Níveis de Formação Acadêmica

Se você deseja fazer mestrado, doutorado ou pós-doc com minha orientação siga este link – estou ativamente buscando bons candidatos!


Graduação

  • Um curso de graduação deve apresentar conhecimentos, técnicas e metodologias específicos a uma determinada área de conhecimento. Espera-se que os alunos, ao final do curso, estejam atualizados em sua área profissional e sejam capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos em problemas reais de uma forma inovadora.  

Cursos tecnológicos superiores

  •  Um curso de graduação tipicamente mais curto que os bacharelados e focados em competências práticas, técnicas ou ocupacionais para a entrada direta no mercado de trabalho apesar de que algumas fundamentações teóricas possam ser cobertas pelos respectivos programas. Estes programas têm uma duração mínima de dois anos. Espera-se que os alunos, ao final do curso, estejam atualizados em sua área profissional e sejam capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos em problemas reais de complexidade normal. 

Extensão

  • O objetivo de um curso de extensão é o de atualizar os alunos em uma área bem limitada e específica do conhecimento. Não é feita nenhuma restrição formal ao nível prévio de formação regular.

Especialização

  • Um curso de especialização, pós-graduação lato senso, tem por objetivo atualizar portadores de diploma de cursos de graduação em uma área restrita do conhecimento. Esta área deve ser composta por um conjunto consistente de conhecimentos. Espera-se que o aluno, ao concluir a especialização, tenha revisado os conhecimentos básicos da área e atingido o nível de conhecimento atual. Um curso de especialização precisa ter, ao menos, 360 horas de aula e o aluno deve apresentar um trabalho de conclusão ou monografias de acordo com a regulamentação do MEC.

MBA: Master in Business Administration

  • (Mestrado em Administração de   Negócios), para o Conselho Nacional de Educação (CNE), é considerado uma especialização (pós-graduação lato sensu). As especializações não   se submetem à avaliação sistemática da Capes. Indicadores seguros da regularidade do curso são a prova do credenciamento institucional e a  declaração que o curso atende os requisitos enumerados por Resolução CNE / CES nº 001/01.

Mestrado

  • O mestrado acadêmico tem por objetivo iniciar o aluno na pesquisa. A área de conhecimento é bem focada e constitui-se em um subconjunto da área profissional (aquela estudada em todo um curso de graduação). Além de disciplinas mais avançadas, que incluem uma parcela significativa de pesquisa bibliográfica individual e de trabalho de interpretação, é desenvolvido um trabalho de iniciação à pesquisa científica. Espera-se que ao final do curso o aluno tenha adquirido capacidade de desenvolver trabalho autônomo. Este trabalho caracteriza-se pela busca de referências, métodos e tecnologias atuais e sua aplicação de forma criativa. Espera-se, também, a demonstração de capacidade de redação de textos científicos. Esta capacidade é evidenciada, principalmente, pelo texto da dissertação de mestrado. É importante a publicação de artigos científicos durante o curso. O mestrado acadêmico é uma preparação para a pesquisa e deve ser encarado como uma etapa em direção ao doutorado. Aqueles que desenvolvem atividades em empresas da área de produção e estão interessados em uma maior qualificação profissional devem orientar-se para Cursos de Especialização ou para o Mestrado Profissionalizante. O mestrado acadêmico é útil para os interessados em trabalhar naquelas empresas que possuem setores ligados à pesquisa e ao desenvolvimento. 

Doutorado

  • No doutorado espera-se que o aluno adquira capacidade de trabalho independente e criativo. Esta capacidade deve ser demonstrada pela criação de novo conhecimento, validado por publicações em bons veículos científicos ou pela obtenção de patentes. É essencial para a seleção a demonstração de qualidades e experiência em pesquisa. Um bom currículo acadêmico é condição indispensável.

