V Seminário Nacional de Inclusão Digital – SENID 2018

SENID 2018

INSCRIÇÕES

Estão abertas as INSCRIÇÕES para o V Seminário Nacional de Inclusão Digital – SENID 2018, que acontecerá de 7 a 9 de maio de 2018. O evento é organizado pelo Grupo de Pesquisa em Cultura Digital da Universidade de Passo Fundo.

Em 2018, o tema do #SENID2018 é “Cultura Digital na Educação”! Tal temática nasce da constatação de que as práticas criativas da era digital colocam em xeque as instituições da era industrial – como a Escola e a Universidade.

As inscrições no evento podem ser feitas a partir do link https://goo.gl/R9qcmv até 20 de abril de 2018. Confira a programação, inscreva-se e compartilhe o #SENID2018 entre seus contatos!

SUBMISSÕES DE TRABALHOS

O V Seminário Nacional de Inclusão Digital contará com a submissão de artigos completos, resumidos, relatos de experiência e oficinas nas áreas de Inclusão digital e/ou cultura digital na educação [Confira os detalhes de cada modalidade em https://goo.gl/WiWv5N].

DETALHES SOBRE SUBMISSÕES: https://goo.gl/Lw1awc.

DATAS IMPORTANTES:

  • Submissão de trabalhos: de 30 de julho de 2017 até 30 de outubro de 2017.
  • Resultado da primeira fase: 30 de novembro de 2017.
  • Versão final com mudanças: 31 de janeiro de 2018.
  • Notificação final: 15 de fevereiro de 2018.

SUBMISSÃO DE TRABALHOS: https://jems.sbc.org.br/home.cgi?c=2905

ATENÇÃO:

Os melhores artigos serão publicados em periódicos qualificados e em formato de livro a partir do detalhamento a seguir:

  • Os autores do melhor artigo relacionado ao desenvolvimento de Tecnologias Digitais na/para a Educação serão convidados a publicar versão ampliada na Revista Brasileira de Computação Aplicada [2176-6649] – B4 Interdisciplinar;
  • Os autores do melhor artigo relacionado à aplicação e à análise de Tecnologias Digitais na Educação serão convidados a publicar versão ampliada na Revista Espaço Pedagógico [2238-0302] – B1 Ensino | B2 Educação | B3 Interdisciplinar;
  • Os autores dos 10 melhores artigos relacionados ao desenvolvimento de Tecnologias Digitais na/para a Educação (excluindo-se o publicado na Revista Brasileira de Computação Aplicada) serão convidados a submeter versão ampliada ao dossiê Cultura Digital na Educação na Revista de Ciências Exatas Aplicadas e Tecnológicas da UPF [2176-4565]. B5 Interdisciplinar | B4 Engenharias I e Ensino;
  • Os autores dos 10 melhores artigos relacionados à aplicação e à análise de Tecnologias Digitais na Educação (excluindo-se o publicado na Revista Espaço Pedagógico) serão convidados a submeter versão ampliada dos artigos ao livro Cultura Digital na Educação, organizado com vistas à obtenção da classificação L3.

Todas as informações sobre tipos de submissão e cuidados para submissão estão disponíveis em: https://goo.gl/PaCDEA

Pedimos desculpas por eventuais duplicatas desta mensagem. Esperamos você no #SENID2018!

Prof. Dr. Adriano Canabarro Teixeira
Coordenador geral do SENID 

Prof. Dr. Marco Antônio Sandini Trentin
Coordenador do comitê de programa

Acessar o site »

V Escola Regional de Informática de Goiás ERI-GO 2017

ERIGO 2018

ERI-GO 2017
V Escola Regional de Informática de Goiás
Websites: http://erigo.sbc.org.br
http://www.inf.ufg.br/erigo/
16, 17 e 18 de Novembro de 2017
Goiânia, GO

APRESENTAÇÃO

A 5ª Edição da Escola Regional de Informática de Goiás (ERI-GO 2017) é um evento promovido pela UFG (Instituto de Informática), IFGoiano e IFG. A ERI-GO 2017 será realizada em conjunto com a Escola Regional de Sistemas de Informação de Goiás (ERSI-GO) e com o Fórum Goiano de Software Livre (FGSL), contribuindo assim para uma maior integração entre a comunidade goiana de pesquisadores e discussão de temas relevantes nas áreas de Informática em geral, aproximando estudantes, pesquisadores, profissionais e empresários.

