A CAPES passa a exigir o ORCID nas submissões, você tem um?

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) solicitará, dos candidatos a bolsas e financiamentos de seus programas internacionais, um código de cadastro na ORCID (Open Research and Contributors Identification, ou Identificação Aberta de Pesquisa e Colaboradores).

Gratuito, o número ORCID é um “nome” digital permanente para identificação de pesquisadores. O código tem 16 dígitos e é único para cada pessoa. Essa característica impede ambiguidades na identificação de autores e colaboradores em publicações ou em instituições. Seu funcionamento é semelhante ao Digital Object Identifier (DOI), código para objetos como artigos científicos, teses e dissertações.

A adoção do código é uma tendência mundial das organizações ligadas a pesquisa. Em 2015, um grupo de grandes editoras científicas passou a exigir o código no processo de submissão de artigos científicos. Isso é possível porque o identificador pode ser utilizado para inscrição em processos seletivos e submissão de trabalhos em periódicos acadêmicos em diversas plataformas.

Quem se inscreve na ORCID, além de receber o código, conta com um espaço para construir um perfil de sua produção e sua trajetória profissional, semelhante a um currículo.

Com a adoção do identificador, a CAPES pretende aperfeiçoar requisitos de seleção e a avaliação de resultados dos programas.
“Queremos acompanhar a evolução acadêmica daqueles que recebem apoio financeiro. Por meio do identificador ORCID, conseguimos relacionar pesquisadores a seus trabalhos de modo confiável, de maneira a ter uma ideia mais precisa da eficácia de nossas ações”, explica a diretora de Relações Internacionais da Capes, Concepta Mcmanus.

No entanto, a inscrição no ORCID não vai substituir o Currículo Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que também é exigido nas candidaturas aos programas internacionais da CAPES.

Um monstroNão, um ORCID não é um dos fantásticos animais do mundo da magia que encontramos no filme “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. Mas é um objeto ainda extranho e pouco conhecido. Vocês têm CPF, RG e outros códigos de identificação. O CNPq exige o CPF para os CV Lattes, mas o que isto significa no resto do mundo? A desambiguação de nomes de autores é um problema bem conhecido em mineração de dados. Para resolver este problema foi criado o código ORCID que é uma forma de identificar univocamente quem você é para a comunidade científica. Você já tem um? Veja, a seguir, a introdução ao assunto. Logo depois crie seu ORCID. O meu é 0000-0002-9166-8801.

Como pesquisadores e acadêmicos, vocês enfrentam o constante desafio de distinguir suas atividades de pesquisa de outras pessoas com nomes semelhantes. Você precisa ser capaz de anexar de forma fácil e única sua identidade a objetos de pesquisa como conjuntos de dados, equipamentos, artigos, histórias na mídia, citações, experimentos, patentes e cadernos. Conforme você colabora entre disciplinas, instituições e fronteiras, tem de interagir com um crescente número e diversidade de sistemas de informação de pesquisa. Sempre ficar inserindo dados pode levar tempo e muitas vezes é frustrante.

O ORCID é um esforço orientado pela comunidade, aberto e sem fins lucrativos para criar e manter um registro de identificadores únicos de pesquisadores e um método transparente de conectar as atividades e resultados de pesquisas a estes identificadores. O ORCID é único em sua capacidade de alcance interdisciplinar, setores de pesquisa e fronteiras nacionais. É um ponto de encontro que conecta pesquisadores e pesquisa através da inserção de identificadores ORCID nos fluxos de trabalho chave, como manutenção de perfil de pesquisa, envio de manuscritos, solicitação de bolsas e solicitações de patentes.

O ORCID fornece duas funções principais: (1) um registro para obter um identificador único e gerenciar o registro das atividades e (2) APIs que suportam a comunicação e autenticação de sistema a sistema. O ORCID torna seu código disponível sob uma licença de fonte aberta, e irá postar um arquivo de dados públicos anual sob uma renúncia CC0 para baixar grátis.