Pós-doutorado

  • Após o término do Doutorado, os novos Ph.Ds. precisam encarar uma escolha: buscar uma colocação profissional na Indústria, candidatar-se a vagas de professor em universidades públicas ou privadas ou, ainda, tentar inserir-se em centros de pesquisa ou empresas que invistam em pesquisa. Para tornar esta transição mais suave e produtiva existe o Estágio de Pós-Doutorado. Financiado pela CAPES e pelo CNPq, o Pós-Doc, como é conhecido, depende da proatividade dos interessados. Através da elaboração e do envio de projetos de pesquisa às agências de fomento, por meio do PNPD (Programa Nacional de Pós-Doutorado) – que necessita da participação de um tutor vinculado à um grupo de pesquisa bem avaliado pela CAPES – os doutores podem receber bolsas por períodos variáveis. Atualmente, são duas as modalidades de bolsa oferecidas: o Pós-Doc Júnior, para quem concluiu o Doutorado recentemente; e o Pós-Doc Sênior, destinado àqueles que já encerraram sua qualificação há mais tempo.
  • Para normas internacionais sobre cursos ver ISCDE

 

Como resumir um texto

Como fazer um resumo

Uma das atividades mais importantes no estudo é a redação de resumos.  Um resumo é uma condensação de um texto de forma a apresentar a idéia principal e os detalhes mais importantes em um texto de leitura clara. As pessoas se diferenciam na forma de tratar um assunto, há os analíticos e os sintéticos. Alguém que tenha o primeiro perfil tem a tendência a procurar entender os detalhes e realizar uma crítica profunda do texto. Com o segundo perfil a forma natural de ler um assunto novo é a obtenção de uma visão global do assunto. Ninguém pode ser classificado totalmente em um destes perfis, para termos sucesso na redação de resumos precisamos enfatizar as características de síntese.

1) Problemas na leitura

Como escrevi na seção sobre a leitura é importante que tenhamos curiosidade sobre o que vai ser lido, também é preciso interesse. Muitas vezes as pessoas nem começaram a ler e já acham o assunto chato. Um dos motivos é a não compreensão de alguns termos. Durante o estudo é comum encontrarmos termos novos e desconhecidos. Uma grande parte da dificuldade na leitura e compreensão de um texto está no não entendimento de alguns termos básicos. Será impossível fazer um bom resumo sem o perfeito entendimento do texto.

Há alguns motivos que dificultam a compreensão de um texto:

  • Problemas de vocabulário?
  • Estilo confuso do autor?
  • Falta de base (texto muito complexo)?
  • Falta de relacionamento com os demais conhecimentos já adquiridos?

O primeiro problema é o de solução mais fácil, quando encontramos uma palavra desconhecida devemos:

  • Não parar a leitura, continuar lendo para ver se é possível encontrar o seu significado pelo próprio texto;
  • Voltar a ler a frase para verificar se foi possível descobrir o sentido da palavra.
  • Se não conseguir consultar um dicionário, mas sempre na língua em que estiver escrito o artigo.
  • Jamais deixar uma palavra desconhecida vencer, até o final da leitura é preciso entender cada conceito apresentado.
  • Notem que a falha em entender um único termo pode resultar na compreensão completamente errada do texto.

…. continuará


Como estudar

Método de Estudo

EstudandoA eficiência do estudo depende da forma com que enfrentamos este desafio. Pessoas com a mesma capacidade intelectual podem ter grandes diferenças no resultado do estudo. Nesta página vou procurar mostrar, de forma bem objetiva, como é possível aproveitar muito melhor o tempo empregado no estudo.

Para melhorar a qualidade do estudo é necessário desenvolver hábitos que possam se aplicar para muitas disciplinas. Quando escrevo sobre estudo não estou me referindo ao processo de aprender dicas e técnicas para passar no vestibular ou na prova. Se vocês estudarem realmente vão aproveitar muito melhor o tempo de estudo e diminuir o stress de antes das provas. Um bom estudo é, também, importante para a redação de uma monografia.

Para estudar é necessário um bom método de leitura, a leitura nos permite absorver os conhecimentos e entender realmente o seu significado. Vou esquematizar três fases para uma boa leitura.

1) Leitura global do texto.

Para esta leitura é importante que tenhamos curiosidade sobre o que vai ser lido, também é preciso interesse. Muitas vezes as pessoas nem começaram a ler e já acham o assunto chato. Todos os assuntos podem ser interessantes, se um determinado texto não lhe agrada procure outro ou outros sobre o mesmo assunto. Sempre há diferentes formas de apresentar o mesmo conteúdo. Depois é preciso ter um propósito: para que vamos ler?

