de Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Kepler, Isaac Newton e Albert Einstein – mostrando as ideias que mudaram o curso da ciência e a percepção de mundo da humanidade. Associado a estas traduções, Stephen Hawking explica como grandes cientistas construíram suas teorias. Reúne textos descritivos que apresentam o lado humano e científico da vida de cada um dos cinco personagens onde explica como esses trabalhos desenvolveram a ciência direcionando a astronomia e a física da era Grega até o mundo moderno. É uma obra muito interessante pela apresentação do lado humanista, onde entrelaça as vidas dos personagens com o medo e a reação da Igreja contra suas teorias. Nota-se como, ao longo do tempo, a Ciência ganhou autonomia e independência no seu desenvolvimento. Se tivermos a paciência de ler com atenção os trabalhos originais teremos uma grande oportunidade de perceber o desenvolvimento do trabalho científico da pesquisa e sua evolução de uma Filosofia abstrata de Aristóteles até o formalismo de Einstein. Esta leitura é um importante elemento para a compreensão de como a Ciência atual se consolidou. Outro fato interessante para ser observado é que os textos dos antigos, Copérnico e Galileu, apesar de enfadonhos, podem ser entendidos por qualquer pessoa com um nível de cultura geral; agora os textos de Einstein necessitam de uma ótima formação matemática: equações diferenciais, tensores etc. Hoje, para entender a Ciência, uma formação teórica é essencial. 

A Grande Saída {Angus Deaton} 2013

Capa do livro "A grande saída"

Vencedor do Prêmio Nobel de Economia analisa como populações escaparam da pobreza e por que as desigualdades ainda são tão presentes no cenário global. Angus Deaton afirma que vivemos melhor hoje do que em qualquer outro período da história. As pessoas são mais saudáveis, mais ricas e a expectativa de vida continua a aumentar. Paradoxalmente, o fato de tantos indivíduos terem conseguido escapar da pobreza também gerou desigualdades; e a disparidade entre países desenvolvidos e em desenvolvimento se estreitou, mas não desapareceu. Em A grande saída, um dos maiores especialistas em estudos sobre pobreza recua 250 anos para traçar a impressionante história de como diversas regiões do mundo vivenciaram um progresso significativo e, assim, abriram abismos que levaram ao cenário extremamente desigual de hoje. O estudo aprofunda-se nos padrões históricos e atuais por trás das nações ricas e com boas condições de saúde, e aborda o que é preciso fazer para ajudar os países que ficaram para trás. Deaton descreve as vastas inovações e os retrocessos penosos para o bem-estar. De um lado, há a eficácia dos antibióticos, o controle de epidemias, vacinação e água tratada; do outro, é preciso enfrentar a calamidade da fome e a epidemia da aids. O economista analisa o caso dos Estados Unidos, uma nação bastante próspera por décadas, mas que hoje vivencia um aumento progressivo da desigualdade, e examina como o crescimento econômico da Índia e da China aprimorou a qualidade de vida de mais de um bilhão de pessoas. Para ele, a ajuda internacional tem se mostrado ineficaz e até mesmo prejudicial, e seria preciso investir em esforços alternativos que permitam de fato que os países em desenvolvimento encontrem sua grande saída da pobreza. A distribuição de riqueza não é equitativa nem proporcional. Está na mão das nações inverter as disparidades, de modo a abrir caminho para que outros também tenham acesso à riqueza e à saúde. Um poderoso guia que visa ao bem-estar de todas as nações, A grande saída demonstra como as mudanças no sistema de saúde e nos padrões materiais são capazes de transformar a vida de bilhões de pessoas.