Esta edição do ERI-GO tem como objetivos: (a) estimular ações de pesquisa, mercado de trabalho, ensino e extensão sobre informática em geral nas instituições de ensino superior e técnico, como também centros de pesquisa no Estado de Goiás, baseado em trilhas dos principais cursos de Informática em Goiás, no Brasil e no mundo de acordo com ACM (Association for Computing Machinery), por exemplo, Sistemas de Informação, Engenharia de Software, Ciência da Computação e Engenharia e afins; (b) tornar público os projetos de SL desenvolvidos regionalmente; e (c) promover a cooperação entre produtores e usuários de software livre visando ampliar o desenvolvimento tecnológico e a inovação em soluções de SL no Estado.

A ERI-GO 2017 ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2017, em Goiânia-GO. Além das sessões técnico-científicas que contam com a apresentação dos artigos selecionados, a ERI-GO 2017 incluirá várias outras atividades conforme pré-definido na programação (divulgação em breve). Dentre essas atividades, estão palestras, minicursos, feiras, demonstrações, mesas redondas de tópicos atuais, sessões dirigidas, bem como no âmbito da Escola Regional de Sistemas de Informação (ERSI-GO), discussões sobre a educação em Sistemas de Informação e seu Currículo de Referência da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), valendo ressaltar que todas as atividades serão executadas por profissionais de renome regional e nacional na área de informática.

TÓPICOS DE INTERESSE

Autores são convidados a submeter artigos escritos em língua portuguesa ou inglesa contendo resultados de trabalhos com uma ênfase mais tecnológica em software livre e/ou trabalhos em informática que sejam produtos de pesquisa científica (iniciação, mestrado ou doutorado) ou trabalhos de final de curso de graduação, descrevendo trabalhos finalizados ou em andamento, e ainda não avaliados em uma das trilhas descritas abaixo. Existem dois formatos de artigos: completo e curto. No formato de Artigo Completo são esperados trabalhos com resultados mais consolidados e significativos, com emprego mais rigoroso de metodologia cientifica, de preferência que lidam com problemas de cunho científico. No formato de Artigo Curto são esperados trabalhos com resultados preliminares e menor rigor na metodologia científica, onde a parte técnica e tecnológica deve estar mais em evidência. Cada artigo será avaliado por dois ou mais especialistas, e os melhores ARTIGOS COMPLETOS avaliados pelo comitê técnico-científico da ERI-GO serão convidados para a submissão de uma VERSÃO ESTENDIDA do artigo aceito na ERI-GO para a Revista de Sistemas de Informação da Faculdade Salesiana Maria Auxiliadora (FSMA), seguindo as normas de submissão e avaliação definidas pela mesma. A lista de tópicos de interesse de cada trilha da ERI-GO 2017 é apresentada a seguir, mas não limita os artigos somente a estes tópicos:

TRILHA TÉCNICO-CIENTÍFICA: SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (SI)

Alinhamento estratégico entre TI e negócio
Arquitetura de sistemas de informação
SI para governo (transparência, dados abertos, interoperabilidade, ecossistemas governamentais)
Aspectos humanos e sociais em SI
E-business, E-commerce e Mídias sociais
Enterprise information systems (EIS), enterprise resource planning (ERP)
Estratégia de SI e modelos inovadores de negócios
Gestão de conhecimento e aprendizagem organizacional, Gestão de processos em SI, Governança de TI
Paradigmas de desenvolvimento em SI (agentes, aspectos, modelos, MDD, componentes, métodos formais, características, TDD, métodos ágeis, dentre outros)
Planejamento estratégico de sistemas e TI
Preservação de informação e memória digital, representação de informações de negócio, gerência de dados e metadados nas organizações, ontologias
Sistemas de apoio à decisão e SI inteligentes (agentes inteligentes, algoritmos genéticos, aprendizagem de máquina, mineração de dados, modelos formais, ontologias, raciocínio automatizado, redes neurais, representação de conhecimento, Datawarehousing e OLAP)

