eBook: Como Vencer na Universidade

Capa Universidade


Com muitos anos de experiência no ensino e na pesquisa na UFRGS e como membro da Comissão de Educação da SBC tenho procurado tratar assuntos ligados com a qualificação da computação no Brasil.Uma carreira acadêmica começa na graduação, se consolida durante a pós-graduação e evolui para a atividade de professor e pesquisador. Neste livro eletrônico condenso minha experiência de professor e autor bem como avaliador de journals e conferências. Esta experiência foi complementada com as opiniões dos leitores do blog e das discussões em listas. O sucesso depende de condições institucionais e de outras sobre as quais o pesquisador tem controle mais direto como a correta inserção na estrutura acadêmica, a qualidade da pesquisa desenvolvida, a criteriosa escolha dos meios de divulgação de seu trabalho e a estruturação de uma adequada rede social. A compreensão das diferentes características da vida acadêmica permite um bom planejamento da carreira e, mais tarde, auxiliará a conduzir melhorias no ambiente institucional. Espero que este texto seja uma ferramenta útil no planejamento de uma carreira acadêmica bem sucedida.


Veja uma prévia do livro em "Como Vencer na Universidade"
© José Palazzo Moreira de Oliveira, 2012

Este e-livro está disponível para leitura no Kindle se você ainda não tem um pode baixar leitores gratuitos para múltiplas plataformas.


A qualidade do Ensino é função do Número de Horas-Aula?

Em agosto de 2011 postei um artigo no blog que causou uma discussão intensa. O tema era sobre a quantidade de alunos que trabalham durante o curso. Foram 27 mensagens diretas, 11 comentários no blog e 1635 acessos ao artigo! Depois disto surgiu uma discussão no Instituto sobre o número de aulas de nossos cursos de computação (no Brasil). solicitei colaborações e opiniões para tratar o assunto com mais abrangência. A participação da comunidade foi além da minha expectativa: 29 comentários até hoje. O tema proposto foi: “O que vocês acham de um curso chegar a propor 28 horas de aula por semana em um determinado semestre? Isto será um indicador de qualidade do ensino ou uma forma de considerar os alunos como incapazes de realizar trabalho individual? E como fica o trabalho externo dos alunos em paralelo com o curso?”

Leia a crônica: A qualidade do Ensino é função do Número de Horas-Aula?


Qualidade e competitividade no ensino universitário

Pergunto: quantos professores são convidados para trabalhar em uma Universidade brasileira com a oferta de melhores condições de trabalho ou mesmo melhores salários para criar um grupo de alta qualidade? Costumamos empregar professores e pesquisadores de alto nível pelos desafios e pela qualidade das Universidades? Há alguns casos de professores aposentados de Universidades Públicas transferindo seus grupos de pesquisa e laboratórios para Universidades Privadas, mas ainda assim, são poucos casos e estimulados pelo acúmulo de uma aposentadoria com o novo salário, não é uma competição de mercado – aliás estamos acostumados com a competição de livre-mercado no caso dos jogadores de futebol mas não para professores, é a indicação clara do que é importante para o país. Queremos professores de alto nível e projetos competitivos internacionalmente ou alunos treinados em produtos comerciais?


Puxa! Chega de enrolação: Universidade é qualidade, o resto é discurso diversionista que tira o foco do assunto principal. Em um programa, penso que no Discovery Channel, do ano passado vi um documentário sobre o Indian Institute of Technology – Bombay, o tema principal era a enorme competitividade na entrada, acho que entre 200 a 300 candidatos por vaga, e do esforço e privações que as famílias faziam para conseguir mandar um aluno para lá. Qual o motivo? O futuro assegurado por um prestigioso título e pela competência atingida. Olhem este trecho da Wikipedia: Since 1953, nearly twenty-five thousand IITians have settled in the USA. Já passou da hora de mudarmos nossa ótica, o que vende é qualidade, competência e competitividade.


Não cabe à Universidade fundar indústrias sua missão é formar profissionais competentes que, estes sim, terão a possibilidade de se destacarem e de participar no desenvolvimento de empresas inovadoras.


Mais sobre o assunto em “As Universidades Brasileiras são Competitivas?"


 

 
 
 
 

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