Este livro apresenta uma visão complementar àquela descrita no livro O Capital no Século XXI {Thomas Piketty} descrevendo a evolução da riqueza e da saúde ao longo da etapa moderna da evolução econômica. O autor evita a análise exclusivamente econômica e mostra como a falta de gestão e a corrupção (bem nossa conhecida) evitam que países menos desenvolvidos atinjam o nível de qualidade dos países centrais. O livro desmonta a solução trivial que simplesmente distribuindo recursos pode-se resolver o problema da pobreza. Além disto mostra como dentro dos países, inclusive nos Estados Unidos, os 1% mais ricos conseguem se apropriar de uma quantidade enorme da riqueza nacional. Ao final da leitura ficamos com a convicção de que é preciso uma reforma completa e profunda nos mecanismos de cooperação internacional e de uma reversão das estruturas internas aos países na decisão sobre a melhor aplicação dos recursos. Uma leitura obrigatória nos dias de hoje.

Apresentação no SBBD 2017 – Pesquisador Homenageado

Como professor e pesquisador, desde minha formatura na Escola de Engenharia da UFRGS, tive a rara sorte de acompanhar o desenvolvimento da Computação e do ensino de Banco de Dados nas universidades brasileiras. Minha ontogênese acadêmica acompanhou o percurso da história do SBBD. Esta distinção foi uma grande alegria e surpresa quando recebi o reconhecimento pelo conjunto da obra como Pesquisador Brasileiro Homenageado do ano de 2017 no SBBD (vídeo da divulgação). A apresentação no SBBD 2017 da palestra está disponível a seguir. 

2017 SBBD Prêmio - PDF

Pesquisador Homenageado do ano de 2017 – Simpósio Brasileiro de Bancos de Dados SBC

Divulgação do prêmio
Divulgação do prêmio no SBBD 2016

Como professor e pesquisador, desde minha formatura na Escola de Engenharia da UFRGS, tive a rara sorte de acompanhar o desenvolvimento da Computação e do ensino de Banco de Dados nas universidades brasileiras. Minha ontogênese acadêmica acompanhou o percurso da história do SBBD. Esta distinção foi uma grande alegria e surpresa, em uma época em que a avaliação de um pesquisador é constituída quase exclusivamente por índices bibliométricos, em receber um reconhecimento pelo conjunto da obra (vídeo da divulgação). Algo muito relevante para mim foi que os jovens colegas se lembraram de uma carreira de 48 anos com forte dedicação à área de Sistemas de Informação e Banco de Dados. Ao longo da carreira desenvolvi atividades em múltiplas dimensões, 81 alunos de pós-graduação já orientados, muitas disciplinas ministradas, forte interação internacional e um consistente número de boas publicações. Tinha que decidir o formato desta apresentação, uma alternativa seria descrever tecnicamente minhas pesquisas, representadas pelas publicações, isto seria enfadonho e traria pouca contribuição para os jovens membros a comunidade. Pensei melhor e então resolvi apresentar as áreas de pesquisa em que tenho trabalhado e sua evolução ao longo destes anos, sem entrar em profundos detalhes técnicos. Este andamento seguiu muito de perto a evolução do SBBD (apresentação). Após esboço uma perspectiva do futuro dos Bancos de Dados e os perigos que corremos. Uma das atividades realizadas na Comissão Especial de BD e que considero importante foi a implementação do 1° Concurso de Teses e Dissertações em Banco de Dados. Desejo que a apresentação seja útil para os jovens pesquisadores conhecerem melhor o caminho percorrido até aqui pela nossa comunidade e para que entrevejam o possível futuro e seus desafios.  A vida acadêmica não pode ser uma Torre de Marfim, a preocupação e engajamento com a comunidade é essencial. Nesta apresentação vocês terão a oportunidade de conhecer, de forma agradável, o desenvolvimento de nossa área no Brasil em paralelo com uma análise do que considero essencial para uma carreira equilibrada no ensino e na pesquisa. A história dos Bancos de Dados inicia com a estruturação de arquivos tradicionais e chega aos complexos sistemas atuais. As noções de transação, recuperação e outras são essenciais para a maioria das aplicações transacionais. Hoje há uma revolta contra tudo isto propondo alternativas como o NoSQL, mas diferentes aplicações exigem diversos modelos de SGBDs. Talvez estejamos exagerando nas customizações. O que nos reserva o futuro? Como vamos estruturar nossas carreiras em um período turbulento?

Placa comemorativa

Posts complementando a apresentação