Escola Regional de Engenharia de Software (ERES)

1º ERES

Apresentação

A ERES será promovida anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). A primeira edição da Escola Regional de Engenharia de Software, a ERES 2017, irá ocorrer em Alegrete, RS, no período de 18 a 20 de outubro de 2017.

Esta edição está sendo realizada pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus Alegrete, com a colaboração de docentes e pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A ERES tem por objetivo disseminar o conhecimento e boas práticas em Engenharia de Software (ES), tanto do ponto de vista profissional quanto acadêmico. A ERES 2017 é um espaço regional para que possam ser apresentados os resultados de pesquisas de graduação e pós-graduação e relatos de experiência na indústria. Além disso, possibilitará um ambiente natural para a discussão de abordagens no ensino-aprendizagem na ES nas instituições de ensino superior da Região Sul do Brasil.

Motivação/Justificativa

A realização da Escola Regional de Engenharia de Software (ERES) pretende oferecer aos seus participantes atualizações do estado-da-arte da pesquisa científica na área de engenharia de software por meio da apresentação de palestras ministradas por pesquisadores renomados. O evento também intenciona oferecer uma atualização tecnológica por meio de minicursos apresentados por pesquisadores ou profissionais experientes e qualificados. Dessa forma, este evento irá possibilitar a divulgação de conceitos atuais na área, além de divulgar o que se está pesquisando em engenharia de software na região sul, no país e no mundo, inspirando assim o gosto pela pesquisa científica aos participantes.

Serão ainda oferecidos fóruns de graduação e pós-graduação, nos quais será discutida a pesquisa científica em engenharia de software tanto no âmbito da graduação como em programas de mestrado e doutorado. Portanto, o evento também será um espaço para publicação de trabalhos científicos e relatos empíricos da indústria, o que permitirá a disseminação de conhecimento e de boas práticas em engenharia de software. Além disso, propiciará o intercâmbio e a troca de ideias e experiências entre pesquisadores, alunos e profissionais da área, fomentando a colaboração entre grupos de pesquisa e pesquisadores de múltiplas instituições, bem como parcerias entre indústrias e universidades.

A primeira edição da ERES ocorrerá na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, surgindo em um momento em que a referida região necessita de um maior espaço para a divulgação e atualização científico-tecnológica na área de engenharia de software. Dessa maneira, a ERES permitirá uma democratização do acesso ao conhecimento que geralmente costuma ser oportunizado apenas aos residentes das grandes áreas metropolitanas. Além disso, esse evento poderá destacar o potencial econômico da região, incentivando que indústrias de software venham a se instalar na mesma, contribuindo assim para seu crescimento.

Cumpre ressaltar também a grande importância que a engenharia de software tem nos dias atuais, posto que praticamente todas as áreas humanas necessitam em maior ou menor grau de software para apoiá-las. Aliado a isso, destaca-se que o Brasil possui um alto déficit de profissionais atuantes na área para suprir essas demandas. Dessa maneira, o incentivo à formação, qualificação e atualização de profissionais em engenharia de software é imprescindível para o crescimento do país como um todo e da Região Sul em particular. Sendo assim, a realização deste evento demonstra também ser de grande importância para a economia e desenvolvimento da Região Sul do Brasil.

Objetivo

A Escola Regional de Engenharia de Software (ERES) tem a finalidade de disseminar o conhecimento e boas práticas em Engenharia de Software (ES), tanto do ponto de vista profissional quanto acadêmico. A programação da ERES compreenderá minicursos, palestras, fórum de graduação e fórum de pós-graduação, todos direcionados para a área de ES.