Agora vejamos as atitudes a serem tomadas para realizar uma boa leitura:

a. Perguntas que devem ser feitas

i. Qual é o assunto tratado? É importante que saibamos claramente sobre o que estamos lendo. Este conhecimento já facilita a leitura, pois permite que liguemos o assunto a ser estudado com outros assuntos conhecidos.

ii. O que sei sobre este assunto? Nenhum assunto é completamente novo, sempre já sabemos algo sobre o que vai ser lido. Quanto mais conseguirmos nos lembrar de assuntos relacionados, mais fácil será o estudo. Já lemos algo no jornal? Vimos algum programa na TV? Ouvimos comentários sobre o assunto? Nossa memória é associativa, quanto mais associações fizermos mais fácil o aprendizado.

iii. O que acho que vai ser tratado no texto? Com as perguntas anteriores, com as aulas assistidas sempre será possível tentar “adivinhar” qual será o assunto tratado na leitura.

b. É preciso se dar um tempo para responder a estas perguntas. Dependendo da pessoa esta resposta pode ser mental (pensar sobre a pergunta) ou escrita. A escrita consome mais tempo, mas permitirá, ao final da leitura, uma reavaliação das respostas e uma comparação com o estudado.

2) Faça uma leitura rápida de todo o texto.

Um artigo científico ou um capítulo de livro não são como novelas ou romances em nunca se lê o final para não perder o suspense. Em um texto técnico ou científico o melhor é fazer uma leitura inicial rápida para que consigamos ter uma boa visão de toda a estrutura.

a. Leia com calma, mas sem procurar entender tudo o que lê.

b. Procure associar o que está lendo com as respostas dadas para as questões acima.

c. Se tiver tempo escreva um pequeno resumo sobre o texto. Isto facilitará a utilização futura deste texto na monografia.

d. Procure estabelecer uma ligação com aquilo que você já conhece.

3) Leitura detalhada.

Agora que você já tem uma boa visão do texto e de seu relacionamento com os demais conceitos conhecidos está na hora de uma leitura aprofundada. Na leitura aprofundada você deve procurar entender realmente todo o conteúdo.

a. As etapas desta leitura levam ao conhecimento do assunto.

i. Leia atentamente o texto.

ii. Obtenha a idéia principal em detalhes.

iii. Critique o conteúdo. Você não precisa concordar sempre com o autor, mas a sua crítica deve ser bem justificada.

iv. Relacione o conteúdo com as referências feitas no texto, veja qual a contribuição do texto. v. Levante dúvidas que tenham permanecido.

vi. Consulte a Web para tentar resolver estas dúvidas. A Wikipedia é um bom começo.

b. Faça resumos (fichas de leitura) do texto. Antigamente isto era feito em fichas de papel encorpado, daí o nome, mas atualmente você pode fazer estas fichas como arquivos de computador. Alternativa, melhor, é utilizar os mapas conceituais para representar o conteúdo do texto.

i. As anotações devem ser feitas para este trabalho e para o futuro. Imagine se você pudesse reaproveitar tudo o que já estudou de forma fácil e rápida!

ii. Faça anotações das suas conclusões pessoais sobre o assunto.

c. Relacione o assunto com aqueles já estudados. Se você estiver utilizando redes semânticas isto será bem mais fácil.

4) Conclusão.

a. Ao terminar a leitura só falta organizar melhor o conhecimento adquirido. Faça uma nova leitura rápida do texto para ter uma visão clara e completa do mesmo.

b. Repita, para si mesmo, uma apresentação resumida do texto como se a estivesse fazendo em aula.

c. Verifique se lembra de tudo o que foi estudado, não decore, entenda o texto.

d. Complemente o assunto com outras leituras em livros, artigos ou na Web.

Monografias

Esta página foi inicialmente elaborada pela Profa. Mara Abel do Instituto de Informática da UFRGS e é um auxílio importante para orientar a elaboração de monografias em Computação. A seguir desenvolvi uma série de páginas, importantes para auxiliar seus estudos, que estão listadas em “Graduação”.

O que é uma monografia?

Páginas

É a descrição, através de um texto com formato pré-definido, dos resultados obtidos em um estudo aprofundado de um assunto em alguma área, científica ou não. Os objetivos de uma monografia são esclarecer um determinado tema e propor formas de organizá-lo e analisá-lo.

Esse estudo normalmente se organiza em uma das seguintes formas:

  uma revisão bibliográfica abrangente de um determinado assunto. Ex.: O paradigma de orientação a objeto nas modernas linguagens de programação

  uma revisão bibliográfica, complementada por um estudo de caso da aplicabilidade de uma técnica ou abordagem estudada. Ex.: As primitivas de POO no desenvolvimento de um sistema para troca de informações

   uma revisão bibliográfica associada à investigação de formas de solução de um determinado problema.  Ex.: A implementação da hierarquia múltipla nos novos paradigmas OO

Não é necessário que uma monografia apresente resultados inéditos (como esperado em uma tese de doutorado, ou, em menor grau, em uma dissertação de mestrado). Os resultados estão mais associados à organização e análise comparativa e crítica das idéias em torno de um determinado assunto. Desta forma, uma revisão bibliográfica das obras mais importantes em uma determinada área é parte essencial da construção de uma monografia.