TRILHA TÉCNICO-CIENTÍFICA: ENGENHARIA DE SOFTWARE (ES)

Entrega Contínua
Métodos e ferramentas de desenvolvimento de Software
Estudos de caso de desenvolvimento de Software
Estado da prática em Engenharia de Software
Verificação, Validação e Teste de Software.
Sustentação e Manutenção de Software
Engenharia de Requisitos e Especificação de Software

TRILHA TÉCNICO-CIENTÍFICA: CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO (CC)

Banco de Dados e Informática na Educação
Teoria da Computação (Algoritmos e Grafos)
Inteligência Computacional
Processamento Gráfico, Interação e Computação Aplicada
Redes, Sistemas Distribuídos, Segurança e Computação de Alto Desempenho

TRILHA TÉCNICO-CIENTÍFICA: ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO, ELÉTRICA, MECATRÔNICA E AFINS (ENG)

Sistemas de computação aplicados a engenharias
Sistemas de Automação e Controle
Telecomunicação e Redes sem fio
Sistemas de Potência e Automação de Redes de Energia
Geração Distribuída e Sistemas Fotovoltaicos
Qualidade de Energia
Matemática computacional aplicada à engenharia
Tópicos em engenharia biomédica
Processamento de Sinais
Otimização aplicada a problemas de engenharia

TRILHA TÉCNICO-CIENTÍFICA: SOFTWARE LIVRE (SL)

Dinâmica social, gerenciamento, processos de desenvolvimento e motivações de contribuidores em comunidades de SL
Adoção/Emprego de SL em contextos comerciais e não-comerciais (Computação em Nuvem, Robótica, Processamento de Imagem, Virtualização e Gerenciamento de Redes)
Recomendação automática e avaliação de qualidade de SL
Aspectos legais e econômicos de SL
SL e educação
Desenvolvimento e evolução de projetos de SL
Análise de dados produzidos por projetos de SL, como código-fonte, e-mail, bate-papo e relatórios de defeitos
Ferramentas para apoiar o desenvolvimento de software, com foco nas necessidades dos desenvolvedores de SL
Uso de Software livre junto com cultura livre, hardware aberto, design aberto, acesso aberto, jornalismo cidadão e governo aberto
Estudos de caso de implantação de SL
Apresentação de software livres desenvolvidos em Goiás

INSTRUÇÕES AOS AUTORES

Neste ano, a ERI-GO possibilitará dois formatos de artigos: artigo completo e artigo curto. A submissão de artigos será exclusivamente eletrônica, por meio do sistema JEMS. Para tal, os autores devem acessar o link <a definir>. Os trabalhos submetidos deverão atender todas as condições descritas a seguir para que possam ser encaminhados aos avaliadores. O não cumprimento de um ou mais dos itens abaixo invalida a submissão.

O artigo completo deverá conter no mínimo 11 (onze) e no máximo 14 (quatorze) páginas, incluindo resumo, figuras, diagramas, referências e anexos.
O artigo curto deverá conter no mínimo 5 (cinco) e no máximo 7 (sete) páginas, incluindo resumo, figuras, diagramas, referências e anexos.
O formato da submissão é o formato padrão da SBC, disponível em http://www.sbc.org.br/document os-da-sbc/summary/169-template s-para-artigos-e-capitulos-de- livros/878-modelosparapublicao deartigos
O artigo deve ser enviado em um arquivo no formato PDF.
O artigo deve ser escrito em Português ou Inglês.
O artigo deve conter um mínimo de 40% de conteúdo novo e original nos artigos submetidos.
O artigo submetido não deve conter os nomes dos autores nem dados da instituição de origem ou qualquer outra referência NO CORPO DO ARTIGO que possa permitir a identificação da autoria do artigo. Os nomes dos autores e suas afiliações devem constar APENAS no sistema JEMS e na versão final do corpo do artigo. Todos os autores e co-autores devem estar incluídos no sistema JEMS na submissão do artigo. É importante ressaltar também que não será possível adicionar co-autores ao sistema JEMS depois do artigo aceito.
Os autores de artigos aceitos terão um prazo para submissão de uma versão final implementando as melhorias sugeridas pelos revisores.
Os artigos completos aceitos deverão ser apresentados de forma oral dentro das sessões técnico-científicas (ainda a definir) enquanto que os artigos curtos deverão ser apresentados em sessão com poster (formato livre). Sendo obrigatório que pelo menos um dos autores do artigo aceito faça inscrição no evento. Artigos aceitos que não tenham sido apresentados no evento (NO-SHOW) serão removidos dos anais.

