International Conference on Information Technology & Systems

ICITS-18

Welcome to ICITS’18 – The 2018 International Conference on Information Technology & Systems, to be held at the Universidad Estatal Península de Santa Elena, Libertad city, close to Salinas, one of the best beaches in Ecuador, between the 10th and the 12th of January 2018.

Prospective authors are encouraged to submit papers for evaluation by the Scientific Committee. The papers can be written in English, Spanish or Portuguese. All papers will be subjected to a “blind review” by at least two members of the Scientific Committee, on the basis of relevance, originality, importance and clarity.

Submitted papers should be related with one or more of the main themes proposed for the Conference: A) Information and Knowledge Management; B) Organizational Models and Information Systems; C) Software and Systems Modeling; D) Software Systems, Architectures, Applications and Tools; E) Multimedia Systems and Applications; F) Computer Networks, Mobility and Pervasive Systems; G) Intelligent and Decision Support Systems; H) Big Data Analytics and Applications; I) Human-Computer Interaction; J) Ethics, Computers & Security; K) Health Informatics; L) Information Technologies in Education.

Papers written in English and accepted and registered will be published in Proceedings by Springer in a book of the AISC series, will be submitted for indexation by ISI, EI-Compendex, SCOPUS and DBLP, among others, and will be available in the SpringerLink Digital Library.

Papers written in Spanish or Portuguese and accepted and registered will be published in Proceedings by AISTI and will be submitted for evaluation and possible indexation by ISI, EI-Compendex and SCOPUS.

Call For Papers

Scope

ICITS’18 – The 2018 International Conference on Information Technology & Systems, to be held at Península de Santa Elena, Ecuador, 10 – 12 January 2018, is an international forum for researchers and practitioners to present and discuss the most recent innovations, trends, results, experiences and concerns in the several perspectives of Information Technology & Systems.

We are pleased to invite you to submit your papers to ICITS’18. They can be written in English, Spanish or Portuguese. All submissions will be reviewed on the basis of relevance, originality, importance and clarity.

Topics

Submitted papers should be related with one or more of the main themes proposed for the Conference:

A) Information and Knowledge Management (IKM);

B) Organizational Models and Information Systems (OMIS);

C) Software and Systems Modeling (SSM);

D) Software Systems, Architectures, Applications and Tools (SSAAT);

E) Multimedia Systems and Applications (MSA);

F) Computer Networks, Mobility and Pervasive Systems (CNMPS);

G) Intelligent and Decision Support Systems (IDSS);

H) Big Data Analytics and Applications (BDAA);

I) Human-Computer Interaction (HCI);

J) Ethics, Computers and Security (ECS)

K) Health Informatics (HIS);

L) Information Technologies in Education (ITE);

Submission and Decision

Submitted papers (until 10-page limit) must comply with the format of Advances in Intelligent Systems and Computing series (see Instructions for Authors at Springer Website or download a DOC example) be written in English, Spanish or Portuguese, must not have been published before, not be under review for any other conference or publication and not include any information leading to the authors’ identification. Therefore, the authors’ names, affiliations and bibliographic references should not be included in the version for evaluation by the Scientific Committee. This information should only be included in the camera-ready version, saved in Word or Latex format and also in PDF format. These files must be accompanied by the Consent to Publication form filled out, in a ZIP file, and uploaded at the conference management system.

All papers will be subjected to a “double-blind review” by at least two members of the Scientific Committee.

Based on Scientific Committee evaluation, a paper can be rejected or accepted by the Conference Chairs. In the later case, it can be accepted as paper or poster.

The authors of papers accepted as posters must build and print a poster to be exhibited during the Conference. This poster must follow an A1 or A2 vertical format. The Conference can includes Work Sessions where these posters are presented and orally discussed, with a 7 minute limit per poster.

The authors of accepted papers will have 15 minutes to present their work in a Conference Work Session; approximately 5 minutes of discussion will follow each presentation.

Publication and Indexing

To ensure that an accepted paper is published, at least one of the authors must be fully registered by the 20th of October 2017, and the paper must comply with the suggested layout and page-limit (until 10 pages). Additionally, all recommended changes must be addressed by the authors before they submit the camera-ready version.

No more than one paper per registration will be published. An extra fee must be paid for publication of additional papers, with a maximum of one additional paper per registration. One registration permits only the participation of one author in the conference.

