Livros


A complexidade do mundo contemporâneo exige uma análise muito aprofundada dos acontecimentos desde o século passado e mesmo anteriores. Estamos passando por uma transição de fases de muito difícil compreensão. Nesta página recomendo alguns livros interessantes para o entendimento da atualidade e prospecção do futuro. Alguns são lançamentos, outros publicações mais antigas de conteúdo relevante. 


Capa do livro "A grande saída"

Vencedor do Prêmio Nobel de Economia analisa como populações escaparam da pobreza e por que as desigualdades ainda são tão presentes no cenário global. Angus Deaton afirma que vivemos melhor hoje do que em qualquer outro período da história. As pessoas são mais saudáveis, mais ricas e a expectativa de vida continua a aumentar. Paradoxalmente, o fato de tantos indivíduos terem conseguido escapar da pobreza também gerou desigualdades; e a disparidade entre países desenvolvidos e em desenvolvimento se estreitou, mas não desapareceu. Em A grande saída, um dos maiores especialistas em estudos sobre pobreza recua 250 anos para traçar a impressionante história de como diversas regiões do mundo vivenciaram um progresso significativo e, assim, abriram abismos que levaram ao cenário extremamente desigual de hoje. O estudo aprofunda-se nos padrões históricos e atuais por trás das nações ricas e com boas condições de saúde, e aborda o que é preciso fazer para ajudar os países que ficaram para trás. Deaton descreve as vastas inovações e os retrocessos penosos para o bem-estar. De um lado, há a eficácia dos antibióticos, o controle de epidemias, vacinação e água tratada; do outro, é preciso enfrentar a calamidade da fome e a epidemia da aids. O economista analisa o caso dos Estados Unidos, uma nação bastante próspera por décadas, mas que hoje vivencia um aumento progressivo da desigualdade, e examina como o crescimento econômico da Índia e da China aprimorou a qualidade de vida de mais de um bilhão de pessoas. Para ele, a ajuda internacional tem se mostrado ineficaz e até mesmo prejudicial, e seria preciso investir em esforços alternativos que permitam de fato que os países em desenvolvimento encontrem sua grande saída da pobreza. A distribuição de riqueza não é equitativa nem proporcional. Está na mão das nações inverter as disparidades, de modo a abrir caminho para que outros também tenham acesso à riqueza e à saúde. Um poderoso guia que visa ao bem-estar de todas as nações, A grande saída demonstra como as mudanças no sistema de saúde e nos padrões materiais são capazes de transformar a vida de bilhões de pessoas.

Este livro apresenta uma visão complementar àquela descrita no livro O Capital no Século XXI {Thomas Piketty} descrevendo a evolução da riqueza e da saúde ao longo da etapa moderna da evolução econômica. O autor evita a análise exclusivamente econômica e mostra como a falta de gestão e a corrupção (bem nossa conhecida) evitam que países menos desenvolvidos atinjam o nível de qualidade dos países centrais. O livro desmonta a solução trivial que simplesmente distribuindo recursos pode-se resolver o problema da pobreza. Além disto mostra como dentro dos países, inclusive nos Estados Unidos, os 1% mais ricos conseguem se apropriar de uma quantidade enorme da riqueza nacional. Ao final da leitura ficamos com a convicção de que é preciso uma reforma completa e profunda nos mecanismos de cooperação internacional e de uma reversão das estruturas internas aos países na decisão sobre a melhor aplicação dos recursos. Uma leitura obrigatória nos dias de hoje.