O Registro ORCID está disponível sem nenhum custo a indivíduos que mantêm um identificador ORCID, gerenciam seu registro de atividades e pesquisam por outros no Registro. As organizações podem se tornar membros para conectar seus registros aos identificadores ORCID, atualizar os registros ORCID, receber atualizações do ORCID e registrar seus colaboradores e alunos para identificadores ORCID.

Os registros ORCID mantêm informações não sensíveis como nome, e-mail, organização e atividades de pesquisa. O ORCID entende a necessidade fundamental dos indivíduos de controlarem como seus dados são compartilhados e fornece ferramentas para gerenciar a privacidade dos dados. Tomamos medidas para proteger suas informações, consistentes com os princípios estabelecidos em nossa Política de Privacidade, que possuem a intenção de estarem em cumprimento com os Princípios Safe Harbor Principles emitidos pelo Departamento de Comércio dos EUA.

Crie seu código!

UFRGS atualiza serviço de webconferência

UFRGS O sistema de webconferência Mconf, desenvolvido inicialmente no Instituto de Informática da UFRGS, tem nova versão disponível no portal da Universidade desde domingo, 23 de julho de 2017

O serviço é oferecido através do Portal Mconf UFRGS e permite que professores, servidores e alunos façam transmissões online ao vivo, facilitando a comunicação na Universidade e permitindo aos membros da comunidade maior flexibilidade para aulas, defesas de teses e dissertações, transmissões de palestras e eventos. O serviço também está disponível para uso através do Moodle, permitindo fácil interação entre professor e alunos em aulas a distância.

A nova versão disponibilizada para a comunidade da UFRGS oferece diversas novidades, como:

  • Melhorias na transmissão do áudio;
  • Módulo de enquetes, que permite fazer uma votação durante uma apresentação;
  • Novo sistema de compartilhamento de tela com aplicativo nativo, que oferece maior qualidade e permite, por exemplo, transmissão de vídeos com áudio;
  • Novo formato de gravação que permite baixar o conteúdo da gravação para disponibilizar no YouTube, por exemplo;
  • Diversas outras melhorias.

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Nova versão do serviço de conferência web da UFRGS

UFRGS e Mconf

O Mconf iniciou sua história no final do ano de 2010 em uma parceria entre o Laboratório do PRAV do INF-UFRGS e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Atualmente, a Mconf Tecnologia, empresa que surgiu do projeto de pesquisa, é uma das empresas incubadas no Centro de Empreendimentos em Informática – CEIDesde 2013, o Centro de Processamento de Dados – CPD da UFRGS em parceria com a Mconf Tecnologia disponibiliza o serviço de webconferência para a comunidade acadêmica da UFRGS. Até hoje, já foram mais de 1.800 sessões em mais de 5.000 horas de webconferências.

Sobre o Mconf

Atualmente o Mconf está sendo utilizado mundialmente. Só na UFRGS, cerca de 700 pessoas utilizaram o sistema para fazer conferências no mês de junho deste ano. A RNP, que oferece o serviço de conferência web para suas instituições vinculadas, teve aproximadamente 16.000 pessoas em conferências no mesmo período.  O portal https://mconf.org (aberto a todos os cidadãos do mundo) possui mais de 33.000 pessoas cadastradas. O Mconf é utilizado também na América Latina através de um serviço oferecido pela rede CLARA – Cooperación Latino Americana de Redes Avanzadas. O projeto possui implantações na África do Sul, nos Estados Unidos, no México, e em vários outros locais do globo.

Capacitação no Mconf

Este ano, o professor Dr. Valter Roesler, coordenador geral do PRAV, irá disponibilizar um curso sobre a ferramenta através do portal Lumina da UFRGS, que oferece diversos cursos gratuitos. O lançamento do curso de capacitação Mconf está previsto para o início de setembro de 2017.

E se você perder todos os dados?

