Instituto de Informática, comemoração dos 10 anos (1999)

Uma década formando talentos

Inf UFRGSDando início às comemorações dos dez anos do Instituto de Informática, a serem completados no dia 9 de novembro de 1999, vamos falar um pouco de sua criação…

Tudo começou em 1967, quando o reitor José Carlos da Fonseca Milano instituiu a Comissão Organizadora do Centro de Processamento de Dados da UFRGS, presidida pelo professor Manoel Luiz Leão. De início, o Centro integrava as funções académicas e os serviços de processamento de dados. “Estávamos convictos de que a fusão da área académica com a de serviços era fértil”, lembra Leão.

Em 1968, a Universidade recebeu seu primeiro computador, que ocupava uma imensa sala refrigerada e tinha 8 Kb de memória. Somente quatro anos depois, na gestão do reitor Eduardo Faraco, chegou o primeiro computador de grande porte.

A divisão acadêmica do CPD, que foi chefiada, entre outros, pela professora Liane Tarouco, deu origem, mais tarde, à criação do Instituto de Informática, desfazendo-se assim a integração entre as duas áreas, permanecendo o CPD com as atividades de serviço. “O sucesso é fruto do talento daquela juventude que foi bem selecionada para fazer a frente de batalha nesse novo empreendimento“, elogia Leão, referindo-se à posição de destaque do Instituto de Informática, devido à projeção científica, publicações internacionais, projeção no meio académico e no cenário industrial. Muito se deve, nesse sucesso, às sementes lançadas nas primeiras formações pós-graduadas dos estagiários iniciais do Centro, como Paulo Alberto de Azeredo, Daltro José Nunes, Simão Sirineo Toscani, Luiz Fernando Ramos Centeno e Clesio Saraiva dos Santos, na PUC/Rio, por iniciativa do ilustre e dedicado professor Carlos José Pereira de Lucena.

Para o Prof. Leão, esse sucesso aconteceu pois “o Instituto de Informática é produto de um casamento universitário extremamente improvável, mas muito fértil, o dos engenheiros com os físicos“. Comparando o modo particular que cada um tem de enxergar a natureza, a técnica e a ciência, ele explica: “A preocupação do engenheiro é transformar a natureza para benefício do homem, enquanto que o físico enfatiza mais o conhecimento sobre a natureza e seus fenómenos, sendo muito mais voltado, portanto, para a investigação e pesquisa”.

Com formação em Engenharia Civil e Economia, o professor Leão aposentou-se em 1989, depois de 37 anos de vida universitária, onde lecionou na Escola de Engenharia, depois na Faculdade de Ciências Económicas e no Programa de Pós-Graduação em Energia, da Escola de Engenharia, com uma rápida passagem, também, pelo curso de pós-graduação do Instituto de Informática. Atualmente é presidente da Associação dos Antigos Alunos da UFRGS. “0 sucesso do Instituto de Informática é fruto do talento daquela juventude que foi bem selecionada para fazer a frente de batalha nesse novo empreendimento. Esse sucesso aconteceu pois o Instituto de Informática é produto de um casamento universitário extremamente improvável, mas muito fértil, o dos engenheiros com os físicos.”

Instituto do Informática festeja seus 10 anos

Cerca de 650 pessoas compareceram ao jantar comemorativo dos 10 anos do Instituto de Informática, que contou com a presença da reitora Wrana Panizzi, dos ex-reitores Prof. Gehard Jacob e Prof. Helgio Trindade,  professores, alunos, ex-alunos e funcionários.  O memorável encontro entre a comunidade do Instituto de Informática do passado e do presente aconteceu no dia 19 de novembro de 1999,  no Clube Farrapos, em Porto Alegre.

O grande homenageado da noite foi o    Prof. Manoel Luiz Leão, urn dos mentores da fundação do Instituto de Informática.  Em agradecimento pela sua contribuição à Universidade e ao Rio Grande do Sul, ele recebeu o Prémio Instituto de Informática, uma escuftura do artista plástico Carlos Gustavo Tenius, intitulada O Vencedor.    Seu contato com o mundo empresarial fez com que surgissem projetos em parceira com a Universidade e que posteriormente os egressos criassem suas próprias empresas. Aposentado desde 1989, após 37 anos de vida universitária, o Prof. Leão atualmente preside a Associação dos Antigos Alunos da UFRGS.

DEZ ANOS MARCADOS POR CONQUISTAS

Inicialmente sediado junto ao Centro de Processamento e  Dados da UFRGS, o Instituto de Informática mudou-se para o Campus do Vale em 1992. Construída com recursos da Universidade, Governo do Estado e Finep, a atual sede permitiu que a instituição se desenvolvesse, criando novos cursos. O desafio de equipar os laboratórios foi superado com o apoio dos pesquisadores que, através de seus projetos encaminhados a órgãos como MEC, CNPq, Capes, Fapergs,  permitiram instituir a destinação compartilhada das máquinas nos laboratórios.

Ao completar dez anos, o Instituto de Informática está entre os melhores do país: além dos cursos de graduação em Ciência da Computação e de Engenharia da Computação,  possui o Programa de Pós-Graduação, que oferece os cursos de mestrado profissional,  mestrado,  doutorado e atende outras universidades através de mestrados remotos, sendo que o mais distante está sediado em Campo Grande (MS). Com 25 anos de existência, o PPGC foi distinguido há mais de dez anos corn o conceito “A” nas avaliações realizadas pefa Capes.

Através do Centro de Empreendimentos em Informática (CEI), criado em 1996, o Instituto mantém a filosofia de relacionamento com o setor produtivo,  proporcionando a  incubação de projetos e empresas. Também possui urna Empresa Júnior e abriga a sede do Softsul e SBC.

OS PRÓXIMOS DEZ SERÃO AINDA MELHORES

O Instituto de Informática começa o ano 2000 com novidades. As 25 novas vagas oferecidas no vestibular de Ciência da Computação indicam que muita coisa ainda está por vir.

Com o apoio da reitoria, o Instituto está instalando o tão almejado Grupo Gerador e preparando a construção de mais um prédio de I2OO m2, que abrigará um anfiteatro com aproximadamente 300 lugares, salas de aula, laboratórios de cursos e laboratórios de pesquisa, onde será instalado o laboratório de Informática na Educação e Ensino à Distância.

A excelência da pesquisa deverá ser um dos pontos fortes dos próximos anos,  com o Instituto aumentando sua presença cenário internacional.