Papers written in English and accepted and registered will be published in Proceedings by Springer, in a book of the Advances in Intelligent Systems and Computing series, will  be submitted for indexation by ISI, EI-Compendex, SCOPUS and DBLP, among others, and will be available in the SpringerLink Digital Library.

Papers written in Spanish or Portuguese and accepted and registered will be published in Proceedings by AISTI and will be submitted for evaluation and possible indexation by ISI, EI-Compendex and SCOPUS.

The authors of the best selected papers will be invited to extend them for publication in international journals indexed by ISI, SCOPUS, EI-Compendex and DBLP, among others.

Important Dates

Paper Submission: September 6, 2017

Notification of Acceptance: October 13, 2017

Payment of Registration, to ensure the inclusion of an accepted paper in the conference proceedings: October 20, 2017

Camera-ready Submission: October 20, 2017

Congresso Brasileiro de Informática da Educação (CBIE)

CBIE

O Congresso Brasileiro de Informática da Educação (CBIE) é um evento anual da SBC, de caráter internacional, que busca promover e incentivar as trocas de experiências entre as comunidades científica, acadêmica, profissional, governamental e empresarial na área de Informática na Educação. Assim, visa a promover discussões e propor soluções para melhorias na educação com o apoio de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

TEMA DO EVENTO

Em 2017, o tema do CBIE é Aprendizagem das Coisas, com foco em discussões sobre como podemos utilizar o suporte tecnológico fornecido pela Internet das Coisas para promover oportunidades contextualizadas para Aprendizagem. Discutiremos a construção de Ambientes Inteligentes de Aprendizagem e como podemos explorar os avanços obtidos pela pesquisa em Cidades Inteligentes para promover melhores oportunidades de aprendizagem; como podemos analisar a relação entre a aprendizagem formal e informal; como podemos utilizar learning analytics para promover novos modelos educacionais. Esta discussão é justamente o objetivo principal do CBIE 2017, um congresso que, em sua sexta edição, engloba o 28° SBIE, e o 23° WIE; As jornadas de Atualização em Informática na Educação (JAIE); O workshop sobre Tecnologias Educationais; a Mostra de Software Educativo, os concursos de Teses e Dissertações e de Trabalhos de Conclusão de Curso e vários painéis e mesas redondas sobre o tema.

LOCAL DO EVENTO, A CIDADE

Recife é um dos maiores pólos tecnológicos e criativos do Nordeste, o que faz com que a cidade tenha grande reconhecimento nacional. Terra do grande Paulo Freire, inovador da Educação, é um palco excelente para abrigar a edição de 2017 do Congresso Brasileiro de informática na Educação.

A UFPE

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) é uma das melhores universidades do País, em ensino (graduação e pós-graduação) e pesquisa científica, sendo a melhor do Norte-Nordeste, segundo avaliações dos Ministérios da Educação (MEC) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Contando com 3 campi, a UFPE tem larga interação com a sociedade, ampliando seu número de cursos e atendendo às demandas do novo cenário econômico do estado.

A UFPE reúne mais de 40 mil pessoas, entre professores, servidores técnico-administrativos e alunos de graduação e pós-graduação, distribuídos em três campi: Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão. No Campus Recife, palco do CBIE,  são mais de 40 prédios, entre eles a Reitoria, nove Centros Acadêmicos, oito Órgãos Suplementares, Centro de Convenções, Concha Acústica, Clube Universitário, Creche, Casas dos Estudantes Masculina e Feminina e o Restaurante Universitário.

Repensando a universidade e a pós-graduação


Diversidade

Com a atual crise nas Universidades estou considerando a necessidade de repensarmos a pós-graduação. O corte de verbas é uma consequência do estado falido por despesas irresponsáveis e por roubos inimagináveis, isto todos sabemos. Mas qual o motivo de não serem poupados, ou pelo menos sofrerem menos algumas áreas? Certamente a Saúde e a Segurança estão na boca do povo como demandas sérias e principais. Por que não a Educação? Recentemente li um livro, estava em minha lista de leituras há muito tempo, sobre o Design Thinking. A ideia essencial apresentada neste livro é utilizar a forma de pensar de designers industriais para a modelagem de soluções criativas. O livro prega a análise multidimensional dos problemas com a inclusão de pessoas com múltiplas formações. Esta fase inicial precisa ser muito menos estruturada e contar com a participação livre de ideias, de criação de cenários (storytelling) e contato real com os usuários. Ou seja, descobrir no mundo real as necessidades a serem enfrentadas para soluções revolucionárias. Na Academia tudo isto me fez lembrar um dito bem impactante:

“As Universidades e os cemitérios são refratários às mudanças, os que ali estão não querem se mover”.