 


Capa de A Mente Organizada

Poderia a boa e velha organização ser o segredo fundamental para se navegar no mar de informações do mundo moderno? Enquanto notícias, textos, contas e aplicativos invadem nosso cotidiano, espera-se que tomemos rapidamente decisões cada vez maiores. Em capítulos instigantes sobre temas que vão desde a gaveta bagunçada da cozinha até cuidados com a saúde, David Levitin apresenta avanços recentes nos estudos sobre o cérebro e mostra métodos que podemos aplicar no dia a dia para adquirir uma sensação de controle sobre a maneira como organizamos nossos lares, nossos ambientes de trabalho e nossas vidas. Google

Este livro é uma leitura obrigatória para todos os que trabalham e vivem no  mundo moderno hiper-ligado. Aconselho principalmente para os estudantes de mestrado e doutorado, o autor é um neurocientista com h-index de 43. O livro trata da necessidade de organização mental para tratar o fluxo gigantesco de informação atualmente disponível. A parte inicial discute a classificação e identificação de conceitos, é uma contribuição muito importante para entender os conceitos de Modelagem Conceitual e Ontologias. A seguir analisa formas de comportamento e sua correspondência com funções cerebrais. Uma parte importante é a apresentação clara da necessidade de termos um espírito crítico e como transmitir isto para nosso filhos. O livro orienta a forma de nos organizarmos, não como banal auto-ajuda mas de uma forma cientificamente embasada. O livro é auto-contido , mas um conhecimento básico de fisiologia torna a sua leitura muito mais produtiva. Mesmo sem este conhecimento a aplicação na vida real dos conhecimentos adquiridos com esta leitura fará uma grande diferença em sua produtividade.


 

Capa Design Thinking

Design Thinking é o conjunto de métodos e processos para abordar problemas, relacionados a futuras aquisições de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções. Como uma abordagem, é considerada a capacidade para combinar empatia em um contexto de um problema, de forma a colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto; criatividade para geração de soluções e razão para analisar e adaptar as soluções para o contexto. Adotado por indivíduos e organizações, principalmente no mundo dos negócios, bem como em engenharia e design contemporâneo, o design thinking tem visto sua influência crescer entre diversas disciplinas na atualidade, como uma forma de abordar e solucionar problemas. Sua principal premissa é que, ao entender os métodos e processos que designers usam ao criar soluções, indivíduos e organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação a fim de elevar o nível de inovação.

Assim, ao utilizar métodos e processos utilizados por designers, o design thinking busca diversos ângulos e perspectivas para solução de problemas, priorizando o trabalho colaborativo em equipes multidisciplinares em busca de soluções inovadoras. Dessa forma, busca-se “mapear a cultura, os contextos, as experiências pessoais e os processos na vida dos indivíduos para ganhar uma visão mais completa e assim, melhor identificar as barreiras e gerar alternativas para transpô-las” . Para que tal ocorra, O Design Thinking propõe que um novo olhar seja adotado ao se endereçar problemas complexos, um ponto de vista mais empático que permita colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto e gerar resultados que são mais desejáveis para elas, mas que ao mesmo tempo financeiramente interessantes e tecnicamente possíveis de serem transformados em realidade. Wikipedia

Há muito tempo tenho ouvido falar nesta metodologia ou forma de pensar soluções. Recentemente passeando por uma livraria ví este título e comprei. O texto é muito interessante, apenas é dated. A tradução brsileira é do livro original co copyright de 2010, nestes anos tuudo mudou. Olhem alguns trechos: “Os aplicativos do Android precisarão ser tão intuitivos e involventes quanto os da Apple ou da Nokia“, ” … servirá de base para s decisões referente às futuras ofertas de produtos da Nokia nos próximos 15 anos“, “nenhum model econômico poderia ter previsto o sucesso do MySpace e do Facebook”,  “A Roku, empresa sediada na Califórnia, fabrica um conversor que permite que as pessoas façam o download de um filme e o assistam em uma televisão comum“. É uma pena que o texto tenha tantas referências a tecnologias atuais da sua época. Por outro lado a essência é realmente muito impactante, tanto que deu origem a toda uma linha de publicações cursos e treinamentos.