Nesta manhã a tranquilidade de João da Silva terminou! Pelas 10 horas da manhã, vinte e quatro horas após o grande clarão solar, ele estava se deslocando em seu smart-carro quando começaram a saltar faíscas da linha de alta tensão ao lado da estrada. O sistema de condução automática parou de funcionar e uma trava de emergência, felizmente mecânica, atuou e parou o veículo. Nesta hora tudo parou. A falta de energia foi geral, severas tempestades solares são semelhantes ao choque eletromagnético causado por uma explosão nuclear. Danos reais aos fios e aparelhos eletrônicos ocorreram e, dada a ampla difusão, foram de difícil recuperação. Satélites de comunicação são muito vulneráveis, sem a proteção da atmosfera foram imediatamente queimados. João ficou a pé a 10 quilômetros de sua casa, após uma longa caminhada conseguiu voltar e foi obrigado a arrombar a porta, pois a chave biométrica tinha queimado. Seu fogão com placas de aquecimento eletromagnéticas evidentemente não funcionava e a comida supergelada estava descongelando. João disse adeus ao seu laptop. Disse adeus ao seu ar condicionado. Na verdade, disse adeus à tecnologia elétrica por um longo, muito longo tempo.

Cooperação na pesquisa: uma rede social

 

Tenho recebido muitos convites para participar do ResearchGate e não tinha respondido a nenhum pois pensei que era mais uma destas redes sociais de pequeno interesse. Hoje resolvi dar uma olhada e gostei. Encontrei muitos colegas e pesquisadores considerados no ambiente. O mais interessante é que eles criaram um índice RG index que estimula a cooperação no ambiente e o reconhecimento do pesquisador. A ideia é muito próxima de uma publicação nossa sobre a construção de reputação:Uma Proposta para Editoração, Indexação e Busca de Documentos Científicos em um Processo de Avaliação Aberta“. Como o pessoal no exterior não têm um CV Lattes me parece que estão adotando esta rede social. O ponto principal é a opção pela colaboração; há solicitações de artigos, questões e respostas. Há tempos tenho pensado sobre a colaboração e a competição na pesquisa científica. Estes dias estava lendo as páginas amarela da Revista Veja quando encontrei esta parte da entrevista de uma candidata¸ Fabiola Gianotti, ao Premio Nobel de Física; fiquei emocionado!

Veja: Por ter liderado equipes que somaram mais de 3000 físicos e engenheiros empenhados na descoberta do Higgs, dá-se como certo que a senhora vai ganhar o Prémio Nobel de Física. Analisando friamente, isso é inevitável, não?

Fabiola Gianotti: Sinto-me honrada por ter me tornado a face desta que é uma das descobertas mais importantes dos últimos 100 anos. Mas acho errado que uma só pessoa, ou duas, ou três levem o Nobel por isso. Não acharia certo que o prémio viesse apenas para a minha mão. Se o comitê do Nobel achar apropriado consagrar nossa pesquisa, peço publicamente que os agraciados sejam os times de milhares de cientistas que formularam a teoria, como Peter Higgs, e que a testaram na prática, como as equipes que guiei. O prémio deveria ir para o Cern e para a comunidade em torno dele. Para isso ocorrer, teriam de ser mudadas as atuais regras do Nobel. Mas está na hora das transformações. Hoje, as experiências científicas mais relevantes não são feitas apenas por um ou por alguns indivíduos. Os responsáveis são grupos imensos de intelectuais ultraqualificados, cada um com uma função específica e vital na condução do experimento. Muitos atuaram remotamente, via internet, de diversas partes do mundo. A maneira de fazer ciência mudou muito, e a organização do Nobel deveria refletir isso.

