CNPq nas redes sociais!

O CNPq possui, agora, novos canais de divulgação científica e institucional. Uma nova Rádio CNPq, com mais programas e mais dinamismo, a entrada no Facebook e no Instagram, além da já consolidada presença no Twitter, com mais de 60 mil seguidores.

Fiquem ligados, e acompanhem o CNPq nas redes! Se tiverem sugestões de pautas, vídeos ou programas, entre em contato com a nossa Coordenação de Comunicação Social pelo e-mail comunicacao@cnpq.br

Contamos com a colaboração de todos! Coordenação de Comunicação Social

☻ Diferentes níveis de modelagem da realidade

  • QUANDO SE TEM DOUTORADO
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e arestas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera (Linneu, 1758). No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.

  • QUANDO SE TEM MESTRADO
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.

  • QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.

  • QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.

  • QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.

  • QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO
Rapadura é doce, mas não é mole não!

ER 2019 – 38th International Conference on Conceptual Modelling

Ten years after the ER 2009 in Gramado, Rio Grande do Sul, Brazil, we will have the 38th edition in 2019 in the city of Salvador, Bahia – #ER2019SSA

Dez anos após a realização do ER 2009 em Gramado, Rio Grande do Sul, teremos a 38ª edição em 2019 na cidade de Salvador, Bahia. 

ER 2019, Salvador, Bahia, Brazil

Pesquisador Homenageado do ano de 2017 – Simpósio Brasileiro de Bancos de Dados SBC

Divulgação do prêmio
Divulgação do prêmio no SBBD 2016

Como professor e pesquisador, desde minha formatura na Escola de Engenharia da UFRGS, tive a rara sorte de acompanhar o desenvolvimento da Computação e do ensino de Banco de Dados nas universidades brasileiras. Minha ontogênese acadêmica acompanhou o percurso da história do SBBD. Esta distinção foi uma grande alegria e surpresa, em uma época em que a avaliação de um pesquisador é constituída quase exclusivamente por índices bibliométricos, em receber um reconhecimento pelo conjunto da obra (vídeo da divulgação). Algo muito relevante para mim foi que os jovens colegas se lembraram de uma carreira de 48 anos com forte dedicação à área de Sistemas de Informação e Banco de Dados. Ao longo da carreira desenvolvi atividades em múltiplas dimensões, 81 alunos de pós-graduação já orientados, muitas disciplinas ministradas, forte interação internacional e um consistente número de boas publicações. Tinha que decidir o formato desta apresentação, uma alternativa seria descrever tecnicamente minhas pesquisas, representadas pelas publicações, isto seria enfadonho e traria pouca contribuição para os jovens membros a comunidade. Pensei melhor e então resolvi apresentar as áreas de pesquisa em que tenho trabalhado e sua evolução ao longo destes anos, sem entrar em profundos detalhes técnicos. Este andamento seguiu muito de perto a evolução do SBBD (apresentação). Após esboço uma perspectiva do futuro dos Bancos de Dados e os perigos que corremos. Uma das atividades realizadas na Comissão Especial de BD e que considero importante foi a implementação do 1° Concurso de Teses e Dissertações em Banco de Dados. Desejo que a apresentação seja útil para os jovens pesquisadores conhecerem melhor o caminho percorrido até aqui pela nossa comunidade e para que entrevejam o possível futuro e seus desafios.  A vida acadêmica não pode ser uma Torre de Marfim, a preocupação e engajamento com a comunidade é essencial. Nesta apresentação vocês terão a oportunidade de conhecer, de forma agradável, o desenvolvimento de nossa área no Brasil em paralelo com uma análise do que considero essencial para uma carreira equilibrada no ensino e na pesquisa. A história dos Bancos de Dados inicia com a estruturação de arquivos tradicionais e chega aos complexos sistemas atuais. As noções de transação, recuperação e outras são essenciais para a maioria das aplicações transacionais. Hoje há uma revolta contra tudo isto propondo alternativas como o NoSQL, mas diferentes aplicações exigem diversos modelos de SGBDs. Talvez estejamos exagerando nas customizações. O que nos reserva o futuro? Como vamos estruturar nossas carreiras em um período turbulento?

Placa comemorativa

Posts complementando a apresentação

Conferências: ACM SAC, QUALIS e Utilidade

Atualmente está ocorrendo uma discussão e a emissão de opiniões dos avaliadores nacionais da qualidade das publicações sobre algumas conferências e journals. O problema surge quando foi definido um critério bibliométrico pela CAPES para a avaliação de meios de apresentação de pesquisas. Há anos venho escrevendo que os índices de avaliação de publicações são importantes AUXILIARES na avaliação da qualidade da pesquisa. Quando estava na vice-presidência da Câmara de Pós-gradução da UFRGS implantamos a necessidade de recredenciamento dos orientadores a cada cinco anos com base, naquela época novo, currículo Lattes: qualidade É importante. Este ano a Comissão de Computação da CAPES retirou do documento de área, que é o referencial mais conhecido, os limiares da indexação e os transferiu para outro documento denominado “Considerações sobre Qualis Periódicos – 2016” apesar de tratar de Periódicos e de Conferências.