O público-alvo do evento são docentes e discentes dos cursos de graduação e pós-graduação da área da Ciência da Computação, bem como profissionais atuantes na área de ES. A ERES já possui apoio de docentes de diferentes universidades da Região Sul: UNIPAMPA, PUCRS, UFRGS, UFSM, FURG, UNISINOS, UFCPA, UNISC, UFSC, IFFS, UEM, UTFPR, IFFarroupilha. Dessa forma, o evento espera atrair docentes e discentes de um amplo número de cursos, tais como: Engenharia de Software, Ciência da Computação, Sistemas de Informação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Informática Biomédica. Destaca-se que o potencial público alvo apenas das instituições de ensino sediadas em Alegrete é de 470 participantes. Portanto, existe a expectativa real de atrair entre 550 a 750 participantes.

A ERES será promovida anualmente pela pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). A primeira edição, a ERES 2017, irá ocorrer em Alegrete, RS, no período de 18 a 20 de outubro de 2017. Ela está sendo proposta pela SBC, com a coordenação/apoio da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus Alegrete, e organizada juntamente com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Universidade Estadual de Maringá (UEM). A proposta é ofertar edições anuais do evento no formato itinerante, potencializando a participação e colaboração do público-alvo de diferentes localidades da Região Sul do Brasil.

Chamada de Trabalhos

Submissão de Trabalho

Artigos submetidos na categoria Fórum de Pós-Graduação devem possuir no mínimo 6 páginas e no máximo 10 páginas e artigos submetidos na categoria Fórum de Graduação devem possuir no mínimo 6 páginas e no máximo 8 páginas.

Os artigos devem ser escritos em português ou inglês e submetidos exclusivamente no formato PDF por meio da Plataforma JEMS. A formatação do texto deve seguir o Modelo para Publicação de Artigos da SBC. Os artigos que não seguirem o estilo não serão avaliados pelos revisores.

Submissões em ambas as categorias serão avaliadas pelo Comitê Científico da ERES com base na clareza da proposta, relevância do tema e qualidade da apresentação. Para submissões na categoria Fórum de Pós-Graduação, haverá avaliação adicional das contribuições científicas do trabalho. Independentemente da categoria de submissão, pelo menos 1 (um) dos autores de cada artigo aceito deve se inscrever e apresentar o trabalho no evento. Os autores de artigos de pesquisas em estágios iniciais que não forem aceitos para publicação nos anais do evento, poderão ser convidados para apresentação na Sessão de Pôsteres. Os melhores trabalhos de cada categoria e a melhor apresentação de pôster receberão certificado de menção honrosa.

Fórum de Graduação

O Fórum de Graduação da ERES 2017 apresentará os trabalhos de pesquisa ou relatos de experiência em engenharia de software, desenvolvidos por profissionais da indústria ou acadêmicos de graduação das IES gaúchas, catarinenses e paranaenses. Os artigos devem possuir no mínimo 6 páginas e no máximo 8 páginas em língua portuguesa ou inglesa (incluindo-se as referências). Os artigos aceitos deverão realizar sua apresentação em Sessão Oral.

Fórum de Pós-Graduação

O Fórum de Pós-Graduação da ERES 2017 é um espaço para apresentação de trabalhos de alunos de pós-graduação, com o objetivo de incentivar a troca de experiências e divulgar pesquisas em andamento e resultados obtidos. Os artigos devem possuir no mínimo 6 páginas e no máximo 10 páginas em língua portuguesa ou inglesa (incluindo-se as referências). Os artigos aceitos deverão realizar sua apresentação em Sessão Oral.

 

Datas Importantes

– Submissão do abstract: 08/09/2017 (deadline firme)

– Submissão do artigo: 11/09/2017 (deadline firme)

– Notificação de aceitação: 28/09/2017

– Envio da versão final: 06/10/2017

Para mestrandos e doutorandos: lista de congressos e assemelhados

ConferênciaA participação em Congressos, Workshops e Escolas é algo de grande importância para o desenvolvimento de redes de contatos e para o intercâmbio de experiências. Passei a oferecer um novo serviço em meu site com algumas (espero que muitas) conferências e assemelhados sobre Banco de Dados e Sistemas de Informação e um pouco de Engenharia de Software. Esta lista é parcial e desenvolvida com curadoria1, selecionando os meios considerados interessantes e tentando evitar a listagem de predadores. Vou procurar atualizar constantemente o aplicativo não esquecendo as conferências e encontros na nossa América Latina. Além disto estou dando ênfase a eventos da SBC. É extremamente importante o desenvolvimento da cooperação regional para criarmos grupos maiores e competitivos. 