Experimentem, eu comecei recentemente e já apareceram bastante resultados. Depois de algum tempo de uso estou gostando muito do ambiente colaborativo  – link

 

 

O apocalípse digital

A última manhã de tranquilidade ocorreu no dia 21 de maio de 2061, quando João da Silva se acordou, como de hábito. Logo após, como primeira atividade na manhã, leu seu e-mail, como de hábito, e preparou o café da manhã. A preparação do café foi feita por um comando para seu assistente pessoal que, conhecendo seus costumes alimentares, preparou o pão e os demais acompanhamentos, ajustou a luz e ligou a televisão com as notícias associadas a seu perfil armazenado em um servidor seguro, como de hábito. Após João despachou os pedidos de compra para a rede do supermercado de forma a ter tudo disponível em casa pela noite, como de hábito. Seu assistente pessoal buscou a lista de suas atividades do dia na nuvem, verificou as prioridades e consultando as informações sobre o tráfego na Google Maps preparou um itinerário otimizado que foi carregado no servidor local de tráfego da prefeitura para uso de seu smart-carro que funciona, é claro, integrado com o sistema viário. Início de um dia perfeito, como de hábito!

Pelas 10 horas da manhã, o astrônomo britânico John Smith viu algo extraordinário: no meio das manchas solares usuais se deslocando seu telescópio vários pontos de luz deslumbrantemente brancos cresceram e desapareceram no espaço de cinco minutos, uma labareda solar, um raro lampejo solar de luz branca. No dia seguinte, o plasma expelido pelo sol atingiu a Terra. Iluminou todo o hemisfério norte, até ao Havaí e Roma, com auroras de vermelho vivo, azul e verde brilhante. Houve relatos de perturbações magnéticas: bússolas ficaram confusas durante o bombardeio. Mais a sério ainda, a tempestade solar golpeou a rede mundial de comunicação. Fios explodiram em chamas desencadeando incêndios, os bombeiros não puderam ser chamados para apagar os incêndios, pois as linhas telefônicas não funcionavam; em 2061 toda a telefonia estava baseada na 13ª geração de celulares!

Nesta manhã a tranquilidade de João da Silva terminou! Pelas 10 horas da manhã, vinte e quatro horas após o grande clarão solar, ele estava se deslocando em seu smart-carro quando começaram a saltar faíscas da linha de alta tensão ao lado da estrada. O sistema de condução automática parou de funcionar e uma trava de emergência, felizmente mecânica, atuou e parou o veículo. Nesta hora tudo parou. A falta de energia foi geral, severas tempestades solares são semelhantes ao choque eletromagnético causado por uma explosão nuclear. Danos reais aos fios e aparelhos eletrônicos ocorreram e, dada a ampla difusão, foram de difícil recuperação. Satélites de comunicação são muito vulneráveis, sem a proteção da atmosfera foram imediatamente queimados. João ficou a pé a 10 quilômetros de sua casa, após uma longa caminhada conseguiu voltar e foi obrigado a arrombar a porta, pois a chave biométrica tinha queimado. Seu fogão com placas de aquecimento eletromagnéticas evidentemente não funcionava e a comida supergelada estava descongelando. João disse adeus ao seu laptop. Disse adeus ao seu ar condicionado. Na verdade, disse adeus à tecnologia elétrica por um longo, muito longo tempo.


Esta história foi baseada no Super Solar Flare de 1859. Naquela época não se notou muito a tempestade solar como se faria hoje. O sistema de telégrafo Morse tinha apenas 15 anos de idade. Não haviam redes de TV via satélite, nem caixas automáticos, nem internet, nem telefone celular, nem tablets. Não haviam sido implantadas as grandes redes de energia elétrica de hoje nem o sistema de GPS de navegação por satélite. Imaginem todos os seus dados armazenados na nuvem. Imaginem toda a eletrônica de telecomunicações queimada, imaginem vocês sem backups locais. Um mundo globalizado é extremamente dependente de comunicações eletrônicas para operar serviços bancários, comunicações, saúde, computadores, sistemas de transporte, e uma enorme rede elétrica servindo bilhões de pessoas. Um surto solar na escala do de 1859 poderia acabar com a modernidade por dias, semanas, talvez meses, dependendo do tamanho da erupção. A possibilidade de um evento desta magnitude é de cerca de 12% na próxima década. Cuidado!