Será que não precisamos repensar o nosso comportamento? Devemos sair da Torre de Marfim e desenvolver atividades ligadas aos problemas reais? Isto não implica em perda de qualidade, apenas em tratar problemas de interesse da sociedade e não de problemas de interesse de pesquisadores e intelectuais. Afinal é a Sociedade que nos financia (ou deveria). Talvez o descolamento da Universidade e da Pesquisa com as reais necessidades das comunidades seja o motivo principal da crise global de financiamento. Se a Sociedade não tiver esta compreensão não haverá demanda social por recursos para a Pesquisa e para a Educação, e este é o motivador dos políticos. Por que irão se empenhar em alocar recursos escassos para uma área que os únicos defensores são os diretamente implicados? Ai é gerada a impressão de que defendemos interesses corporativos, a Sociedade não vê este setor como o setor essencial para o desenvolvimento e a superação da crise. Precisamos agir.

Um assunto que precisa ser discutido é a diversidade cultural e de perfis de trabalho na pós-graduação. Atualmente está aceito que a diversidade nos grupos sociais e acadêmicos é um dos melhores fatores para aumentar a eficiência e a criatividade. Culturas, gêneros e opiniões diferentes favorecem o convívio e abrem novas possibilidades para o tratamento dos temas de trabalho. Pergunto: “Por que isto não acontece nas pós-graduações?”. O consenso é que só devem participar dos programas professores-pesquisadores com um número alto de publicações em journals com alto fator de impacto. Mas um grupo criativo é algo bem diferente. Vejamos a sinopse do Livro Criatividade e Grupos Criativos de Domenico De Masi: 

A maior parte das criações humanas é obra não de gênios individuais, mas de grupos e de coletividades nos quais cooperam personalidades concretas e personalidades fantasiosas, motivadas por um líder carismático, por uma meta compartilhada. Hoje, mais do que nunca, todas as descobertas científicas e as obras-primas artísticas não decorrem do lampejo de gênio de um único autor, mas do aporte coletivo e tenaz de trabalhadores, troupes, teams, squadre, equipes. Não são mais do que etapas de um processo sem pontos de partida nem pontos de chegada, em que forças contraditórias como linhas retas e linhas curvas, razão e intuição incessantemente se alternam e entrelaçam. Talvez na sociedade pós-industrial esses dois opostos possam finalmente chegar a uma síntese feliz. Para isso, De Masi apela às neurociências, à psicanálise, à psicologia, à epistemologia e sobretudo à sociologia – compreendendo as dinâmicas secretas do processo criativo, quem sabe não se possa aumentá-lo e colocá-lo em sintonia com a eterna aspiração humana pela felicidade.

Está na hora de repensarmos nossos critérios excludentes. Os coordenadores de programas de pós-graduação expurgam ótimos professores (que poderiam ministrar ótimas aulas) para aumentar os índices CAPES. Isto é uma exclusão. Aqueles que são dotados para a implementação também são excluídos, sobram apenas os publicadores. Com este comportamento perdemos muitas pessoas que seriam importantes para a formação de nossos alunos e para o desenvolvimento dos projetos. Isto sem contar com a criatividade oriunda da diversidade de perfis. O ponto central não é a qualidade e criatividade do grupo, mas sua adequação à bibliometria avaliativa. Se quisermos qualidade real será preciso uma profunda mudança em nossos critérios.

Lendo a Communications of the ACM de outubro de 2016 encontrei um artigo magnífico: Addind Art to STEM. Neste artigo um dos bloggers da CACM trata da forte interação e resultados obtidos com a combinação da Música com a Computação. Tenho tratado eventualmente deste tema em posts e em um artigo para o Encontro sobre os Grandes Desafios 2006-2016 da SBC. Cada vez mais estou convencido que precisamos refundar o nosso modelo corporativista de considerar que as areas de conhecimento são herméticas e só os que aderem a esta visão podem ser os eleitos. Leiam este trecho do artigo citado:

“Specialization is necessary to garner expertise, but striving and working to become a skilled multidisciplinary generalist creates a whole person that can create, cope, build, refine, test, and use in practice. Plus, they can explain difficult concepts to novices, and carry the magic of combining art and technology to others. In other words, they are good teachers, too. That has been my goal in life, and I think I am succeeding (so far)”.