  • Lista de eventos: em Eventos encontre conferências, palestras e cursos ou os Deadlines.

[1] Fazer curadoria de arte é o processo de organização, cuidado e montagem de uma exposição artística, formada por um conjunto de obras de um ou de vários artistas, a partir da seleção prévia feita pelo curador. O mesmo se aplica à organização de outras coleções.

Candidatos ao Doutorado em Computação – UFRGS

 

Logo da UFRGS

Doutorado

O ingresso do aluno no Doutorado em Ciência da Computação pressupõe o vínculo a um professor orientador estabelecido já no processo seletivo. O objetivo é fomentar o início do trabalho de pesquisa de doutorado o mais cedo possível.

Não há disciplinas obrigatórias para todos os alunos, já que o Programa inclui um espectro bem amplo de linhas de pesquisa. O elenco de disciplinas é construído de forma a garantir que cada aluno curse disciplinas consideradas básicas em sua linha de pesquisa e ainda tenha liberdade para escolher, em comum acordo com seu orientador, disciplinas avançadas que venham a complementar sua formação como pesquisador. É oferecido um número razoável e adequado de disciplinas de Tópicos Especiais, algumas visando aproveitar a vinda de professores visitantes ou a exploração de temas novos, antes de oferecê-los como disciplinas regulares.

Requisitos específicos do doutorado, preliminares ao trabalho de tese propriamente dito, são: (1) um Exame de Qualificação em Abrangência, na forma de uma prova escrita, e (2) uma Proposta de Tese que, apresentada ao término dos 2 primeiros anos de curso, corresponde a um detalhamento do projeto de tese.

O PPGC dispõe, a cada ano, de de diversas bolsas de estudo. A maioria das bolsas são provenientes das agências de fomento (CAPES e CNPq), gerenciadas pela coordenação do curso. Há também bolsas do CNPq e de projetos ligados a empresas gerenciadas diretamente pelos orientadores.

A Comissão de Pós-Graduação considerará os seguintes critérios na elaboração da lista de candidatos selecionados (mais detalhes no anexo deste edital):

  • Experiência profissional, atividades de pesquisa e trabalhos anteriores, avaliados mediante análise de Curriculum Vitae e de cartas de recomendação;
  • Análise do plano de trabalho;
  • Bom desempenho acadêmico avaliado mediante análise do Histórico Escolar da graduação e/ou pós-graduação e nota obtida no POSCOMP, caso tenha sido realizado;
  • Desempenho do candidato em uma entrevista com uma comissão formada por professores orientadores do programa.

Meus projetos como orientação para candidatos

Calendário 2 de 2017

01/09 a 25/10/2017 Período de inscrição ao Doutorado
27/10/2017 Data limite para confirmação dos pagamentos da taxa de inscrição e recebimentos das cartas de recomendação
09 a 21/11/2017 Período de realização das entrevistas
28/11/2017 Divulgação dos candidatos selecionados
28/11/17 a 02/12/2017 Período para apresentação de recursos
08/12/2017 Data limite para confirmação dos selecionados