Conclusão: não acredite demais em seus dados na nuvem; aliás não gosto nenhum pouco deste termo pois nuvem dá a ideia de algo leve, imaterial enquanto trata-se de grandes servidores ecologicamente irresponsáveis. Mantenha backups protegidos e pelo menos um laptop em uma Gaiola de Faraday de boa qualidade, se tiver alguma esperança de não perder todos os seus dados. Já havia tratado do assunto da perenidade do material impresso anteriormente. Uma das mais significativas características dos livros é a perenidade. Um livro, impresso em papel de qualidade, pode durar centenas de anos ou mesmo milênios se bem armazenado. Desta forma os livros são referências importantes para a consolidação do conhecimento. Estamos, agora, perante o dilema de valorizar as bibliotecas e conteúdos digitais ou garantir a perenidade de nosso conhecimento e de nossa cultura.

No site da NASA encontra-se este trecho:

“Lanzerotti points out that as electronic technologies have become more sophisticated and more embedded into everyday life, they have also become more vulnerable to solar activity. On Earth, power lines and long-distance telephone cables might be affected by auroral currents, as happened in 1989. Radar, cell phone communications, and GPS receivers could be disrupted by solar radio noise. Experts who have studied the question say there is little to be done to protect satellites from a Carrington-class flare. In fact, a recent paper estimates potential damage to the 900-plus satellites currently in orbit could cost between $30 billion and $70 billion. The best solution, they say: have a pipeline of comsats ready for launch”.

Leiam mais em: Solar Flare: What If Biggest Known Sun Storm Hit Today?

AdaptWeb – plataforma para EAD adaptativa


O AdaptWeb® é um SA de EAD baseado na Web desenvolvido através de uma parceria da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e UEL (Universidade Estadual de Londrina) com colaboração do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Desde 2005 a UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) participa ativamente no desenvolvimento e melhorias do ambiente. É um ambiente OpenSource, disponível no SourceForce (http://sourceforge.net/projects/adaptweb). A finalidade do ambiente é adaptar o conteúdo, a apresentação e a navegação de acordo com o perfil do usuário. Seu grande diferencial é o ambiente para a autoria e apresentação de cursos na web, com condições de adaptabilidade. A sua adaptabilidade é suportada pela criação de um modelo flexível do usuário, onde, para cada aluno, são armazenadas informações sobre o curso, conhecimento, preferências e histórico navegacional.

Atualmente, no contexto web, recursos de comunicação e colaboração entre professores e alunos são vistos como ferramentas importantes para o processo de ensino aprendizagem. Desta forma, o objetivo de nosso trabalho é oferecer um melhor processo de ensino-aprendizagem incluindo ferramentas de comunicação no ambiente, e, acrescentando outras características dos usuários/alunos que podem ser utilizadas para prover adaptabilidade ao perfil do usuário. Uma das características mais importantes nos sistemas de EAD é encontrar a melhor maneira em que a informação seja apresentada aos alunos, porém, em um mesmo ambiente, pode-se obter diversos tipos de usuários com características e objetivos diversos. Desta forma o ambiente deve ter a capacidade de descobrir essas diferenças e modificar o ambiente de acordo com cada perfil.

Para uma descrição completa ler: AdaptWeb® – Evolução e Desafios

  • Para buscar uma cópia de um artigo selecione e copie seu título e, a seguir, submeta uma consulta no Scholar Google com este título. Como resultado você obterá apontadores para todas as versões disponíveis na Web, se publicação livre, ou a página da Editora para acesso ao artigo. Alternativamente procure pelo mesmo na página do Scholar Google Citations de um dos autores.


Referências

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  • PERNAS, Ana Marilza ; WIVES, Leandro Krug ; BOUZEGHOUB, Amel ; PALAZZO M. de Oliveira, José . Modeling Context Adapted Learning Scenarios in the AdaptWeb Environment. In: IADIS International Conference Mobile Learning, 2010, O Porto. Proceedings, 2010. v. 1. p. 165-172.