DATAS IMPORTANTES

Prazo final para submissão de artigos: 17/09/2017

Comunicação de resultados: 16/10/2017

Envio da versão final: 23/10/2017

Data das Apresentações (oral e poster) de Artigos: 16, 17 e 18/11/2017

COMITÊ CIENTÍFICO (Em fase de definição)

COORDENAÇÃO DO COMITÊ TÉCNICO-CIENTÍFICO

Vinicius Borges – INF/UFG  (Coordenador)
Luciana Berretta – INF/UFG (Vice-coordenadora)

ORGANIZAÇÃO GERAL LOCAL

Antonio Carlos de Oliveira Junior – INF/UFG (Coordenador Geral)
Marcelo Akira Inuzuka – INF/UFG (Vice-Coordenador Geral)

E-MAIL DE CONTATO: erigo at inf dot ufg dot br

Congresso Brasileiro de Informática da Educação (CBIE)

CBIE

O Congresso Brasileiro de Informática da Educação (CBIE) é um evento anual da SBC, de caráter internacional, que busca promover e incentivar as trocas de experiências entre as comunidades científica, acadêmica, profissional, governamental e empresarial na área de Informática na Educação. Assim, visa a promover discussões e propor soluções para melhorias na educação com o apoio de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

TEMA DO EVENTO

Em 2017, o tema do CBIE é Aprendizagem das Coisas, com foco em discussões sobre como podemos utilizar o suporte tecnológico fornecido pela Internet das Coisas para promover oportunidades contextualizadas para Aprendizagem. Discutiremos a construção de Ambientes Inteligentes de Aprendizagem e como podemos explorar os avanços obtidos pela pesquisa em Cidades Inteligentes para promover melhores oportunidades de aprendizagem; como podemos analisar a relação entre a aprendizagem formal e informal; como podemos utilizar learning analytics para promover novos modelos educacionais. Esta discussão é justamente o objetivo principal do CBIE 2017, um congresso que, em sua sexta edição, engloba o 28° SBIE, e o 23° WIE; As jornadas de Atualização em Informática na Educação (JAIE); O workshop sobre Tecnologias Educationais; a Mostra de Software Educativo, os concursos de Teses e Dissertações e de Trabalhos de Conclusão de Curso e vários painéis e mesas redondas sobre o tema.

LOCAL DO EVENTO, A CIDADE

Recife é um dos maiores pólos tecnológicos e criativos do Nordeste, o que faz com que a cidade tenha grande reconhecimento nacional. Terra do grande Paulo Freire, inovador da Educação, é um palco excelente para abrigar a edição de 2017 do Congresso Brasileiro de informática na Educação.

A UFPE

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) é uma das melhores universidades do País, em ensino (graduação e pós-graduação) e pesquisa científica, sendo a melhor do Norte-Nordeste, segundo avaliações dos Ministérios da Educação (MEC) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Contando com 3 campi, a UFPE tem larga interação com a sociedade, ampliando seu número de cursos e atendendo às demandas do novo cenário econômico do estado.

A UFPE reúne mais de 40 mil pessoas, entre professores, servidores técnico-administrativos e alunos de graduação e pós-graduação, distribuídos em três campi: Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão. No Campus Recife, palco do CBIE,  são mais de 40 prédios, entre eles a Reitoria, nove Centros Acadêmicos, oito Órgãos Suplementares, Centro de Convenções, Concha Acústica, Clube Universitário, Creche, Casas dos Estudantes Masculina e Feminina e o Restaurante Universitário.