Edital

Repensando a universidade e a pós-graduação


Diversidade

Com a atual crise nas Universidades estou considerando a necessidade de repensarmos a pós-graduação. O corte de verbas é uma consequência do estado falido por despesas irresponsáveis e por roubos inimagináveis, isto todos sabemos. Mas qual o motivo de não serem poupados, ou pelo menos sofrerem menos algumas áreas? Certamente a Saúde e a Segurança estão na boca do povo como demandas sérias e principais. Por que não a Educação? Recentemente li um livro, estava em minha lista de leituras há muito tempo, sobre o Design Thinking. A ideia essencial apresentada neste livro é utilizar a forma de pensar de designers industriais para a modelagem de soluções criativas. O livro prega a análise multidimensional dos problemas com a inclusão de pessoas com múltiplas formações. Esta fase inicial precisa ser muito menos estruturada e contar com a participação livre de ideias, de criação de cenários (storytelling) e contato real com os usuários. Ou seja, descobrir no mundo real as necessidades a serem enfrentadas para soluções revolucionárias. Na Academia tudo isto me fez lembrar um dito bem impactante:

“As Universidades e os cemitérios são refratários às mudanças, os que ali estão não querem se mover”.

Será que não precisamos repensar o nosso comportamento? Devemos sair da Torre de Marfim e desenvolver atividades ligadas aos problemas reais? Isto não implica em perda de qualidade, apenas em tratar problemas de interesse da sociedade e não de problemas de interesse de pesquisadores e intelectuais. Afinal é a Sociedade que nos financia (ou deveria). Talvez o descolamento da Universidade e da Pesquisa com as reais necessidades das comunidades seja o motivo principal da crise global de financiamento. Se a Sociedade não tiver esta compreensão não haverá demanda social por recursos para a Pesquisa e para a Educação, e este é o motivador dos políticos. Por que irão se empenhar em alocar recursos escassos para uma área que os únicos defensores são os diretamente implicados? Ai é gerada a impressão de que defendemos interesses corporativos, a Sociedade não vê este setor como o setor essencial para o desenvolvimento e a superação da crise. Precisamos agir.

Um assunto que precisa ser discutido é a diversidade cultural e de perfis de trabalho na pós-graduação. Atualmente está aceito que a diversidade nos grupos sociais e acadêmicos é um dos melhores fatores para aumentar a eficiência e a criatividade. Culturas, gêneros e opiniões diferentes favorecem o convívio e abrem novas possibilidades para o tratamento dos temas de trabalho. Pergunto: “Por que isto não acontece nas pós-graduações?”. O consenso é que só devem participar dos programas professores-pesquisadores com um número alto de publicações em journals com alto fator de impacto. Mas um grupo criativo é algo bem diferente. Vejamos a sinopse do Livro Criatividade e Grupos Criativos de Domenico De Masi: 

A maior parte das criações humanas é obra não de gênios individuais, mas de grupos e de coletividades nos quais cooperam personalidades concretas e personalidades fantasiosas, motivadas por um líder carismático, por uma meta compartilhada. Hoje, mais do que nunca, todas as descobertas científicas e as obras-primas artísticas não decorrem do lampejo de gênio de um único autor, mas do aporte coletivo e tenaz de trabalhadores, troupes, teams, squadre, equipes. Não são mais do que etapas de um processo sem pontos de partida nem pontos de chegada, em que forças contraditórias como linhas retas e linhas curvas, razão e intuição incessantemente se alternam e entrelaçam. Talvez na sociedade pós-industrial esses dois opostos possam finalmente chegar a uma síntese feliz. Para isso, De Masi apela às neurociências, à psicanálise, à psicologia, à epistemologia e sobretudo à sociologia – compreendendo as dinâmicas secretas do processo criativo, quem sabe não se possa aumentá-lo e colocá-lo em sintonia com a eterna aspiração humana pela felicidade.

Está na hora de repensarmos nossos critérios excludentes. Os coordenadores de programas de pós-graduação expurgam ótimos professores (que poderiam ministrar ótimas aulas) para aumentar os índices CAPES. Isto é uma exclusão. Aqueles que são dotados para a implementação também são excluídos, sobram apenas os publicadores. Com este comportamento perdemos muitas pessoas que seriam importantes para a formação de nossos alunos e para o desenvolvimento dos projetos. Isto sem contar com a criatividade oriunda da diversidade de perfis. O ponto central não é a qualidade e criatividade do grupo, mas sua adequação à bibliometria avaliativa. Se quisermos qualidade real será preciso uma profunda mudança em nossos critérios.