  • PERNAS, Ana Marilza ; GASPARINI, Isabela ; PALAZZO M. de Oliveira, José ; PIMENTA, Marcelo Soares. Um ambiente EAD adaptativo considerando o contexto do usuário (position paper). In: I Simpósio Brasileiro de Computação Ubíqua e Pervasiva (SBCUP 2009) – XXIX Congresso da Sociedade Brasileira de Computação (CSBC 2009), 2009, Bento Gonçalves, RS. Anais. Porto Alegre : SBC, 2009. p. 1151-1156.

  • GASPARINI, Isabela ; PALAZZO M. de Oliveira, José ; PIMENTA, Marcelo Soares ; de LIMA, José Valdeni ; KEMCZINSKI, Avanilde ; PROENÇA JR, Mário Lemes ; BRUNETTO, Maria Angélica C. . AdaptWeb – Evolução e Desafios. Cadernos de Informática (UFRGS), v. 4, p. 47-54, 2009.

  • GASPARINI, Isabela ; ROSA, Cláudia da ; KEMCZINSKI, Avanilde ; PIMENTA, Marcelo Soares ; PALAZZO M. de Oliveira, José . Ampliando as possibilidades de Avaliação Formativa: acompanhando a participação dos alunos no AdaptWeb. In: Simpósio Brasileiro de Informática na Educação 2009 / II Workshop sobre Avaliação e Acompanhamento da Aprendizagem em Ambientes Virtuais, 2009, Florianópolis. Anais. Porto Alegre : SBC, 2009. v. 1.

  • PALAZZO M. de Oliveira, José ; de LIMA, José Valdeni ; GASPARINI, Isabela ; PIMENTA, Marcelo Soares ; BRUNETTO, Maria Angélica C. ; PROENÇA JR, Mário Lemes . Adaptive Multimedia Content Delivery in AdaptWeb. In: XIII Taller Internacional de Software Educativo, TISE ´08, 2008, Santiago. Nuevas Ideas en Informática Educativa, 2008. v. 4. p. 23-39.

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  • GASPARINI, Isabela ; PIMENTA, Marcelo Soares ; PALAZZO M. de Oliveira, José ; AMARAL, Marília Abrahão . Navegação e apresentação adaptativos em um ambiente de EAD na Web . In: Webmídia 2004, 2004, Ribeirão Preto. Anais, 2004. v. 1. p. 1-1.

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  • FREITAS, Veronice de ; MARÇAL, Viviane P ; GASPARINI, Isabela ; AMARAL, Marília Abrahão ; PROENÇA JR, Mário Lemes ; BRUNETTO, Maria Angélica C. ; PIMENTA, Marcelo Soares ; RIBEIRO, Cora Helena Francisconi Pinto ; de LIMA, José Valdeni ; PALAZZO M. de Oliveira, José . AdaptWeb: an Adaptive Web-based Courseware. In: ICTE – International Conference on Information and Communication Technologies in Education, 20-23 Nov., 2002, Badajoz. Educational Technology.. Badajoz, 2002. v. 1. p. 131-134.

Computação ubíqua, o possível, o útil e o razoável

Alguns desafios se apresentam para o desenvolvimento da pesquisa em computação. Um deles, e não o menos importante, é a razoabilidade das tecnologias. Na atual situação de crise econômica e de necessidade de repensar o modelo de consumo e o modelo de desenvolvimento industrial e tecnológico é necessário que consideremos a diferença entre o possível, o útil e o razoável. Grande parte da crise atual é devida ao distanciamento da economia e da tecnologia da análise das conseqüências éticas das ações tomadas. Os pesquisadores e os empresários de Computação são, também, agentes éticos que devem ponderar sobre a razoabilidade de suas decisões.

