Análise do processo de avaliação dos programas de pós-graduação em Computação no SBBD 2016


A comunidade tem perguntado sobre o caminho que estamos trilhando para construir uma pós-graduação de excelência. Encontramos opiniões divergentes, alguns acreditam que se obtém qualidade pelos altos níveis de exigência, outros por estimular o trabalho individual dos alunos. Uns pensam que a pós-graduação é uma forma de crescimento social e encaram os critérios altos como elitistas. Atualmente alguns programas de PG estão reduzindo o número de créditos com o racional que o importante é o trabalho de dissertação ou de tese. Há, ainda, a discussão sobre se vale a pena o investimento no mestrado e se o doutorado deve ser o fim último da PG, sendo o mestrado algo considerado como um prêmio de consolação para quem não consegue obter o doutorado. Certamente estamos em um período turbulento, onde poucas certezas existem. As perguntas que não querem calar são: Teremos realmente universidades de primeira linha? O que é uma universidade primeira linha? É uma universidade com prêmios Nobel? É uma universidade para onde os pesquisadores top querem trabalhar em seus sabáticos? É uma Universidade para onde os melhores alunos do mundo aplicam como forma de ter seu futuro assegurado? Este é o tema central da Avaliação da Qualidade: como avaliar a qualidade de um programa de pós-graduação, que critérios devem ser utilizados?

Inicialmente apresentarei uma visão geral (leiam o texto motivador) sobre as avaliações e rankings. Este será o tema de nosso encontro no SBBD 2016, não percam!  A seguir o Prof. Alberto Laender  apresentará o tema “Algumas Considerações sobre o Processo de Avaliação dos Programas de Pós-graduação Realizado pela CAPES”. Para concluir a seção teremos um debate com os participantes.