A ideia essencial é utilizar a forma de pensar de designers industriais para a modelagem de soluções criativas. O livro prega a análise multidemensional dos problemas com a inclusão de pessoas com múltiplas formações. Esta fase inicial precisa ser muito menos estruturada e contar com a participação livre de ideias, de criação de cenários (storytelling) e contato real com os usuários. Ou seja, descobrir no mundo real as necessidades a serem enfrentadas para soluções revolucionárias. Na minha area, a Academia, tudo isto me fez lembrar um dito bem impactante:

“As Universidades e os cemitérios são refratários às mudanças, os que ali estão não querem se mover”.

Será que não precisamos repensar o nosso comprtamento? Demos sair da Torre de Marfim e desenvolver atividades ligadas aos probelams reais? Isto nõ implica em perda de qualidade, apenas em tratar problemas de interesse da sociedade e não de problemas de interesse de pesquisadores e intelectuais. Afinal é a Sociedade que nos financia (ou deveria). Talvez o descolamento da Universidade e da Pesquisa com as reais necessidades das comunidades seja o motivo principal da crise global de financiamento. Este livro deveria ser lido e meditado por todos os pesquisadores. 


Capa do livro

Uma visão da história da Alemanha a partir da sua transformação de um agrupamento de estados fragmentados, em 1800, numa das nações mais poderosas da Europa em nossos dias. A narrativa começa com o impacto causado por Napoleão sobre a colcha de retalhos que era a Alemanha, descreve o desenvolvimento de uma consciência nacional dentro do contexto da mudança social e tensões entre a reforma e a reação, e culmina na análise da Alemanha depois da unificação nacional.

Este livro é muito interessante para quem deseja ter um conhecimento aprofundado sobre a evolução da Alemanha. Para aproveitar realmente o seu conteúdo é bom que o leitor tenha uma visão geral da história da Europa nestes últimos 200 anos. Mutas coisas passam a ficar mais claras com a leitura, o conceito de kleine Deutschland e groβe Deutschland e suas consequências me esclareceu muito sobre a história moderna da Alemanha. Mas um aviso: o texto é de um detalhamento extremo, os fatos são analisados com uma descrição minuciosa das pessoas envolvidas e em suas ações e orientações ideológicas. Será precisa uma capacidade de abstração para que se consiga ter uma visão agregada da história. Há trechos com análises mais abrangentes, posteriormente detalhadas com ampla documentação da personagens envolvidas.


Coleção L&PM E-books

“A história econômica é a rainha das ciências humanas. […] se tornou especialmente instigante nos últimos tempos, quando a pergunta fundamental — ‘por que alguns países são ricos e outros são pobres?’ — adquiriu abrangência mundial.”

Por que razão existem países ricos e países pobres — e, ainda, os chamados países em desenvolvimento? No ano de 1500, diferenças de renda globais eram pequenas, mas as disparidades cresceram dramaticamente desde que Colombo chegou à América. Robert C. Allen, professor de história econômica da Universidade de Oxford, aborda o tema relembrando os aspectos que influenciam a atividade econômica (cultura, instituições, ambiente etc.) e revisita a história da riqueza das principais nações do mundo. Explica também por que o crescimento econômico teve seu arranque na Europa em vez de na Ásia ou na África e mostra como a interconexão de geografia, globalização, mudanças tecnológicas e políticas econômicas tiveram papéis determinantes na composição do mundo desigual em que vivemos hoje. 

Uma leitura muito interessante: os economistas buscam modelos abstratos e atemporais para analisar a riqueza das nações, neste livro o autor analisa a evolução econômica de países e regiões estudando as causas do processo dinâmico de transformação histórica. Pena que o Brasil seja apenas citado superficialmente. A América Latina é melhor estudada, de qualquer forma o referencial histórico apresentado permite um muito bom entendimento da evolução econômica das nações.