Candidatos ao Doutorado em Computação – UFRGS

 

Logo da UFRGS

Doutorado

O ingresso do aluno no Doutorado em Ciência da Computação pressupõe o vínculo a um professor orientador estabelecido já no processo seletivo. O objetivo é fomentar o início do trabalho de pesquisa de doutorado o mais cedo possível.

Não há disciplinas obrigatórias para todos os alunos, já que o Programa inclui um espectro bem amplo de linhas de pesquisa. O elenco de disciplinas é construído de forma a garantir que cada aluno curse disciplinas consideradas básicas em sua linha de pesquisa e ainda tenha liberdade para escolher, em comum acordo com seu orientador, disciplinas avançadas que venham a complementar sua formação como pesquisador. É oferecido um número razoável e adequado de disciplinas de Tópicos Especiais, algumas visando aproveitar a vinda de professores visitantes ou a exploração de temas novos, antes de oferecê-los como disciplinas regulares.

Requisitos específicos do doutorado, preliminares ao trabalho de tese propriamente dito, são: (1) um Exame de Qualificação em Abrangência, na forma de uma prova escrita, e (2) uma Proposta de Tese que, apresentada ao término dos 2 primeiros anos de curso, corresponde a um detalhamento do projeto de tese.

O PPGC dispõe, a cada ano, de de diversas bolsas de estudo. A maioria das bolsas são provenientes das agências de fomento (CAPES e CNPq), gerenciadas pela coordenação do curso. Há também bolsas do CNPq e de projetos ligados a empresas gerenciadas diretamente pelos orientadores.

A Comissão de Pós-Graduação considerará os seguintes critérios na elaboração da lista de candidatos selecionados (mais detalhes no anexo deste edital):

  • Experiência profissional, atividades de pesquisa e trabalhos anteriores, avaliados mediante análise de Curriculum Vitae e de cartas de recomendação;
  • Análise do plano de trabalho;
  • Bom desempenho acadêmico avaliado mediante análise do Histórico Escolar da graduação e/ou pós-graduação e nota obtida no POSCOMP, caso tenha sido realizado;
  • Desempenho do candidato em uma entrevista com uma comissão formada por professores orientadores do programa.

Meus projetos como orientação para candidatos

Calendário 2 de 2017

01/09 a 25/10/2017 Período de inscrição ao Doutorado
27/10/2017 Data limite para confirmação dos pagamentos da taxa de inscrição e recebimentos das cartas de recomendação
09 a 21/11/2017 Período de realização das entrevistas
28/11/2017 Divulgação dos candidatos selecionados
28/11/17 a 02/12/2017 Período para apresentação de recursos
08/12/2017 Data limite para confirmação dos selecionados

Edital

Presidente da Capes defende debate amplo sobre o sistema de pós-graduação brasileira

CAPES Os desafios orçamentários atuais afetam o futuro da expansão da pesquisa acadêmica no país. Além disso, para Abílio Baeta Neves, as universidades precisam voltar a ser protagonistas na discussão sobre qual o sistema mais adequado para o avanço acadêmico

É inegável o papel estratégico da Capes para o sistema acadêmico brasileiro. A instituição é responsável pela concessão de aproximadamente 100 mil bolsas ao ano, além de avaliar a qualidade da oferta dos cursos de pós-graduação ofertados pelas universidades. Papel tão central no fomento à especialização coloca a Capes em uma posição privilegiada para mapear os desafios da especialização acadêmica. No primeiro painel da 69ª Reunião Anual da SBPC, “Os Desafios da Pós-Graduação”, esse olhar crítico sobre o presente e futuro da pós foi apresentado pelo presidente da Capes, Abílio Baeta Neves.

….