Author: ACM Fellow Perry R. Cook is Professor (Emeritus) of Computer Science, with a joint appointment in Music, at Princeton University. He also serves as Research Coordinator and IP Strategist for SMule, and is co-founder and executive vice president of Kadenze, an online arts/technology education startup.

Tudo o exposto acima justifica a necessidade de aplicarmos o Desing Thinking, onde a diversidade de percepções é essencial, para encontrarmos problemas reais sobre os quais possamos desenvolver ensino e pesquisa de real qualidade de pesquisa e com ampla visibilidade. A qualidade da pesquisa implica em trabalho tecnológico competente apoiado por uma sólida base conceitual e formal. Trabalhar com definições claras de problemas permite, por um lado, termos boas publicações indexadas e, por outro lado, mostrar para a Sociedade que somos de valor para o desenvolvimento. É preciso mudar a mentalidade que um diploma de  curso superior (graduação, especialização etc.) serve para  apenas promoção em alguma carreira pública e não para apoiar uma carreira promissora pessoalmente e de real interesse para a Sociedade.

UFRGS Missão França: alunos preparados para o intercâmbio

Alunos do INF e da Escola de Engenharia partirão em agosto

O projeto CAPES/Brafitec EcoSud, coordenado pelo professor Lucas Mello Schnorr, dá prosseguimento a interação entre o INF e o INP de Grenoble (ENSIMAGGIPHELMA), na França. Para essa edição de 2017/2018 uma nova turma está se preparando para iniciar a missão de estudos no país europeu, todos no âmbito de um acordo de duplo diploma estabelecido entre a UFRGS e o INP. Serão três alunos do INF e quatro estudantes da Escola de Engenharia, que partirão em agosto deste ano.

De acordo com o professor Claudio Geyer, “esta é uma chance única de crescimento pessoal e profissional. Poder conhecer a cultura e o mercado de trabalho de um país como a França, que é uma referência nas áreas de interesses desses alunos, é enriquecedor”.

“Acredito que iremos complementar nossos estudos e conhecimentos com esta oportunidade. Com as experiências adquiridas nessa viajem estaremos mais preparados para enfrentarmos o mercado. Além disso, conhecer uma cultura nova e pessoas com visões de mundo diferentes da nossa irá fortalecer, ainda mais, o nosso caráter”, destaca Leonardo Almeida da Silveira, estudante de engenharia da computação.

Confira a lista dos estudantes:

* Amanda Binotto Braga (ECP, para ENSIMAG);
* Bernardo dos S. Piccoli (MEC, para ENSE3);
* Felipe Heineck (EPR, para GI);
* Giovanna Hubner (EPR, para GI);
* Leonardo Almeida da Silveira (ECP, para ENSIMAG);
* Lucca Sergi Berquó Xavier (CIC, para ENSIMAG);
* Pedro O. Portugal (ELE, para PHELMA).

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Goethe, Saint-Hilaire e o Brasil

GoetheSaint-HilaireEm 3 de setembro de 1786 Johann Wolfgang Goethe saiu de Karslbad com destino ao sul, para a Itália. Li com muito interesse seu relato da viagem, apesar das dificuldades foi uma ida para a cultura. Já naquela época a cidade de Roma tinha dois mil anos de história. Acabo de ler o livro de Saint-Hilaire “Viagem ao Rio Grande do Sul” realizada em 1820, apenas 34 anos após a viagem de Goethe. Que horror! A descrição do que foi a viagem aqui pelos pagos é algo impressionante. Viagem em carretas, sem hospedarias, requisitando bois para tracionar a carreta, pirogas para atravessar rios, é realmente assustadora a visão! Aí dá para entender nossa situação atual, era mais do que primitiva a vida por aqui, a descrição da cultura dos gaúchos nos deixa tristes, guerreiros rudes sem visão do mundo. Nos outros livros, sobre as demais regiões do Brasil, a situação é semelhante. No sul, com a guerra da fronteira, a situação era muito pior. O Rei de Portugal e do Brasil criou a cultura dos “donos” das regiões e do patrimonialismo. Evoluímos materialmente bastante nestes quase 200 anos. O problema é que a cultura e o comportamento ético avançou menos, muito menos, do que a vida material. Certamente vivemos ao “bout du monde” no sentido ético e moral.