Livro Keynes x Hayek

Na atual e conturbada situação econômica muitas pessoas estão entendendo muito mal as proposições de John Maynard Keynes. Uma das maiores batalhas do pensamento econômico foi travada entre Keynes e Hayek no século passado, e continua com seus seguidores. Foi um choque entre a visão sobre se o Governo deveria ou não interferir na Economia. A visão de Keynes é que, em certas circunstâncias, é necessária a intervenção governamental. Esta intervenção mostrou-se essencial para os USA saírem da Grande Depressão de 1929 e, recentemente, da crise de 2008. Friedrich Hayek, por outro lado, sustentava que o melhor era deixar o  laissez-faire como a forma de chegar-se ao equilíbrio, Mme. Margaret Thatcher e Mr. Ronald Reagan foram seus seguidores. Entretanto muitos estão aplicando erroneamente, por motivações político-partidárias e mesmo por demagogia, conceitos sérios de Economia com irresponsabilidade levando a Governos gastarem muito mais do que arrecadam por longos períodos. Aconselho este livro para uma boa compreensão sobre este debate. 

O Capital no Século XXI

O Capital no século XXI (Le Capital au XXIe siècle) é um livro de economia escrito por Thomas Piketty e publicado pela primeira vez em França em 2013 pela editora Éditions du Seuil. Neste livro, o Autor estuda a dinâmica da repartição dos rendimentos e da riqueza nos países desenvolvidos desde o século XVIII. Para o Autor, a repartição das riquezas constitui um problema político fundamental para a estabilidade das sociedades democráticas modernas, e esta questão é muitas vezes discutida sem números precisos. Este estudo é baseado numa compilação de variados dados históricos disponíveis, por exemplo dos arquivos fiscais franceses. Wikipedia

A Humanidade nunca esteve em um período em que as condições de vida foram tão boas quanto as atuais. As pessoas são mais sudáveis, têm maior esperança de vida e acesso a recursos inimagináveis no passado próximo. Nos últimos 250 anos ocorreu um desenvolvimento incrível, mas por outro lado criou-se um abismo entre as nações ricas e as mais desfavorecidas. Mesmo nas nações ricas a concentração de renda cresceu, nos últimos anos de forma absurda. A automação está destruindo enormes possibilidades de trabalho manual, a Inteligência Artificial consegue substituir milhões de trabalhos de nível intelectual. O resultado é que os lucros dos detentores destas tecnologias aumenta e não são redistribuídos. O trabalho de Piketty mostra, com dados reais, que a desigualdade de renda atinge valores extremos. Nos Estados Unidos, em 2010, os 10% mais ricos detinham 70% do capital com um coeficiente de Gini de 0,73. Os defensores deste modelo concentrador usam o argumento da melhoria global da qualidade de vida para fugir da discussão da concentração de capital. Este é um assunto crítico que, se não enfrentado, vai nos conduzir a problemas extremos.

Para complementar a leitura sugiro fortemente que vejam o livro A grande saída {Angus Deaton} onde o autor evita a análise exclusivamente econômica e mostra como a falta de gestão e a corrupção (bem nossa conhecida) evitam que países menos desenvolvidos atinjam o nível de qualidade dos países centrais.

Os Gênios da Ciência, Hawking

Neste livro estão incluídas traduções de trabalhos originais de Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Kepler, Isaac Newton e Albert Einstein – mostrando as ideias que mudaram o curso da ciência e a percepção de mundo da humanidade. Associado a estas traduções, Stephen Hawking explica como grandes cientistas construíram suas teorias. Reúne textos descritivos que apresentam o lado humano e científico da vida de cada um dos cinco personagens onde explica como esses trabalhos desenvolveram a ciência direcionando a astronomia e a física da era Grega até o mundo moderno. É uma obra muito interessante pela apresentação do lado humanista, onde entrelaça as vidas dos personagens com o medo e a reação da Igreja contra suas teorias. Nota-se como, ao longo do tempo, a Ciência ganhou autonomia e independência no seu desenvolvimento. Se tivermos a paciência de ler com atenção os trabalhos originais teremos uma grande oportunidade de perceber o desenvolvimento do trabalho científico da pesquisa e sua evolução de uma Filosofia abstrata de Aristóteles até o formalismo de Einstein. Esta leitura é um importante elemento para a compreensão de como a Ciência atual se consolidou. Outro fato interessante para ser observado é que os textos dos antigos, Copérnico e Galileu, apesar de enfadonhos, podem ser entendidos por qualquer pessoa com um nível de cultura geral; agora os textos de Einstein necessitam de uma ótima formação matemática: equações diferenciais, tensores etc. Hoje, para entender a Ciência, uma formação teórica é essencial. 