Mariana Mazza – especial para o Jornal da Ciência

Leia mais

As Universidades se esqueceram que são IES – Instituições de Ensino Superior

UniversidadeHoje as Universidades avaliam seus professores quase que exclusivamente por suas atividades de pesquisa e por suas publicações. Tenho escrito sobre a avaliação na pós-graduação, mas agora vou começar a tratar um pouco da avaliação dos professores na graduação e na missão das Universidades. Acredito que a atual forma de avaliação é uma decorrência do modelo de Universidade Humboldtiana, mas isto fica para um próximo texto.

É preciso entender o que é uma Universidade. Há bastante tempo publiquei uma crônica sobre “Deem Tempo para a Universidade Pensar ou os modelos de Universidade” onde já tratava do assunto. Recentemente voltei ao mesmo assunto, mas o tema é recorrente. Vou copiar parte daquele texto.

A university is an institution of higher education and research, which grants academic degrees at all levels (bachelor, master, and doctorate) in a variety of subjects. … The word university is derived from the Latin Universitas Magistrorum et Scholarium, roughly meaning “community of masters and scholars“.Wikipedia

[A Universidade é uma instituição de ensino superior e de pesquisa que concede graus acadêmicos em todos os níveis (graduação, mestrado e doutorado) em uma gama de temas. … A palavra universidade é derivada do latim Universitas Magistrorum et Scholarium, que significa “comunidade de mestres e acadêmicos”.]

O cientista Carl Sagan (falecido), para os obcecados por bibliometria anexo ao final seus dados, escreve em seu livro “O Mundo Assombrado pelos Demônios” onde trata da ciência e das crendices e pseudo-ciência escreve:

Na Universidade de Chicago, também tive a sorte de participar de um programa de educação geral planejado por Robert M. Hutchins, em que a ciência era apresentada como parte integrante da magnífica tapeçaria do conhecimento humano. Considerava-se impensável que alguém desejasse ser físico sem conhecer Platão, Aristóteles, Bach, Shakespeare, Gibbon, Malinowski e Freud _ entre muitos outros. Numa aula de introdução à ciência, a visão de Ptolomeu de que o Sol gira ao redor da Terra era apresentada de forma tão convincente que alguns estudantes se flagravam reavaliando seu compromisso com a teoria de Copérnico. No currículo de Hutchins, o status dos professores não tinha quase nada a ver com a sua pesquisa; inflexivelmente ao contrario do padrão moderno da universidade norte-americana , os professores eram avaliados pelo seu ensino, pela sua capacidade de informar e inspirar a próxima geração. Nessa atmosfera inebriante, consegui preencher algumas das muitas lacunas na minha educação. Grande parte daquilo que era profunda- mente misterioso, e não apenas na ciência, tornou-se mais claro. E também testemunhei em primeira mão a alegria que sentem aqueles que têm o privilégio de revelar um pouco do funcionamento do Universo. Sempre fui grato aos meus mentores dos anos 50, e tentei me certificar de que cada um deles soubesse do meu apreço. (ISBN 85-7164-606-6, P. 15)

Esta é uma indicação clara entre um pesquisador e um Cientista. As nossas Universidades se esqueceram que são Instituições de Ensino e que a pesquisa é uma forma de qualificar seu Ensino. Certamente em tópicos precisos, fundamentais ou tecnológicos podemos gerar contribuições excelentes, mas somos Professores. Um assunto para meditação.

Em um artigo na Folha de São Paulo Adalberto Fazzio e Sidney Jard Da Silva sobre a “Universidade do Século 21” aparece esta citação de Max Weber:

No início do século passado, o renomado sociólogo alemão Max Weber observou que somente por acaso se poderia encontrar em um mesmo homem as vocações de cientista e professor. Apenas em situações fortuitas teríamos a felicidade de entrarmos em uma sala de aula e depararmos com o acadêmico igualmente “vocacionado” para o ensino e para a pesquisa”.

Eu havia tratado deste assunto em um texto de 2010 “Carreiras nas Universidades“, acho que está na hora de rediscutirmo o tema.