O texto deve ser pensado como proporcionando ao leitor uma fonte de estudo em um assunto, fornecendo desde os conceitos fundamentais da área até uma visão mais aprofundada dos conteúdos que a compõem. 

Uma monografia deve ser escrita em uma linguagem clara e objetiva. Um texto científico deve ser: objetivo, preciso, imparcial, claro, coerente, e impessoal. Os verbos devem ser utilizados na terceira pessoa do singular, evitando-se usar na terceira pessoa do plural e nunca primeira pessoa. O texto deve ter uma seqüência lógica apresentando com precisão as idéias, as pesquisas, os dados, os resultados dos estudos, sem prolongar-se por questões de menor importância. 

Esqueleto genérico de uma monografia do ponto de vista do conteúdo

A descrição abaixo fornece uma idéias geral do conteúdo que deve ser tratado em cada seção do corpo de uma monografia, sem preocupações com o formato. 

1. Introdução (Motivação) (Objetivo – O que se pretende apresentar)

Apresenta uma introdução geral sobre o assunto do trabalho. Não é apenas uma descrição dos conteúdos das seções do texto.  Deve resumir o assunto do trabalho e argumentar porque é importante, do ponto de vista de ciência da computação, estudar esse assunto. Pode ser discutida brevemente, a abordagem do trabalho (análise? melhor definição da terminologia? comparação entre diferentes metodologias? avaliação da técnica em um caso real?).

2. Revisão do estado da arte

Apresentar as idéias principais dos principais autores da área (ler a seção: “Como estudar”). As idéias são apresentadas apenas, mas não discutidas ou criticadas, o que será feito nas próximas seções. Não são incluídas as idéias ou experimentos do próprio autor da monografia. 

Um ponto importante da revisão é a forma como ela é organizada, o que acaba sendo uma das maiores contribuições da monografia. É desejável que  trabalhos anteriores sejam descritos segundo uma mesma visão, proposta pelo autor da monografia e não pelo autor dos trabalhos revisados. A organização da revisão permite, posteriormente, realizar comparações e análises, levando a uma melhor compreensão do assunto. Dependendo dessa, a seção pode ser dividida em tantas subseções quanto desejáveis.

Uma revisão sobre linguagens de programação orientadas a objeto, por exemplo, pode organizar as linguagens cronologicamente, por características particulares (implementam herança múltipla ou não, são linguagens híbridas, etc.), por serem comerciais ou acadêmicas, entre outras abordagens.

Todos os trabalhos revisados devem estar  associados à fonte de referência no texto, e essa referência deve estar incluída nas referências bibliográficas no final da monografia.

3. Análise  

Nessa seção, são analisadas as abordagens e técnicas discutidas no capítulo anterior.  Novamente os critérios de análise são importantes para apontar as principais vantagens ou falhas das técnicas analisadas, sua utilização potencial, etc. Quanto mais dados objetivos forem utilizados na análise melhor (ao invés de dizer: “o sistema possui uma interface amigável”, descreva: “a interface foi analisada por 50 usuários, dos quais 60% mostraram-se satisfeitos, 35% parcialmente satisfeitos e 5% insatisfeitos com a interação”). 

Nessa seção, tem papel importante a organização das informações em tabelas ou figuras que são citadas e analisadas ao longo do texto. (Ou seja, não inclua figuras ou tabelas que não sejam analisadas ou citadas no texto!) 

 4. Validação 

 Se a monografia aborda um estudo de caso, essa seção descreve os excelentes resultados de utilizar a técnica ou abordagem avaliada como a melhor na seção anterior.  Pode também demonstrar porque utilizar outra abordagem não funcionaria ou não teria tão bons resultados.  A seção deve ser farta em dados objetivos para demonstrar o que afirma no texto  ( menor número de linhas de código, maior satisfação do usuário, viabilidade de integração com outros sistemas, etc.).

5. Conclusões

Basicamente, a conclusão descreve 3 tópicos básicos, as conclusões, o sumário da contribuição do texto e estudos futuros.