Recentemente alguns detentores de Prêmios Nobel afirmam o que venho defendendo: o importante é a qualidade da pesquisa não os índices. Mas a discussão atual foca um outro aspecto: apesar de de ser definido um critério, dito objetivo de avaliação e rankeamento de conferências e journals há pessoas (muitas as mesmas que defendem ardentemente o QUALIS atual) que se sentem desconfortáveis com este critério. Qual o critério? A estratificação da qualidade em níveis calculados pelo h-index ou JCR. Anteriormente as Comissões Especiais da SBC fizeram um rankeamento das conferências e os avaliadores da CAPES afirmaram que esta classificação estava enviesada (biased) pelas pessoas que haviam feito a classificação. Na Comissão Especial de Banco de Dados fizemos um trabalho exaustivo e muito sério para receber esta crítica, o mesmo deve ter se passado nas demais Comissões. Então foi criado o método “impessoal” da estratificação por percentagens de indicadores bibliométricos. É claro que há uma ideologia atrás da escolha deste critério único, eu acredito que as avaliações das Comissões Especiais da SBC eram muito mais interessante: por exemplo, um WS organizado por pesquisadores top de uma área pode ser A1 por sua excelente qualidade, no h-index não pode aparecer.

O que me deixa chocado é que agora pessoas ficam descontentes com a classificação e, mais um exemplo, dizem que o Simpósio ACM SAC é uma (perdão, mas estou apenas repetindo a palavra) “porcaria” apesar do alto h-index. Então que voltemos para as classificações da Comunidade, das Comissões Especiais da SBC e não pela opinião de poucos. E o pior, opinião emocional pois não tem suporte em dados. Um dos critérios exigidos para a classificação bibliométrica de conferências é a taxa de aceitação. Olhem a taxa de aceitação deste simpósio além da classificação A1 pela CAPES.

Não estou analisando a dita “qualidade” intrínseca do evento (aliás o que é isto mesmo?) mas sua utilidade. Quem o organiza não é um grupo predador, é a ACM, e está na trigésima terceira realização! Qual a sua utilidade? É a reunião anual de pesquisadores de diferentes áreas para uma produtiva troca de ideias permitindo o desenvolvimento de pesquisas multi-orientadas. A seguir mostro outras duas conferências, em que participei, com o mesmo objetivo: fazer uma reunião anual de pesquisadores de várias áreas, uma da ACM e outra da IFIP, duas sociedades sérias. A ACM Student Research Competition do SAC é suportada pela Microsoft, isto é algo de baixa qualidade? Predador? Caça niqueis? É claro que não! A participação em eventos de grande escopo evita o famoso problema da “bolha social” onde não há diversidade de opiniões e, como sabemos bem, em muitas conferências apenas os participantes do grupo conseguem publicar. Minha posição é: sejamos revolucionários e tenhamos coragem de entender que há múltiplas dimensões para avaliar a utilidade de uma conferência. Não podemos ficar presos e prejudicados por uma avaliação unidimensional. 

ACM 85 IFIP 84
ACM SAC 2018

 

UFRGS atualiza serviço de webconferência

UFRGS O sistema de webconferência Mconf, desenvolvido inicialmente no Instituto de Informática da UFRGS, tem nova versão disponível no portal da Universidade desde domingo, 23 de julho de 2017

O serviço é oferecido através do Portal Mconf UFRGS e permite que professores, servidores e alunos façam transmissões online ao vivo, facilitando a comunicação na Universidade e permitindo aos membros da comunidade maior flexibilidade para aulas, defesas de teses e dissertações, transmissões de palestras e eventos. O serviço também está disponível para uso através do Moodle, permitindo fácil interação entre professor e alunos em aulas a distância.

A nova versão disponibilizada para a comunidade da UFRGS oferece diversas novidades, como:

  • Melhorias na transmissão do áudio;
  • Módulo de enquetes, que permite fazer uma votação durante uma apresentação;
  • Novo sistema de compartilhamento de tela com aplicativo nativo, que oferece maior qualidade e permite, por exemplo, transmissão de vídeos com áudio;
  • Novo formato de gravação que permite baixar o conteúdo da gravação para disponibilizar no YouTube, por exemplo;
  • Diversas outras melhorias.

mc 2

Nova versão do serviço de conferência web da UFRGS

UFRGS e Mconf

O Mconf iniciou sua história no final do ano de 2010 em uma parceria entre o Laboratório do PRAV do INF-UFRGS e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Atualmente, a Mconf Tecnologia, empresa que surgiu do projeto de pesquisa, é uma das empresas incubadas no Centro de Empreendimentos em Informática – CEIDesde 2013, o Centro de Processamento de Dados – CPD da UFRGS em parceria com a Mconf Tecnologia disponibiliza o serviço de webconferência para a comunidade acadêmica da UFRGS. Até hoje, já foram mais de 1.800 sessões em mais de 5.000 horas de webconferências.