Afinal qual é a missão de uma Universidade? Tentem esta consulta no Google sobre sua Universidade preferida: “missão <nome da universidade>”, verão que muitas não apresentam claramente sua missão. Listo, a seguir três que encontrei:

UFMG

Gerar e difundir conhecimentos científicos, tecnológicos e culturais, destacando-se como instituição de referência nacional, formando  indivíduos críticos e éticos, com uma sólida base científica e humanística, comprometidos com  intervenções transformadoras na sociedade e com o desenvolvimento socioeconômico regional e nacional.

PUC Rio

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro é uma instituição comunitária de Educação Superior, de acordo com Portaria 679, de 12/11/2014, da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, filantrópica e sem fins lucrativos, que visa produzir e propagar o saber a partir das atividades de ensino, pesquisa e extensão, tendo por base o pluralismo e debates democráticos, objetivando, sobretudo, a reflexão, o crescimento e enriquecimento da sociedade.

Missão da UFSCar

Missão da UFSCar: Produzir e tornar acessível o conhecimento. Como afirmado no PDI (2005) – PDI apresentado segundo o formato SPIEnS/MEC para o período de 5 anos – não é incomum confundir-se a missão da universidade pública com as suas atividades-fim: o ensino, a pesquisa e a extensão. São estas três atividades que, de forma indissociada, dão concretude à missão da universidade de produzir e tornar acessível o conhecimento. Nesta conceituação sintética o tornar acessível envolve tanto a formação dos alunos como a interação com os diferentes segmentos da sociedade para o compartilhamento e (re)construção do conhecimento.

Afinal parece que a real missão é a formação de alunos sendo que a interação humboldtiana da pesquisa com o ensino tem por objetivo a Formação de Recursos Humanos. Grande parte de nossa crise como nação é esta falta de formação em grande escala de recursos humanos de alta qualidade. Será que esquecemos da nossa missão?


Query Source Papers Citations Cites_Year Cites_Paper h_index g_index
Carl Sagan Google Scholar 987 26420 184.76 26.77 72 152

A mentira do gasto excessivo em ensino superior no Brasil

LivrosEstamos cansados de ouvir e de ler que o problema do Brasil é o gasto excessivo no ensino superior. Isto não é verdade, em uma palestra sobre a Universidade do Futuro, aqui na UFRGS, encontrei este documento da OECD, portanto acima de suspeitas de partidarismo, Public spending on education DOI:10.1787/f99b45d0-en. Aqui está bem clara a distribuição dos recursos públicos em educação: 3,3% em ensino terciário (superior) e do primário até o não terciário (fundamental e médio) 12,8%. Somo o terceiro país da análise que mais gasta com o ensino pré terciário. Está na hora de realizarmos estudos mais profundos sobre qual é a real razão dos problemas do nosso ensino. Este é um exemplo claro da era da pós-verdade: usam afirmações que apoiem suas ideias sem buscar a verdade nos dados!

Para mim o problema está bem caracterizado:

  • Modelo de ensino centrado em aulas, número de horas de aulas, tanto para o modelo de negócio quanto para avaliar a cobertura do curso.
  • Falta de tempo dos alunos para desenvolverem estudo complementar ou desenvolver trabalhos fora das aulas. É a visão de que se aprende na aula e não que a aula é a apresentação do tema e a motivação para o estudo.

As causas deste problema são:

  • Incapacidade em entender que o projeto de ensino deve ser o desenvolvimento da capacidade de auto estudo e a capacidade de crítica e de reflexão. Daí decorre a deformação de avaliação de cursos por horas e conteúdos e cobrança e pagamento por horas-aula. Hoje está em andamento uma absurda discussão sobre quantos minutos deve ter uma hora-aula…
  • A falta de entendimento que um conteúdo básico universal é essencial, não adianta um amplo espectro de conteúdo quando o essencial de Português e Matemática não são dominados.

Dedicação completa de alunos ao estudo.

  • Bolsas de permanência
  • Avaliação real do desempenho
  • Seleção dos melhores alunos

Mudança nos critérios de avaliação

  • Acabar com as provas “decoreba”
  • Avaliação de atividades individuais dos alunos
  • Projetos sobre problemas complexos
  • Participação proativa dos alunos

Tópicos relacionados