Lendo a Communications of the ACM de outubro de 2016 encontrei um artigo magnífico: Addind Art to STEM. Neste artigo um dos bloggers da CACM trata da forte interação e resultados obtidos com a combinação da Música com a Computação. Tenho tratado eventualmente deste tema em posts e em um artigo para o Encontro sobre os Grandes Desafios 2006-2016 da SBC. Cada vez mais estou convencido que precisamos refundar o nosso modelo corporativista de considerar que as areas de conhecimento são herméticas e só os que aderem a esta visão podem ser os eleitos. Leiam este trecho do artigo citado:

“Specialization is necessary to garner expertise, but striving and working to become a skilled multidisciplinary generalist creates a whole person that can create, cope, build, refine, test, and use in practice. Plus, they can explain difficult concepts to novices, and carry the magic of combining art and technology to others. In other words, they are good teachers, too. That has been my goal in life, and I think I am succeeding (so far)”.

Author: ACM Fellow Perry R. Cook is Professor (Emeritus) of Computer Science, with a joint appointment in Music, at Princeton University. He also serves as Research Coordinator and IP Strategist for SMule, and is co-founder and executive vice president of Kadenze, an online arts/technology education startup.

Tudo o exposto acima justifica a necessidade de aplicarmos o Desing Thinking, onde a diversidade de percepções é essencial, para encontrarmos problemas reais sobre os quais possamos desenvolver ensino e pesquisa de real qualidade de pesquisa e com ampla visibilidade. A qualidade da pesquisa implica em trabalho tecnológico competente apoiado por uma sólida base conceitual e formal. Trabalhar com definições claras de problemas permite, por um lado, termos boas publicações indexadas e, por outro lado, mostrar para a Sociedade que somos de valor para o desenvolvimento. É preciso mudar a mentalidade que um diploma de  curso superior (graduação, especialização etc.) serve para  apenas promoção em alguma carreira pública e não para apoiar uma carreira promissora pessoalmente e de real interesse para a Sociedade.

CNPq cria modalidade de Doutorado Acadêmico Industrial

CNPq

A proposta é que o doutorando precisa, além de produção científica e defesa da tese, gerar no final um produto que possa ser aplicado no setor produtivo. Nas atividades de pré-doutorado um projeto deverá ser elaborado em colaboração com o setor industrial

Uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Universidade Federal do ABC (UFABC) vai favorecer estudantes que queiram desenvolver projetos de interesse do setor industrial: trata-se do Doutorado Acadêmico Industrial.

O Doutorado Acadêmico industrial é uma modalidade de ingresso nos cursos de doutorado existentes na UFABC. Nestes, os alunos desenvolverão suas pesquisas concomitantemente em laboratórios e centros de pesquisa de empresas e indústrias privadas ou públicas.

A proposta é que o doutorando precisa, além de produção científica e defesa da tese, gerar no final um produto que possa ser aplicado no setor produtivo. Nas atividades de pré-doutorado um projeto deverá ser elaborado em colaboração com o setor industrial.

O aluno será matriculado em um dos programas de pós-graduação da UFABC, onde desenvolverá sua tese como aluno regular desse programa, tendo sua orientação compartilhada entre um orientador acadêmico e um supervisor industrial.

Ao concluir o doutorado, o diploma gerado é idêntico ao dos alunos ingressantes pelos processos seletivos regulares dos programas de pós-graduação da universidade.

