Novo artigo: UPCaD: A Methodology of Integration Between Ontology-Based Context-Awareness Modeling and Relational Domain Data

Information 2018, 9(2), 30; doi:10.3390/info9020030

Vinícius Maran 1,3  Guilherme Medeiros Machado 1, Alencar Machado 2, Iara Augustin 2,  and José Palazzo M. de Oliveira 1

1 Instituto de Informática, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 91540-000 Porto Alegre, Brazil
2 Centro de Tecnologia, Universidade Federal de Santa Maria, 97105-900 Santa Maria, Brazil
3 Coordenadoria Acadêmica, Universidade Federal de Santa Maria, Cachoeira do Sul, Brazil.

Abstract: Context-awareness is a key feature for ubiquitous computing scenarios applications. Currently, technologies and methodologies have been proposed for the integration of context-awareness concepts in intelligent information systems to adapt them to the execution of services, user interfaces and data retrieval. Recent research proposed conceptual modeling alternatives to the integration of the domain modeling in RDBMS and context-awareness modeling. The research described using highly expressiveness ontologies. The present work describes the UPCaD (Unified Process for Integration between Context-Awareness and Domain) methodology, which is composed of formalisms and processes to guide the data integration considering RDBMS and context modeling. The methodology was evaluated in a virtual learning environment application. The evaluation shows the possibility to use a highly expressive context ontology to filter the relational data query and discusses the main contributions of the methodology compared with recent approaches. 

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Keywords: context-awareness; data query; relational database; linking rules; methodology

Pesquisador Homenageado do ano de 2017 – Simpósio Brasileiro de Bancos de Dados SBC

Divulgação do prêmio
Divulgação do prêmio no SBBD 2016

Como professor e pesquisador, desde minha formatura na Escola de Engenharia da UFRGS, tive a rara sorte de acompanhar o desenvolvimento da Computação e do ensino de Banco de Dados nas universidades brasileiras. Minha ontogênese acadêmica acompanhou o percurso da história do SBBD. Esta distinção foi uma grande alegria e surpresa, em uma época em que a avaliação de um pesquisador é constituída quase exclusivamente por índices bibliométricos, em receber um reconhecimento pelo conjunto da obra (vídeo da divulgação). Algo muito relevante para mim foi que os jovens colegas se lembraram de uma carreira de 48 anos com forte dedicação à área de Sistemas de Informação e Banco de Dados. Ao longo da carreira desenvolvi atividades em múltiplas dimensões, 81 alunos de pós-graduação já orientados, muitas disciplinas ministradas, forte interação internacional e um consistente número de boas publicações. Tinha que decidir o formato desta apresentação, uma alternativa seria descrever tecnicamente minhas pesquisas, representadas pelas publicações, isto seria enfadonho e traria pouca contribuição para os jovens membros a comunidade. Pensei melhor e então resolvi apresentar as áreas de pesquisa em que tenho trabalhado e sua evolução ao longo destes anos, sem entrar em profundos detalhes técnicos. Este andamento seguiu muito de perto a evolução do SBBD (apresentação). Após esboço uma perspectiva do futuro dos Bancos de Dados e os perigos que corremos. Uma das atividades realizadas na Comissão Especial de BD e que considero importante foi a implementação do 1° Concurso de Teses e Dissertações em Banco de Dados. Desejo que a apresentação seja útil para os jovens pesquisadores conhecerem melhor o caminho percorrido até aqui pela nossa comunidade e para que entrevejam o possível futuro e seus desafios.  A vida acadêmica não pode ser uma Torre de Marfim, a preocupação e engajamento com a comunidade é essencial. Nesta apresentação vocês terão a oportunidade de conhecer, de forma agradável, o desenvolvimento de nossa área no Brasil em paralelo com uma análise do que considero essencial para uma carreira equilibrada no ensino e na pesquisa. A história dos Bancos de Dados inicia com a estruturação de arquivos tradicionais e chega aos complexos sistemas atuais. As noções de transação, recuperação e outras são essenciais para a maioria das aplicações transacionais. Hoje há uma revolta contra tudo isto propondo alternativas como o NoSQL, mas diferentes aplicações exigem diversos modelos de SGBDs. Talvez estejamos exagerando nas customizações. O que nos reserva o futuro? Como vamos estruturar nossas carreiras em um período turbulento?

Placa comemorativa

Posts complementando a apresentação

The collaboration network of the Brazilian Symposium on Databases

Acabou de ser publicado o artigo sobre os 30 anos do SBBD, está em acesso livre em: http://rdcu.be/uguM

ArtigoAbstract
The Brazilian Symposium on Databases (SBBD) celebrated its 30th edition in October 2015. As the database community has evolved over the years, so has the data analysis area. To celebrate such accomplishments, this article goes over the SBBD history from distinct social perspectives. Overall, we investigate the complete SBBD co-authorship network built from bibliographic data of SBBD’s 30 editions, from 1986 to 2015, and analyze several network metrics, considering the network evolution over the three decades. In particular, we analyze the progress of the most engaged SBBD authors, the number of distinct authors, institutions, and published papers, and the evolution of some of the most frequent terms presented in the titles of the papers, as well as the influence and impact of the most prominent SBBD authors.
Keywords: Collaboration networks, Social networks, Databases, SBBD

Complexidade e vida real

Sempre tive dificuldade de explicar para meus alunos de Classificação e Pesquisa de Dados a grande diferença entre a complexidade de um algoritmo e os problemas das implementações reais. No terceiro semestre a troca de contexto tratando o mesmo problema não parece evidente.  Estava lendo a Communications of the ACM quando encontrei um artigo muito bom para resolver meu problema 10 Optimizations on Linear Search Thomas A. Limoncelli, Communications of the ACM, Vol. 59 No. 9, Pages 44-48, DOI 10.1145/2980976. Em um texto bem humorado o autor começa com um problema trivial e desenvolve uma análise muito didática sobre a diferença entre a complexidade de um algoritmo em memória e a vida real em um ambiente de produção. Vale a pena a leitura!

Mudança necessária na Cultura da Pesquisa em Banco de Dados

Um grupo de pesquisadores se reúne periodicamente para discutir o estado da arte da área e para identificar as direções essenciais para o desenvolvimento futuro da área de Banco de Dados. Aqui quero salientar este ponto sobre o qual tenho discutido amplamente e que este selecionado grupo indica, da mesma forma, como essencial na cultura de avaliação da pesquisa na área de banco de dados e big-data (a tradução livre do texto é minha). 


     The Beckman Report on Database Research

Cultura de pesquisa. Finalmente, há muita preocupação com o aumento da ênfase na contagens de citações em vez de sobre o impacto de pesquisa. Isso desencoraja projetos grandes, ferramentas para o desenvolvimento de sistemas end-to-end, e partilha de grandes conjuntos de dados, uma vez que este trabalho normalmente leva mais tempo do que a resolução de problemas pontuais. Comitês de programas que valorizam a profundidade técnica sobre temas muito focados e não sobre o potencial de impacto real da pesquisa são parcialmente culpados. Não está claro como mudar essa cultura. No entanto, para atingir uma agenda positiva sobre big-data de forma eficaz, a área precisa retornar a um estado onde menos publicações por pesquisador por unidade de tempo seja a norma, e onde grandes projetos de sistemas, conjuntos de ferramentas end-to-end, e compartilhamento de dados são mais valorizados.