Está ocorrendo uma grande discussão sobre o papel da Inovação no desenvolvimento econômico do Brasil. Muitos pensam que a vontade de inovar é suficiente para o sucesso. Recomendo fortemente este livro que faz uma análise em profundidade de alguns dos maiores responsáveis pela revolução digital. Uma conclusão que podemos tirar é que, além da capacidade e tenacidade dos Inovadores, toda uma cultura e visão de investidores é necessária para que as inovações sejam incorporadas na cultura social e que tragam resultados econômicos relevantes.

 Os inovadores‘ conta a história das pessoas que criaram o computador e a Internet. Quais foram os talentos que permitiram a certos inventores e empreendedores transformar suas ideias visionárias em realidade? O que os levou a seus saltos criativos? Por que alguns conseguiram e outros não? Num abrangente panorama histórico, Isaacson conecta as personalidades fascinantes que criaram a nossa revolução digital.

 


Este livro trata da nossa história. É uma leitura muito interessante para formar uma visão antropológica da evolução. Desde o início do desenvolvimento dos Humanos até os dias de hoje é feita uma descrição das lutas, da competição e da criatividade que permitiram o Homo Sapiens se tornou a espécie dominante. O importante é que a evolução está apresentada como uma sequência de revoluções: a cognitiva, a agricultural e a científica. Aliás é um modelo de revoluções parecido com o desenvolvido por Darcy Ribeiro com as Revoluções Agrícola, Urbana, do Regadio, Metalúrgica, Pastoril, Mercantil e Industrial. Este conceito é elaborado por Darcy Ribeiro no livro O Processo Civilizatório:

“Empregamos o conceito de revolução tecnológica para indicar que a certas transformações prodigiosas no equipamento de ação humana sobre a natureza, ou de ação bélica, correspondem alterações qualitativas em todo o modo de ser das sociedades {…} A sucessão destas revoluções tecnológicas não nos permite, todavia, explicar a totalidade do processo evolutivo sem apelo ao conceito complementar do processo civilizatório, porque não é a invenção original ou reiterada de uma inovação que gera conseqüências, mas sua propagação sobre diversos contextos socioculturais e sua aplicação a diferentes setores produtivos.”

O ponto fraco é o capítulo final que procura profetizar o futuro com a evolução da tecnologia, aqui considero que o razoável rigor acadêmico dos capítulos anteriores é prejudicado por uma visão limitada e pessimista das possibilidades tecnológicas

“Harari é brilhante […] Sapiens é realmente impressionante, de se ler num fôlego só. De fato, questiona nossas ideias preconcebidas a respeito do universo.” (The Guardian)

Um relato eletrizante sobre a aventura de nossa extraordinária espécie – de primatas insignificantes a senhores do mundo. O que possibilitou ao Homo sapiens subjugar as demais espécies? O que nos torna capazes das mais belas obras de arte, dos avanços científicos mais impensáveis e das mais horripilantes guerras? Yuval Noah Harari aborda de forma brilhante estas e muitas outras questões da nossa evolução. Ele repassa a história da humanidade, relacionando com questões do presente. E consegue isso de maneira surpreendente. Doutor em história pela Universidade de Oxford e professor do departamento de História da Universidade Hebraica de Jerusalém, seu livro não entrou por acaso nas listas dos mais vendidos de 40 países para os quais foi traduzido.