Voltemos às origens. O sentido de razoabilidade pode ser trabalhado a partir do sentido dado por Aristóteles no Livro III da Ética a Nicômaco: razoável há de ser a conexão entre a norma e as exigências contingentes do caso; razoável, a valoração e a eleição entre as diferentes alternativas que tem que realizar o intérprete no jogo combinado de passos lógicos e de avaliações em que consiste seu procedimento, não somente deve viabilizar um efetivo equilíbrio entre exigências contrapostas como, e muito particularmente, lograr uma maior aceitabilidade e consenso por parte da comunidade na qual se insere. No livro III Aristóteles estuda o valor das ações voluntárias e involuntárias. A virtude relaciona-se com as paixões e ações voluntárias. Uma ação deliberada tem origem no desejo do sujeito. Este desejo pode ser racional e pode provir de uma escolha ou de uma intenção. O homem, assim, é responsável por sua virtude e por seus vícios. Não é aceitável tentar realizar tudo o que é possível, isto seria o vício, as ações voluntárias realizadas pelo desejo incontido de realizar o tudo o que conseguimos imaginar, apenas pelo prazer de fazê-lo.

A atual crise foi desencadeada, provavelmente, por esta ambição de acreditar em um crescimento exponencial para sempre. Em acreditar que a tecnologia por si só levaria ao desenvolvimento contínuo e aperfeiçoamento da humanidade. Esta crença está levando, entre outras coisas ao declínio do número de candidatos às áreas de tecnologia e ao aumento de candidatos para a área das ciências sociais. O que é necessário é utilizar com sabedoria a tecnologia e utilizar o conhecimento com ética. O essencial é o uso razoável do conhecimento, como já Aristóteles, há mais de 2300 anos, tratava no seu estudo da ética das ações humanas.

Um dos grandes tópicos de pesquisa e de desenvolvimento atual é a Computação Ubíqua. Esta tecnologia é candidata a uma análise aprofundada de sua razoabilidade devido a sua grande interação com a vida diária. A computação ubíqua cobre essencialmente a forma pela qual os usuários percebem e utilizam seus dispositivos móveis para realizar as tarefas, a forma de criar e implementar estas aplicações assim como do “aumento” do ambiente físico pela disponibilidade e ubiqüidade das informações e serviços. Em uma visão ideal espera-se mesmo que os usuários não percebam sequer a existência de dispositivos, sendo o próprio ambiente modificado por equipamentos embutidos. Um dos pontos centrais da ubiqüidade consiste na obtenção de informações sobre o contexto e sobre o usuário. Entre os elementos desta adaptação encontram-se a normalização e o intercâmbio de informações pessoais; os formalismos que permitam exprimir as regras de adaptação dos serviços em função do contexto e do usuário; a definição de contextos e de preferências dos usuários.

Um cenário possível seria a chegada de uma pessoa em uma sala, o sistema identifica esta pessoa através de uma etiqueta RFID ou reconhecimento visual de faces, recupera suas preferências sobre a temperatura ambiente, o registro médico informando as restrições sobre o nível de umidade devido a asma, suas preferências sobre a música ambiente, seu grau de stress e adapta as condições ambientais a esta pessoa. No caso limite poderemos ter a situação retratada no filme Minority Report. O drama se passa em Washington no ano de 2054 quando a Divisão Pré-crime conseguiu acabar com os assassinatos, pois o futuro é visualizado antecipadamente e o culpado é punido antes que o crime seja cometido. Mas quando o próprio chefe da Divisão é acusado de um futuro assassinato por manipulação do sistema… Ou, ainda, quais são as conseqüências de automatizar a decisão sobre aceitar ou não uma pessoa em uma empresa por suas preferências, conteúdo do Orkut, acessos históricos a Web, amigos (virtuais). Outros aspectos ligados ao big-brother são referenciados no artigo Airport Safety: A Case Study for Infrastructure Security, M. E. Kabay, Ubiquity, Volume 5, Issue 34, Oct. 27 – Nov. 2, 2004. A pergunta que não quer calar é: quanta informação pode ser mantida sobre uma pessoa? Qual é o limite da razoabilidade das decisões? É ético manter estas informações pessoais? É ético criar aplicações ubíquas, adaptáveis com base em que dados pessoais, em que nível? Esta pequena história demonstra claramente o problema:

Telefonista: Pizza Hot, boa noite!
Cliente: Boa , eu quero encomendar pizzas…
Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?
Cliente: Sim, o meu número de identificação nacional é 610204791993-8456-54632107.
Telefonista: Obrigada, Sr. Lewis. Seu endereço é 1742 Meadowland Drive, e o número de seu telefone é 494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Insurance é o 745-2302 e o seu celular é 266-2566.
Cliente: Bem, tudo certo! Como você conseguiu essas informações todas?
Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra calabresa…
Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia…
Cliente: O quê? Telefonista: Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proíbe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
Telefonista: Por quê que o Sr. não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar!
Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?
Telefonista: O Sr. consultou o site “Recettes Gourmandes au Soja” da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h, onde permaneceu ligado à rede durante 36 minutos. Daí a minha sugestão…
Cliente: OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!
Telefonista: É a escolha certa para o Sr.,sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.
Cliente: Quanto é? Telefonista: São $49,99.
Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito?
Telefonista: Lamento, mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.
Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.
Telefonista: Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo.
Cliente
: xxxxx

Todas estas possibilidades apresentam as dimensões do possível e do razoável. Acredito que a falta da análise ética destas duas dimensões deve-se, em grande parte, aos preconceitos inerentes à avaliação da pesquisa. Uma corrente opina pelo “engajamento” em um desenvolvimento tecnológico dentro de uma visão de estratégia nacional enquanto outra corrente opina pela “ciência pura” em que a qualidade da pesquisa está associada ao limite do conhecimento e não tem fronteiras nacionais. Poucos tratam da análise do que é eticamente razoável e não somente do que é possível realizar. No caso da computação ubíqua, e da adaptação ao usuário, como demonstrado na história acima, temos uma situação realmente crítica em relação à razoabilidade. Saliente, em particular, este tópico dos Grandes Desafios por sua grande ligação com a privacidade e com a interferência nos direitos individuais. Alguns pontos a serem considerados quanto à ética da razoabilidade do uso da tecnologia de forma a lograr uma maior aceitabilidade e consenso por parte da comunidade na qual se insere:

  • Qual a quantidade de informação deve ser mantida sobre os indivíduos?

  • Para sistemas ubíquos e adaptáveis o conhecimento do perfil dos usuários é essencial. Mas quanta informação pode ser mantida sem que a privacidade e os direitos civis sejam agredidos?

  • O aumento dos custos da tecnologia aplicada vale a pena para suportar as adaptações?

  • Como avaliar um pesquisador levando em consideração os aspectos sociais e éticos de suas pesquisas?

  • Como evitar que posições políticas partidárias se sobreponham à avaliação com base em percepções filosóficas de ética e de razoabilidade?

Alguns indicadores que poderiam ser levados em consideração:

  • Quanto uma pesquisa contribuirá para a melhoria do IDH da região ou da população?

  • Qual a percentagem a ser atribuída entre os indicadores: índice de impacto das publicações, formação de recursos humanos, utilidade social, aceitabilidade da pesquisa?

  • Qual a percentagem de recursos para garantir a pesquisa básica em relação à pesquisa aplicada e socialmente aceitável?

Estes indicadores certamente influirão na atribuição de recursos públicos à pesquisa em função, não só dos tradicionais indicadores como h-index, patentes e outros, mas de critérios mais filosóficos e éticos. Finalmente, a atual crise com fortes restrições às fontes de financiamento, nos mostra que um novo modelo de desenvolvimento sustentável deve ser criado. A pesquisa faz parte da estrutura econômica e social e deve, portanto, ser repensada. Precisamos assegura a qualidade intrínseca da pesquisa sem nos esquecermos que “Cada ação humana é um engajamento Humanidade inteira” (Sartre).