Hoje voltando da região de Gramado, Canela e Nova Petrópolis deu para traçar uma comparação com a descrição de Saint-Hilaire e as diferentes facetas do Brasil de hoje. Nesta Região das Hortências encontra-se o Parque das Esculturas Pedras do Silêncio que narra a história da imigração germânica por intermédio de esculturas em pedras. Ali tem-se a impressão de viver na Europa, qualidade de vida dos habitantes, segurança (os carros param antes das faixas de segurança e as pessoas te tratam educadamente) qual a diferença entre esta micro-região e o caos das grandes cidades e com a falta de civilitude geral?  A resposta é simples: a cultura do trabalho e da ética trazida pelos imigrantes europeus. Qual a solução para o Brasil? Educação de qualidade desde o fundamental; a primeira coisa com que se peocuparam os imigrantes foi conseguir um bom mestre-de-escola para ensinar seus filhos. Hoje foi necessária uma lei para coibir as agressões a professores no Brazil (com Z mesmo)! Precisamos urgentemente rever as bases de nossa cultura periférica com a valorização do culto à responsabilidade, fazendo a punição exemplar aos faltosos e criando a valorização do mérito. Já escrevi antes sobre o assunto em Mea Culpa! Será que sou culpado? lá lê-se:

Com a implantação do culto à mediocridade, à responsabilização dos outros pelas nossas falhas e fraquezas nunca seremos uma comunidade de excepcional qualidade. Nós, os professores, devemos ter consciência que estão nos manipulando com este conceito de culpa. Nós não somos culpados, culpados são os fracos e os desinteressados que não querem trabalhar pesadamente para atingir a vitória. Nossa responsabilidade é exigir qualidade e dedicação aos nossos alunos. Aqueles que são professores em Universidades públicas têm a responsabilidade adicional de não serem contagiados com esta falsa culpabilidade e mostrar aos alunos que eles são os que estão gastando recursos públicos e que têm a responsabilidade de dar “Blood, Toil, Tears and Sweat” como obrigação junto aos brasileiros que pagam impostos. No Brasil a famosa frase de Winston Churchill foi simplificada para “Sangue, Suor e Lágrimas” a palavra Toil desapareceu!

MOOCs, benção ou maldição?

Um editorial do Editor em Chefe da revista Communications of the ACM, Moshe Vardi: “Will MOOCs Destroy Academia?” trata o assunto com certo detalhe. Este editorial (CACM, v. 55, n. 11, p. 5) está focado exatamente nos MOOCs como uma ferramenta que pode revolucionar o ensino… É importante a leitura completa do texto original. Concordo completamente com as opiniões ali expressas: trata-se de uma “MOOC mania” ou de um “MOOC panic”. Uma frase é essencial para compreender a visão nos Estados Unidos sobre o assunto:

It is clear, therefore, that the enormous buzz about MOOCs is not due to the technology’s intrinsic educational value, but due to the seductive possibilities of lower costs”.

[É claro, portanto, que o enorme alvoroço sobre MOOCs não é devido ao valor intrínseco da tecnologia educacional, mas, devido às possibilidades sedutoras de custos mais baixos].

Naquele editorial ele termina dizendo que pensa que invocamos um espírito ou mago e que se tivesse uma “varinha de condão” faria desaparecer os MOOCs. Eu estou pensando que o que fizemos realmente foi abrir a Caixa de Pandora, lembrem-se que quando ela foi fechada a última maldade que fico presa foi a Esperança pois era considerada irmã da Mentira. Esta esperança de substituir as Universidades por MOOCs é a mistificação atual, mas já passando.

 

As melhores Universidades Públicas do Brasil

O Guia do Estudante da Abril tem uma classificação das universidades baseada na avaliação de seus cursos. A seguir a classificação da melhores universidades públicas do Brasil. Notem que como qualquer classificação esta é baseada em uma dimensão: a qualidade de seus cursos. Entretanto a qualidade de cada curso tem, por sua vez, múltiplas dimensões ponderadas para chegar ao número de estrelas. 

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