Sobre o Mconf

Atualmente o Mconf está sendo utilizado mundialmente. Só na UFRGS, cerca de 700 pessoas utilizaram o sistema para fazer conferências no mês de junho deste ano. A RNP, que oferece o serviço de conferência web para suas instituições vinculadas, teve aproximadamente 16.000 pessoas em conferências no mesmo período.  O portal https://mconf.org (aberto a todos os cidadãos do mundo) possui mais de 33.000 pessoas cadastradas. O Mconf é utilizado também na América Latina através de um serviço oferecido pela rede CLARA – Cooperación Latino Americana de Redes Avanzadas. O projeto possui implantações na África do Sul, nos Estados Unidos, no México, e em vários outros locais do globo.

Capacitação no Mconf

Este ano, o professor Dr. Valter Roesler, coordenador geral do PRAV, irá disponibilizar um curso sobre a ferramenta através do portal Lumina da UFRGS, que oferece diversos cursos gratuitos. O lançamento do curso de capacitação Mconf está previsto para o início de setembro de 2017.

Design Thinking {Tim Brown} 2010

Capa Design Thinking

Design Thinking é o conjunto de métodos e processos para abordar problemas, relacionados a futuras aquisições de informações, análise de conhecimento e propostas de soluções. Como uma abordagem, é considerada a capacidade para combinar empatia em um contexto de um problema, de forma a colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto; criatividade para geração de soluções e razão para analisar e adaptar as soluções para o contexto. Adotado por indivíduos e organizações, principalmente no mundo dos negócios, bem como em engenharia e design contemporâneo, o design thinking tem visto sua influência crescer entre diversas disciplinas na atualidade, como uma forma de abordar e solucionar problemas. Sua principal premissa é que, ao entender os métodos e processos que designers usam ao criar soluções, indivíduos e organizações seriam mais capazes de se conectar e revigorar seus processos de criação a fim de elevar o nível de inovação.

Assim, ao utilizar métodos e processos utilizados por designers, o design thinking busca diversos ângulos e perspectivas para solução de problemas, priorizando o trabalho colaborativo em equipes multidisciplinares em busca de soluções inovadoras. Dessa forma, busca-se “mapear a cultura, os contextos, as experiências pessoais e os processos na vida dos indivíduos para ganhar uma visão mais completa e assim, melhor identificar as barreiras e gerar alternativas para transpô-las” . Para que tal ocorra, O Design Thinking propõe que um novo olhar seja adotado ao se endereçar problemas complexos, um ponto de vista mais empático que permita colocar as pessoas no centro do desenvolvimento de um projeto e gerar resultados que são mais desejáveis para elas, mas que ao mesmo tempo financeiramente interessantes e tecnicamente possíveis de serem transformados em realidade. Wikipedia

Há muito tempo tenho ouvido falar nesta metodologia ou forma de pensar soluções. Recentemente passeando por uma livraria ví este título e comprei. O texto é muito interessante, apenas é dated. A tradução brsileira é do livro original co copyright de 2010, nestes anos tuudo mudou. Olhem alguns trechos: “Os aplicativos do Android precisarão ser tão intuitivos e involventes quanto os da Apple ou da Nokia“, ” … servirá de base para s decisões referente às futuras ofertas de produtos da Nokia nos próximos 15 anos“, “nenhum model econômico poderia ter previsto o sucesso do MySpace e do Facebook”,  “A Roku, empresa sediada na Califórnia, fabrica um conversor que permite que as pessoas façam o download de um filme e o assistam em uma televisão comum“. É uma pena que o texto tenha tantas referências a tecnologias atuais da sua época. Por outro lado a essência é realmente muito impactante, tanto que deu origem a toda uma linha de publicações cursos e treinamentos.

A ideia essencial é utilizar a forma de pensar de designers industriais para a modelagem de soluções criativas. O livro prega a análise multidemensional dos problemas com a inclusão de pessoas com múltiplas formações. Esta fase inicial precisa ser muito menos estruturada e contar com a participação livre de ideias, de criação de cenários (storytelling) e contato real com os usuários. Ou seja, descobrir no mundo real as necessidades a serem enfrentadas para soluções revolucionárias. Na minha area, a Academia, tudo isto me fez lembrar um dito bem impactante:

“As Universidades e os cemitérios são refratários às mudanças, os que ali estão não querem se mover”.

Será que não precisamos repensar o nosso comprtamento? Demos sair da Torre de Marfim e desenvolver atividades ligadas aos probelams reais? Isto nõ implica em perda de qualidade, apenas em tratar problemas de interesse da sociedade e não de problemas de interesse de pesquisadores e intelectuais. Afinal é a Sociedade que nos financia (ou deveria). Talvez o descolamento da Universidade e da Pesquisa com as reais necessidades das comunidades seja o motivo principal da crise global de financiamento. Este livro deveria ser lido e meditado por todos os pesquisadores.