Conclusões não são um resumo do trabalho, mas das conclusões obtidas no estudo, apresentadas de forma objetiva e concisa: a linguagem X é melhor que a Y; a linguagem Z é mais adequada do que a J e assim por diante. Basicamente, repete, organiza e reforça os resultados da análise e avaliação descritos nas seções 3 e 4

A contribuição, se for incluída,  pode descrever os critérios de análise e organização utilizados e como esses critérios auxiliaram a compreensão e organização do domínio. 

Os trabalhos futuros descrevem estudos que foram considerados interessantes após essa pesquisa inicial, mas que, por limitação de tempo ou interesse, não foram realizados nesse mesmo trabalho. ( Por exemplo, usar esses mesmos critérios de análise definidos para linguagens no paradigma OO, para compará-las com outros paradigmas.) 

6. Referências 

A lista de referências é estreitamente relacionada à revisão do estado da arte da seção 2. Deve também incluir os trabalhos de onde foram extraídos dados, figuras, tabelas, textos, etc. Todas as referências citadas no texto devem ser incluídas na lista de referências. Por outro lado a lista de referências não deve incluir trabalhos não citados no texto. 

Uma dica importante é: seja sistemático em anotar a fonte completa de todos os trabalhos  consultados, mesmo aqueles que, a princípio não parecem contribuir com seu trabalho. As informações que não podem faltar: nome de todos os autores, nome completo do trabalho e da obra onde se insere (por exemplo, um artigo numa Lecture Notes, um capítulo num livro), a data de publicação (com o mês, se forem periódicos), a Editora, a cidade onde foi editado e as páginas iniciais e finais do artigo ou capítulo. Se o trabalho foi baixado da Internet, registre o endereço completo do site e a data da consulta. 

As referências devem ser listadas no texto final no formato ABNT (consulte o site da Biblioteca do Instituto de Informática, para normas para formatar monografias e citações bibliográficas)

 7. Anexos

 Os anexos incluem todo o material que impede uma leitura rápida e compreensível do texto da monografia, mas que é necessário para dar suporte a sua análise e conclusões. Normalmente são materiais muito detalhados para serem incluídos no texto,  como formalismos das linguagens, tabelas de resultados de teste, copias de telas de programa, etc. 

Bibliografia 

Para definição do que á uma monografia, estrutura geral e organização, consulte:

Para a estrutura sugerida no Instituto de Informática da UFRGS e formatação ABNT, consulte o site da Biblioteca do Instituto de Informática.


 

 

Crise no ensino da computação

Para começar uma pequena história. Quando me formei, em Engenharia Elétrica, alguns colegas passaram em um concorridíssimo concurso de seleção para um curso de programação oferecido pela IBM. Dois deles, contratados após os meses de curso foram os exemplos para a turma. Se me lembro bem o curso consistia, essencialmente, de programação assembly, uma linguagem de programação e conhecimentos de sistemas de arquivos. Eles eram considerados os “sortudos” da turma pois ganhavam muito mais que um engenheiro em início de carreira, e o status! Sempre estavam com impecáveis fatiotas e engravatados. Pois é, o tempo passou, a sociedade mudou e hoje programadores indianos ou chineses trabalham via Internet por algumas dezenas de dólares por mês subvertendo o mercado mundial de trabalho. E ainda há gente que vive apregoando que devemos seguir estes modelos: “Olhem a India, que exemplo!”. O Brasil está melhor, as grandes companhias internacionais estão colocando laboratórios de desenvolvimento aqui, pois nossos mestres e doutores ganham muito menos do que pessoal da mesma competência nos paises centrais. Neste período os computadores passaram de máquinas quase inacessíveis, só os iniciados podiam entrar nas salas de sistema, e caríssimas para commodities compradas em qualquer supermercado.

Eu acreditava que quando uma nova geração, criada com acesso aos computadores desde a infância, chegasse à universidade teríamos ótimos e motivadíssimos alunos. O que ocorreu? O inesperado: a familiaridade com computadores tirou o glamour da profissão e a crise do mercado não estimula uma perspectiva de carreira vitorio$a. Algumas perguntas que tenho ouvido: O que vou fazer que já não esteja disponível? Que empresas brasileiras são competidoras mundiais? E aí, vou trabalhar fazendo programas para o boteco da esquina? No outro extremo da carreira está ocorrendo uma “caça aos doutores”, ao inverso, pois muitas Universidades e Centros Universitários estão despedindo o pessoal com maior titulação para contratar “mão de obra” mais barata. Isto não é uma decisão míope mas sim uma decisão forçada por um público que não consegue pagar cursos de melhor qualidade, é reduzir custos ou fechar. É triste! Por outro lado há os cursos de “baixo custo” e “baixa tarifa”, como aquelas linhas aéreas que servem pacotinhos de amendoim em vôos de quatro horas. O pior é que há pessoas que pensam que aquelas belas propagandas em outdoors de cursos de baixa tarifa são uma alternativa de trabalho profissional e e sonham com a ascensão social oferecida por estes diplomas. Bem, terão um lindo diploma, talvez colorido e dourado, para colocar na parede.

