Nível de Prontidão Tecnológica (Technology Readiness Level – TRL)

Vocês devem ter perguntado muitas vezes qual o nível de desenvolvimento de seus trabalho e sistemas. Esta dúvida é muito recorrente em teses de doutorado e, em menor escala, em dissertações de mestrado na area tecnológica. Uma forma de avaliar este nível é o modelo TRL desenvolvido pela NASA para sistemas críticos no programa espacial. A escala  de avaliação do nível de desenvolvimento TRL foi desenvolvida pela Agência Espacial Americana, a NASA (National Aeronautics and Space Administration), e apresentada no documento “NASA technology push towards future space mission systems” (1989). Essa proposta surgiu como decorrência do estudo de que quando a tecnologia necessária ainda está em baixo nível de maturidade os custos e cronogramas de desenvolvimento não podem ser previstos com precisão. O objetivo da NASA, com a proposição da escala TRL, foi estabelecer uma nova visão para o desenvolvimento tecnológico, levando-o para algo essencial no desenvolvimento de novos sistemas para missões espaciais.

Os níveis de prontidão de tecnologia (Technology Readiness Levels – TRL) são um tipo de sistema de medição usado para avaliar o nível de maturidade de uma determinada tecnologia. Cada projeto de tecnologia é avaliado em relação aos parâmetros para cada nível de tecnologia e recebe uma classificação de TRL com base no progresso dos projetos. Existem nove níveis de prontidão de tecnologia. A TRL 1 é a mais baixa e a TRL 9 é a mais alta.

Quando uma tecnologia está no TRL 1, a pesquisa científica está começando e esses resultados estão sendo traduzidos em pesquisa e desenvolvimento futuros. A TRL 2 ocorre quando os princípios básicos foram estudados e as aplicações práticas podem ser aplicadas a essas descobertas iniciais. A tecnologia TRL 2 é muito especulativa, pois há pouca ou nenhuma prova experimental de conceito para a tecnologia.

Quando a pesquisa ativa e o design começam, uma tecnologia é elevada para o TRL 3. Geralmente, estudos analíticos e laboratoriais são necessários nesse nível para ver se uma tecnologia é viável e pronta para prosseguir através do processo de desenvolvimento. Muitas vezes, durante o TRL 3, é construído um modelo de prova de conce

Uma vez que a tecnologia de prova de conceito esteja pronta, a tecnologia avança para a TRL 4. Durante a TRL 4, peças de múltiplos componentes são testadas uma com a outra. A TRL 5 é uma continuação da TRL 4, no entanto, uma tecnologia que está em 5 é identificada como uma tecnologia breadboard e deve passar por testes mais rigorosos do que a tecnologia que está apenas na TRL 4. As simulações devem ser executadas em ambientes que sejam tão realistas que possível. Uma vez que o teste do TRL 5 esteja completo, uma tecnologia pode avançar para o TRL 6. Uma tecnologia TRL 6 tem um protótipo totalmente funcional ou modelo representacional.

A tecnologia TRL 7 requer que o modelo de trabalho ou protótipo seja demonstrado em um ambiente espacial. A tecnologia TRL 8 foi testada e “qualificada para voo” e está pronta para ser implementada em um sistema de tecnologia ou tecnologia já existente. Uma vez que uma tecnologia tenha sido “comprovada em voo” durante uma missão bem-sucedida, ela pode ser chamada de TRL 9.

Texto original da definição na NASA

Alternativamente a Comissão Européia desenvolveu sua própria versão derivada da original da NASA.

Technology Readiness Levels in the European Commission (EC)

Technology Readiness Level Description

  • TRL 1 Basic principles observed
  • TRL 2 Technology concept formulated
  • TRL 3 Experimental proof of concept
  • TRL 4 Technology validated in lab
  • TRL 5 Technology validated in relevant environment (industrially relevant environment in the case of key enabling technologies)
  • TRL 6 Technology demonstrated in relevant environment (industrially relevant environment in the case of key enabling technologies)
  • TRL 7 System prototype demonstration in operational environment
  • TRL 8 System complete and qualified
  • TRL 9 Actual system proven in operational environment (competitive manufacturing in the case of key enabling technologies; or in space)

Para maiores detalhes consulte a Wikipedia onde há uma ampla apresentação de modelos e links para documentos complementares.