CNPq

O QUALIS não deve ser usado para a avaliação de pesquisadores – a solução

 

 CAPESA CAPES vem afirmando continuamente através de seus representantes que o QUALIS deve ser usado exclusivamente para a avaliação de programas de pós-graduação, não para a avaliação individual de pesquisadores. Mas os programas de pós-graduação, avaliados pela CAPES, continuam fazendo isto. O pior é que faculdades que sequer têm pesquisa usam este critério para a seleção de seus professores. Há, ainda, quem faz a alocação de espaço físico baseado em QUALIS de pesquisadores… Finalmente achei a solução!

É preciso a CAPES tenha a coragem de assumir a sua responsabilidade pois o QUALIS é sua produção e, portanto, ela tem o Direito Autoral sobre este produto. Vejam o seguinte texto do ECAD:

Direito autoral é um conjunto de prerrogativas conferidas por lei à pessoa física ou jurídica criadora da obra intelectual, para que ela possa gozar dos benefícios morais e patrimoniais resultantes da exploração de suas criações. O direito autoral está regulamentado pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98) e protege as relações entre o criador e quem utiliza suas criações artísticas, literárias ou científicas, tais como textos, livros, pinturas, esculturas, músicas, fotografias etc. Os direitos autorais são divididos, para efeitos legais, em direitos morais e patrimoniais.

Os direitos morais asseguram a autoria da criação ao autor da obra intelectual, no caso de obras protegidas por direito de autor. Já os direitos patrimoniais são aqueles que se referem principalmente à utilização econômica da obra intelectual. É direito exclusivo do autor utilizar sua obra criativa da maneira que quiser, bem como permitir que terceiros a utilizem, total ou parcialmente.

Ao contrário dos direitos morais, que são intransferíveis e irrenunciáveis, os direitos patrimoniais podem ser transferidos ou cedidos a outras pessoas, às quais o autor concede direito de representação ou mesmo de utilização de suas criações. Caso a obra intelectual seja utilizada sem prévia autorização, o responsável pelo uso desautorizado estará violando normas de direito autoral, e sua conduta poderá gerar um processo judicial.

A obra intelectual não necessita estar registrada para ter seus direitos protegidos. O registro, no entanto, serve como início de prova da autoria e, em alguns casos, para demonstrar quem a declarou primeiro publicamente.

Texto completo no ECAD

Encontramos no site da CAPES, na area da Computação, o seguinte texto:

É importante observar que os critérios adotados pela Coordenação de Área para avaliação de publicações em periódicos e em anais de conferências destinam-se à análise de programas de pós-graduação e são inadequados para avaliação individual de pesquisadores.

A solução é simples: basta a CAPES proibir o uso de seu produto para outros usos que não a avaliação de programas de pós-graduação. Ela tem este direito pela lei. 

Frase a ser publicada:

“O QUALIS, propriedade intelectual da CAPES, destina-se exclusivamente à avaliação de programas de pós-graduação. Qualquer outra utilização como critério exclusivo de avaliação não é autorizada.”


 

Presidente da Capes defende debate amplo sobre o sistema de pós-graduação brasileira

CAPES Os desafios orçamentários atuais afetam o futuro da expansão da pesquisa acadêmica no país. Além disso, para Abílio Baeta Neves, as universidades precisam voltar a ser protagonistas na discussão sobre qual o sistema mais adequado para o avanço acadêmico

É inegável o papel estratégico da Capes para o sistema acadêmico brasileiro. A instituição é responsável pela concessão de aproximadamente 100 mil bolsas ao ano, além de avaliar a qualidade da oferta dos cursos de pós-graduação ofertados pelas universidades. Papel tão central no fomento à especialização coloca a Capes em uma posição privilegiada para mapear os desafios da especialização acadêmica. No primeiro painel da 69ª Reunião Anual da SBPC, “Os Desafios da Pós-Graduação”, esse olhar crítico sobre o presente e futuro da pós foi apresentado pelo presidente da Capes, Abílio Baeta Neves.

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Mariana Mazza – especial para o Jornal da Ciência

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