A competição, hoje, está baseada em critérios mundiais, não adianta ter um título universitário é preciso ter alta competência para ter alguma chance de sucesso. A Sociedade Brasileira de Computação – SBC – promoveu um encontro sobre  os Grandes Desafios para a Décadaos Grandes Desafios para a Décadaonde foram identificados tópicos relevantes e estimulantes para orientar as atividades de pesquisa no período de 2006 a 2016.

Precisamos achar uma saída e esboçar um plano de ação. Algumas ações estão sendo tomadas, principalmente para mostrar a importância da Computação nas múltiplas áres de conhecimento. Por outro lado precisamos regionalizar a imagem da Computação e fazer apresentações e discussões nos colégios sobre aplicações para tratar temas de interesse local. Para os pesquisadores de outras áreas a proposta é de realizar encontros, por área de conhecimento, com o objetivo claro de solicitar que eles nos apresentem os temas que consideram importantes e nos quais a computação poderia auxiliar devido a complexidade intrínseca do problema. Além disto não podemos nos omitir na participação da comunidade no encontro e nas atividades da SBPC. Precisamos ter um comportamento proativo em todas as áreas da computação. Uma proposta, tanto para a atração de novos e bons alunos como para reapresentar a Computação para a sociedade como algo importante, desafiador e rentável, é trazer os parceiros sociais e da comunidade de pesquisa para criarem conosco temas de pesquisa e desenvolvimento. 

Para os alunos devemos recomeçar uma atividade que ocorria no passado O dia do computador onde se mostrava o que era esta nova ciência para os alunos do secundário. Agora isto precisa ser reiniciado com outra roupagem, sugiro algo como O que a computação pode fazer para você, abordando as inúmeras possibilidades modernas de aplicações. Alguns exemplos: como se fazem jogos de computador, a previsão do tempo é feita por supercomputadores, a bolsas de valores utilizam sistemas distribuídos, tomografia computadorizada e imagens médica, aplicações para a agricultura e inúmeros outros temas. Ouvi pelo rádio uma proposta muito interessante de uma Universidade: um evento denominado Experience a ser realizado em vários colégios da região. A idéia é apresentar a Universidade para os futuros vestibulandos mostrando as suas possibilidades e abrindo novos horizontes. Uma bela ação de divulgação e extensão.Para divulgação para a sociedade em geral, é preciso ações de extensão, cursos, desenvolvimento de páginas Web para divulgar as possibilidades de aplicação da computação, participação de professores e pesquisadores em eventos de interesse geral para demonstrar as possibilidades de aplicações da computação. Precisamos sair do casulo.

Uma forma para conseguirmos visibilidade são as atividades de extensão, principalmente aquelas utilizando os recursos de Ensino a Distância – EAD. É possível oferecer cursos rápidos, com uma parte presencial e outra em EAD, para as outras áreas de conhecimento. Na parte a distância seriam apresentadas alternativas, estudos de caso e sugestões criativas para aplicações de computação. O trabalho final, com apresentação presencial para a turma, poderia ser uma proposta inovadora para a solução de um problema da área específica com base nas sugestões do módulo a distância.Esta lançada uma proposta para repensarmos nosso comportamento frente às mudanças que ocorreram desde o início de nossa área de trabalho. A computação não é mais o Santo Graal da ciência, procurado por todos.

Precisamos mostrar a importância da área, ela existe é essencial, para o cidadão em seu dia-a-dia. Imaginem a vida sem computadores, é inimaginável mas ficou tão banal que as pessoas não conseguem mais perceber sua importância. Precisamos reverter logo esta situação. Espero que estas idéias iniciais estimulem um ampla discussão e, principalmente, novas ações. Como diz aquele ditado chinês: “Uma jornada de mil léguas começa com o primeiro passo“.